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História

Associação Comercial do Rio de Janeiro

A Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) é uma das mais antigas entidades de representação civil do país, criada em 15 de julho de 1809. Palco de grandes discussões nacionais. Contribui para o desenvolvimento econômico do estado do Rio de Janeiro e atua proativamente em defesa dos interesses da classe empresarial fluminense. Em 2017, mostrou que está na vanguarda dos acontecimentos elegendo uma mulher, pela primeira vez em dois séculos de história, para sua presidência.

Órgão técnico e consultivo do Governo Federal, presta grande serviço ao país no estudo, debate e apresentação de soluções para os problemas que se relacionam à economia nacional, de acordo com o Decreto Federal n.º 6348 de 26/09/1940, assinado pelo então presidente Getúlio Vargas. É também reconhecida como Entidade de Utilidade Pública Estadual (Lei nº 4.361 de 24/06/2004) e Municipal (Lei nº 5.242 de 17/01/2011) do Rio de Janeiro. Propõe-se a identificar oportunidades de negócio e potenciais econômicos e turísticos no Estado, a valorizar sua riqueza cultural e histórica, e a preservar a imagem do Rio de Janeiro no âmbito nacional e internacional.

A Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) teve seu alvará datado de 15 de julho de 1809, que determinava a construção de uma Praça do Comércio, representativo e com reconhecimento oficial da existência de um importante núcleo de comerciantes no Rio de Janeiro, chamado de “Corpo do Comércio”. Apesar desta legitimação, as obras de construção da Praça só teriam início em outubro de 1819. A inauguração oficial se deu em 14 de Julho de 1820 e contou com a presença de D. João VI.

A Praça do Comércio não se manteve por muito tempo como ajuntamento dos comerciantes do Rio de Janeiro. No ano seguinte à sua fundação, devido ao advento da Revolução Liberal em Portugal, a sede do Corpo do Comércio foi escolhida para dar lugar às eleições dos deputados, que representariam o Brasil nas Cortes portuguesas. A sessão eleitoral resultou em um conflito violento entre aqueles que dela participavam e as tropas imperiais. Com isso, os negociantes da capital resolveram repudiar as ações de violência ocorridas em sua sede, fechando-a. Durante os anos seguintes, este grupo passou a se reunir nas esquinas da Rua Direita para tratar de seus negócios. Treze anos depois do fechamento de sua primeira sede, o Corpo do Comércio inicia a construção de uma segunda Praça. A partir de 9 de Setembro de 1834, este agrupamento de comerciantes passaria a denominar-se Sociedade dos Assinantes da Praça. Durante a administração de José Joaquim de Lima e Silva Sobrinho, Visconde de Tocantins, a mais longa da história da entidade (1861-1884), a Sociedade dos Assinantes da Praça passou a se chamar Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) em 11 de dezembro de 1867,

A Associação também é conhecida como Casa de Mauá, em homenagem ao seu terceiro presidente, Irineu Evangelista de Souza. Devido ao seu tino comercial, Irineu Evangelista de Souza foi aclamado um dos maiores empresários do Segundo Império no Brasil.

O atual edifício-sede da ACRJ, chamado de Palácio do Comércio, localizado na Rua Candelária 9, no Centro do Rio de Janeiro, foi inaugurado em 23 de maio de 1940, com a presença, entre outras autoridades, do Presidente Getúlio Vargas, do Prefeito do Distrito Federal, Henrique Dodsworth, e do Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Sebastião Leme.

Hoje, a Associação Comercial exerce a função de agente interlocutor entre os empresários do Rio de Janeiro e os governos municipal, estadual e federal. Propõe-se a identificar oportunidades de negócio e potenciais econômicos e turísticos no estado, a valorizar sua riqueza cultural e histórica, e a preservar a imagem do Rio no âmbito nacional e internacional.

A Associação Comercial do Rio de Janeiro tem representação em 40 instituições públicas e privadas, com a função de levar aos diversos segmentos da sociedade os anseios do empresariado. O grupo, denominado Representações Externas, pode auxiliar o associado da ACRJ na resolução de questões particulares.

 A ACRJ é composta pelos seguintes órgãos: Assembleia Geral, Conselho Superior, Conselho Diretor, Diretoria Administrativa, Conselho Fiscal e Conselho Técnico.

