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Josier Vilar e Márcio Rosa

ACRJ recebe o ministro Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa

A Associação Comercial do Rio de Janeiro recebeu, nesta 6ª feira (9/10), o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Márcio Fernando Elias Rosa, para um encontro com empresários. O ministro foi recebido pelos presidentes da ACRJ, Josier Vilar, do Conselho Superior, Ruy Barreto Filho.

Márcio Rosa ressaltou as potencialidades do estado do Rio de Janeiro, o segundo maior exportador do país, com cerca de 40 mil milhões de reais no ano, com forte infraestrutura de portos e aeroportos, e centros de pesquisa instalados “que precisam de ser integrados para impulsionar o desenvolvimento local e regional”, disse.

Josier Vilar e Ruy Barreto Filho recepcionaram o ministro Márcio Rosa

Ele mencionou o programa Nova Indústria Brasil, o Complexo Econômico-Industrial da Saúde, e o impacto econômico do Rio de Janeiro no contexto nacional, que tem papel fundamental na economia através da geração de empregos e distribuição de renda. O ministro Márcio Rosa destacou a diversidade da economia do estado, embora, de acordo com ele, as exportações estejam muito concentradas em petróleo e gás, citando os setores naval, audiovisual e a indústria de defesa, que produzem efeitos positivos na economia do estado e do país.

Josier Vilar ressaltou a união do ecossistema empresarial do Rio de Janeiro para resgatar a relevância econômica, industrial e de serviços do estado e classificou como muito importante a visita do ministro Márcio França. “O ministro apresentou visões e caminhos de futuro para o desenvolvimento da nossa região. O governo deve atuar como fomentador, principalmente no apoio aos micros, pequenos e médios empreendedores”, acrescentou.

O ministro listou as diretrizes e desafios da nova política industrial do Governo Federal em seis segmentos:

Agroindústria: Ir além da exportação de commodities, agregando tecnologia (irrigação, drones, previsão meteorológica).

Saúde: Fortalecer o complexo industrial da saúde para reduzir a dependência externa de medicamentos e equipamentos.

Infraestrutura e Mobilidade: Investimentos em saneamento, habitação e construção civil (apoiados por programas como o PAC e “Minha Casa, Minha Vida”).

Transição Digital (Indústria 4.0): Foco em inteligência artificial e centros de dados (data centers) para evitar o “neocolonialismo digital”.

Bioeconomia e Transição Energética: Aproveitar recursos naturais para a produção de biocombustíveis, bioenergia, hidrogénio verde e agregação de valor aos produtos da Amazônia.

Defesa: Fortalecer a indústria de defesa nacional através de investimentos públicos e privados.