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Associação Comercial critica projeto que quer transformar camelôs irregulares da orla em patrimônio imaterial do Rio

Associação Comercial critica projeto que quer transformar camelôs irregulares da orla em patrimônio imaterial do Rio

Por Josier Vilar, presidente da ACRJ. Publicado no Diário do Rio

A Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro aprecia hoje um projeto de lei que pretende declarar como patrimônio cultural imaterial do povo carioca o comércio ambulante irregular e os camelôs das praias e da orla.

É inaceitável que o Poder Legislativo avance em uma pauta que legitima a desordem urbana, em completo desalinho com o clamor da sociedade por organização, legalidade e respeito ao espaço público.

Não se trata de desvalorizar o trabalho — muito pelo contrário. Trata-se de afirmar que nenhuma atividade pode prosperar à margem da lei, em detrimento daqueles que empreendem, geram empregos, pagam impostos e cumprem rigorosamente suas obrigações.

O papel do poder público não é chancelar a informalidade, mas sim promover a inclusão produtiva, criando condições para que esses trabalhadores ingressem em um ambiente formal, estruturado e sustentável, com dignidade e perspectiva de crescimento.

A Associação Comercial do Rio de Janeiro posiciona-se de forma clara e inequívoca: é preciso combater a ilegalidade com firmeza e, simultaneamente, construir políticas públicas sérias que promovam a formalização, a ordem urbana e o desenvolvimento econômico.

Transformar a informalidade desordenada em patrimônio cultural é banalizar um instrumento que deveria preservar aquilo que há de mais elevado na identidade de um povo.

O Rio de Janeiro não pode naturalizar a desordem. Precisa, ao contrário, reafirmar seu compromisso com a legalidade, a organização e um ambiente de negócios saudável — condições indispensáveis para que a cidade volte a ser verdadeiramente atrativa para se Viver, Trabalhar, Empreender, Investir e Visitar.

Foto reprodução Diário do Rio