Representantes do BNDES participaram da reunião mensal do Conselho Empresarial de Logística e Transporte da ACRJ (CELT), dia 15 de outubro, conduzida pelo presidente Eduardo Rebuzzi e vice-presidente Delmo Pinho. Cleverson Aroeira, Rômulo Ramalho e Filipe Souza apresentaram o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), lançado pelo Banco este mês, com destaque para os projetos na Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Rômulo Ramalho abriu a apresentação mostrando que o estudo nacional do BNDES engloba 187 projetos de média e alta capacidade (como metrôs, trens e BRTs) distribuídos por 21 regiões metropolitanas do país. A criação da carteira, de acordo com ele, baseou-se em uma projeção de demanda para o ano de 2054 em todas as regiões metropolitanas.
Em relação ao Rio de Janeiro, Cleverson Aroeira informou que o estado conta atualmente com uma rede de média e alta capacidade com cerca de 500 km de extensão, a maior do país, muito baseada em transporte por trilhos. O estudo, no entanto, apontou que a rede atual é desorganizada e sofre com falta de integração e requalificação, especialmente no sistema de trens.

Dos 187 projetos nacionais, segundo ele, o estudo propôs 15 deles para a região metropolitana do Rio de Janeiro, com ampliação de mais 200 km, focando, todavia, na requalificação do que já existe e na expansão para áreas densas não atendidas. A previsão é de um investimento total de R$ 68,4 bilhões, sendo 82% em projetos de trilhos. Entre as propostas discutidas estão a expansão da malha metro ferroviária, de BRTs e barcas, com grandes intervenções de mobilidade, a exemplo da conexão da Estação Carioca do Metrô com novos eixos.
O estudo ressalta a necessidade de uma estratégia nacional em que a União ofereça recursos para estudos e projetos, além de investimento para a implantação dos projetos em troca de contrapartidas dos governos estaduais e municipais, notadamente visando melhorias na governança metropolitana. A próxima etapa do projeto, como explicou Cleverson Aroeira, prevê a formalização dos acordos institucionais para contratação de estudos de modelagem financeira e jurídica, e posterior licitação por parte do Governo do Estado e Prefeituras. Saiba mais sobre o Estudo e os projetos para o Rio de Janeiro aqui

Durante a reunião Delmo Pinho propôs a formalização de uma parceria institucional da ACRJ, Fecomércio-RJ, Firjan e Fetranscarga com o Estado e o BNDES com vistas a priorização de projetos e acompanhamento dos estudos. Segundo Pinho “dada a envergadura da missão e o nível de dificuldades, somente a participação conjugada das entidades empresariais poderá estimular os órgãos públicos a dar foco permanente em propostas que abrangem períodos de investimentos de 10 a 20 anos, que deve ser o período de maturação de tais empreendimentos”.