Também reúne 14 conselhos empresariais dedicados ao planejamento de ações que visam ao desenvolvimento sustentável da região metropolitana do Rio de Janeiro e do interior do estado, e, por extensão, ao desenvolvimento da economia fluminense. Esses conselhos tratam dos seguintes temas: Assuntos Culturais; Competitividade e Ambiente de Negócios; Educação; Energia; Esporte; Governança e Compliance; Inovação, Comunicação e Tecnologia; Jurídico e Estratégico; Logística e Transporte; Medicina e Bem-Estar; Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano; Políticas Econômicas; Política e Comércio Exterior; e Turismo.

1º Felipe Nery de Carvalho (1834-1840)

2º Ignácio de Ratton (1840-1846)

3º Irineu Evangelista de Souza – Barão de Mauá (1846-1848)

4º Militão Máximo de Souza – Barão do Andaraí (1848-1849)

5º Cândido Rodrigues Ferreira (1849-1850)

6º Teófilo Benedito Otoni (1850-1854)

7º Joaquim José dos Santos Junior (1854-1856)

8º João Coelho Gomes Filho (1856-1857)

9º Militão Máximo de Souza – Barão do Andaraí (1857-1858)

10º João Baptista Viana Drumond – Barão de Drumond (1858-1859)

11º João Machado Coelho (1859-1860)

12º Jerônimo José Mesquita – Barão de Mesquita (1860-1861)

13º José Joaquim de Lima e Silva Sobrinho – Visconde de Tocantins (1861-1884) Último presidente da Prç do Comércio e o 1º da ACRJ

14º José Mendes de Oliveira Castro – Barão de Oliveira e Castro (1884-1890)

15º Jacomo Nicolau de Vincenzi (1890-1891)

16º Honório Augusto Ribeiro (1891-1900)

17º A. C. Chaves Faria (1900)

18º Francisco da Paz (1900-1902)

19º Bento José Leite (1902-1907)

20º Conde de Vilela (1907-1908)

21º José Carlos Rodrigues (1908-1909)

22º Leopoldo de Bulhões (1909)

23º Joaquim Ignácio Tosta (1909)

24º Joaquim da Costa Vianna Mendes (1909-1910)

25º Luiz Freitas Valle – Barão de Ibiracaí (1910-1916)

26º João Gonçalves Pereira Lima (1916-1917)

27º Francisco Eugênio Leal (1917-1919)

28º José Dias Tavares (1919-1920)

29º Antônio Augusto de Araújo Franco (1920-1926)

30º Othon Leonardos (1926-1927)

31º Juvenal Murtinho Nobre (1927)

32º Alfredo Mayrink da Silva Franco (1927-1928)

33º Antônio Augusto de Araújo Franco (1928-1929)

34º J. F. Ladeira de Viveiros (1929-1930)

35º Ernesto Pereira Carneiro – Conde Pereira Carneiro (1930)

36º Randolpho Chagas (1930)

37º Serafim Velandro (1930-1933)

38º Pedro Vivacqua (1933-1934)

39º Raul Mourão de Araujo Maia (1934-1935)

40º José Lourdes de Araujo Maia (1935-1938)

41º Manoel Ferreira Guimarães (1938-1942)

42º João Daudt d´Oliveira (1942-1951)

43º Carlos Alberto Brandão Martins de Oliveira (1951-1955)

44º Rui Gomes de Almeida (1955-1959)

45º José Augusto Bezerra de Medeiros (1959-1961)

46º Rui Gomes de Almeida (1961-1965)

47º Antônio Carlos do Amaral Osório (1965-1969)

48º Rui Gomes de Almeida (1969-1971)

49º Raul Góes (1971-1975)

50º Pedro Leão Velloso Wahmann (1975-1978) Renunciou à Presidência em 18/05/1978

51º Washington Telles da silva Lobo (18/05/1978 à 22/06/1978)

52º Ruy Barreto (1978-1985)

53º Amaury Temporal (1985-1989)

54º Paulo Manoel Lenz Cesar Protasio (1989-1993)

55º Humberto Eustáquio Cesar Mota (1993-1997)

56º Arthur Antônio Sendas (1997-2001)

