Com a participação do subsecretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Marcel Balassiano, e o superintendente de pesquisa da FGV, Márcio Couto, o Conselho Empresarial de Desenvolvimento Econômico e Mercado de Capitais da ACRJ debateu, em sua reunião mensal realizada dia 18/3, a agenda de desenvolvimento econômico do Rio. O objetivo do encontro foi abordar indicadores e como a ACRJ, através de uma atuação estratégica do Conselho, pode contribuir.
O presidente do Conselho, Paulo Ganime, destacou a importância do Poder Público para atrair novos investimentos para a cidade, mas ao mesmo tempo que apresenta os dados positivos, precisa expor os problemas e obstáculos para que a iniciativa privada possa ajudar a reduzir os gargalos. E assim, de acordo com ele, atuar no que realmente o empresariado precisa e o que o governo municipal pode oferecer, a partir dos dados disponíveis.

“O Conselho não deve (ou não pode) abraçar todos os dados de órgãos maiores. No nosso caso, aqui no Conselho, temos uma limitação de escopo”, disse. Ele propôs que sejam escolhidos até 10 indicadores específicos onde a ACRJ tenha real relevância e interesse em contribuir, permitindo um “tiro certeiro” em vez de uma atuação dispersa.
O superintendente da FGV, Márcio Couto, sugeriu a criação de um painel de indicadores que acompanhe não apenas dados gerais, mas o desempenho de setores específicos como o de óleo e gás, por exemplo, muito importante, na visão dele, para a economia fluminense. Ele enfatizou ainda necessidade de monitorar as metas da Prefeitura e como isso impacta a percepção de melhoria para a cidade. E defendeu que o Conselho contribua usando esses dados para mostrar onde estão as oportunidades reais para novos investidores no Rio de Janeiro. Confira a apresentação aqui

O subsecretário Marcel Balassiano apresentou estatísticas da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação sobre a performance e as perspectivas da economia do Rio de Janeiro até março de 2026. Ele ainda mencionou dados positivos sobre emprego e o impacto financeiro dos grandes eventos e do fluxo de turistas na cidade no último ano. Confira a apresentação aqui
Por fim, os conselheiros e convidados concordaram que a ACRJ tem papel fundamental na revitalização do estado, por ser uma instituição apartidária e capaz de unir diferentes setores e iniciativas que hoje atuam de forma isolada. “A ACRJ, através do nosso Conselho, pode atuar como um “catalisador” para a reconstrução do Rio de Janeiro”, disse Ganime.
