Conselhos Empresariais
Paulo Ganime e Guilherme Pereira

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“O Rio tem talento, criatividade e energia para ser a capital de IA da América Latina”

A afirmação é do cofundador da Made in Rio, Guilherme Pereira, convidado da reunião mensal do Conselho Empresarial de Desenvolvimento Econômico e Mercado de Capitais da ACRJ, dia 17/8, coordenada pelo presidente do Conselho, Paulo Ganime, e o vice, Bruno Hora. Ele falou sobre “O Rio na era da IA: onde mercado, capital e inovação se encontram”.

Em sua apresentação, Guilherme Pereira focou na missão da comunidade de IA Made Rio de contribuir para transformar o Rio de Janeiro na capital da inteligência artificial na América Latina.  Ele abordou a evolução do acesso às novas tecnologias e o posicionamento do Rio de Janeiro no ecossistema de inovação. “Diferentemente do passado, quando as inovações demoravam muito para chegar ao Brasil, atualmente o acesso inicial e o uso direto de ferramentas de inteligência artificial são mais simples e estão disponíveis globalmente de forma imediata”, disse.

Para ele, a discussão central deve ser como o Rio de Janeiro se posiciona no desenvolvimento regional de tecnologia, destacando que a inovação não surge ao acaso, mas escolhe um “endereço” com base na concentração de capital, talentos, clientes e um ambiente regulatório favorável. Um hub de inovação, de acordo com ele, é definido pela qualidade e número de suas conexões, e o Rio de Janeiro possui matérias-primas essenciais para a inovação.

“O Rio se destaca por setores tradicionais, como energia, telecomunicações, finanças, saúde, comércio, e casos de sucesso em tecnologia. Suas instituições de ensino e pesquisa, entre elas, COPPE, IMPA, PUC, IME e UFF, garantem uma formação de talentos em quantidade e qualidade”, afirmou.

Os conselheiros e o convidado ainda debateram sobre a oportunidade de negócios focada na prestação de serviços com inteligência artificial, e não apenas no desenvolvimento de software ou produtos do zero. Inspirado em modelos globais como o Harvey, de serviços jurídicos, e iniciativas locais como a brasileira Enter, do mesmo segmento, o conceito propõe utilizar a IA para entregar resultados diretos e resolver dores específicas do mercado. Além de questões sobre segurança, ambiente de negócios e qualidade de vida, que também são apontadas como fatores determinantes para a atração e retenção de empreendedores na região.

A apresentação na íntegra está disponível aqui

Na abertura da reunião, Paulo Ganime deu início à proposta de apresentação dos Conselheiros sobre sua empresa, seu trabalho ou uma oportunidade de negócios. O primeiro a participar foi o conselheiro Luiz Eduardo Blanco, que falou sobre a Igarapava capital, um modelo de investimento (Search Fund) em que um empreendedor, apoiado por um grupo de investidores experientes, busca, adquire e passa a liderar uma empresa sólida e lucrativa, com o objetivo de acelerar seu crescimento e perpetuar seu legado. Confira aqui a apresentação na íntegra.

A advogada Maria Isabel, especializada em regularização de imóveis, também apresentou sua atuação. Ela é filha de imigrantes portugueses do Saara e pioneira na advocacia carioca nessa área, antes dominada por despachantes. Ela explicou que um imóvel regularizado permite crédito, alvará e abertura de negócio e citou o exemplo do Porto Maravilha, que não tem comércio por falta de imóvel legalizado. Ela propôs ao Conselho reunir conselheiros, registradores e representantes da Prefeitura do Rio para reduzir judicialização.