57º Marcílio Marques Moreira (2001-2005)

58º Olavo Egydio Monteiro de Carvalho (2005-2009)

59º José Luiz Alquéres (2009-2011)

60º Antenor Barros Leal (2011-2015)

61º Paulo Manoel Lenz Cesar Protasio (2015-2017)

62º Angela Maria Machado da Costa (2017-2021)

63º José Antonio do Nascimento Brito (2021/2023)

 1ª Sede – Construída, pelo arquiteto francês Grandjean de Montigny. Encomendada por João VI de Portugal em 1819 para a instalação da primeira Praça do Comércio da cidade, inaugurada em 1820, localizada na Rua Visconde de Itaboraí, 78 – Centro, Rio de Janeiro. Atualmente é o Centro Cultural Casa França-Brasil.

2ª Sede – A sede do Beco dos Adelos, a partir de 1834. Localizada na Rua do Mercado, atualmente conhecida como Travessa do Tinoco.

3ª Sede – A partir de 1890, a ACRJ funcionou no edifício da Rua Primeiro de Março nº 66.

4ª Sede – Também denominada de primeira sede provisória em 1922, foi no Palácio do Fio, localizado na Praça XV, mais tarde veio a abrigar o Museu da Imagem e do Som.

5ª Sede – A da Rua Candelária nº 9, onde a Associação Comercial funcionou a partir de 1926 e que antes pertencia ao Banco do Brasil.

6ª Sede – A segunda sede provisória, nos escritórios do Jornal do Brasil, à Avenida Rio Branco nº 110, a partir de 1935.

7ª Sede – A sede Definitiva, o Palácio do Comércio, no terreno do antigo edifício da Rua Candelária nº 9, inaugurada em 23 de maio de 1940.

A pedra fundamental do Palácio do Comércio foi instituída pelo Presidente da República Getúlio Vargas em 9 de setembro de 1937. A construção foi feita pelos arquitetos Henri Sanjous e Auguste Rendu.

Em 2000, o Palácio do Comércio foi decretado Patrimônio Cultural da Cidade do Rio de Janeiro.  O prédio faz parte do conjunto arquitetônico tombado Art Déco. O edifício de 15 andares e três terraços, com panorama para a Baia de Guanabara e para a Igreja da Candelária, possui três murais em baixo relevo, do escultor A. Freyhoffer. Dois murais estão localizados no hall de entrada do edifício, o primeiro e maior deles é uma escultura de 12 metros de largura por sete metros de altura, em pedra Caen (França), com o tema “As Riquezas do Brasil”, que retrata a economia brasileira. Os temas são extrativismo, as plantações, as diferentes atividades, a pesca e a pecuária, com o deus romano Mercúrio ao Centro.

O segundo, também no hall e em pedra de Caen, reproduz fielmente o brasão da ACRJ. O terceiro fica no terraço, tem 2,98 metros de largura por 3,47 metros de altura e é uma escultura com o deus Mercúrio em destaque, acompanhado de duas musas – uma em cada lado.

De acordo com o Guia de Arquitetura Art Déco no Rio de Janeiro, da Prefeitura da Cidade, o prédio da ACRJ trata-se da mais expressiva obra de arquitetura, de ordem monumental, construída no Rio de Janeiro de 1930 a 1940.

ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO RIO DE JANEIRO. Palácio do Comércio: paredes que guardam histórias. Revista do Empresário, Rio de Janeiro, n. 1412, ano 72, p. 100-109, 2013.

ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO RIO DE JANEIRO. Quem somos. Rio de Janeiro: ACRJ. Disponível em: <https://acrj.org.br/index.php/quem-somos/>. Acesso em: 19 ago. 2021.

CZAJKOWSKI, Jorge (Org.). Guia da arquitetura art déco no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Index, 1997. p.30.

MATHIAS, Herculano Gomes. Comércio. Comércio, 173 anos de desenvolvimento: história da Associação Comercial do Rio de Janeiro (1820-1993). Rio de Janeiro: Expressão e Cultura, 1993. 370 p.

MOREIRA, Regina da Luz; FONTES, Paulo (Orgs.). A casa do empresário: trajetória da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: CPDOC, 2009. 356 p.