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O desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ e governador em exercício do RJ, participou da abertura do evento na ACRJ

IV Fórum Rio Empreendedor debate caminhos para transformar o Rio em uma cidade mais inteligente, inovadora e inclusiva

Transformar o Rio em uma cidade mais inteligente exige integração, inovação e cooperação entre poder público, iniciativa privada e sociedade. Essa foi a tônica do IV Fórum Rio Empreendedor, promovido pela Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), dias 22 e 23 de julho, no Centro da capital. Nesta 4ª edição, o evento superou todas as expectativas, bateu recorde de público, com cerca de 2.500 incrições durante os dois dias, e reuniu 54 marcas patrocinadoras e apoiadoras de diversos portes e segmentos.

Sob diferentes enfoques — da transformação digital à segurança pública, da energia à cultura e ao lazer —, o evento debateu como tecnologia, inovação e gestão integrada podem contribuir para construir uma cidade mais eficiente, conectada e preparada para os desafios do futuro.

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) e governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, participou da abertura do evento, no dia 22, ao lado do presidente da ACRJ, Josier Vilar; do presidente da Fecomércio RJ, Antonio Florencio Queiroz Junior; do presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano; e do diretor-superintendente do Sebrae Rio, Antonio Alvarenga.

Logo na abertura, o presidente da ACRJ, Josier Vilar, disse que o conceito de cidade inteligente vai além da tecnologia e deve estar conectado à melhoria da qualidade de vida da população. “Uma cidade inteligente não é uma cidade que tenha somente tecnologia. A tecnologia deve existir, mas ser invisível para a população. O que importa é que ela seja capaz de formar cidadãos”, afirmou.

Em seu discurso, o governador em exercício destacou a importância do diálogo entre o poder público e o setor produtivo para impulsionar o desenvolvimento do estado. Segundo Ricardo Couto, a gestão pública deve atuar como parceira de quem empreende, criando um ambiente mais favorável aos investimentos, à geração de empregos e ao crescimento da economia fluminense.

“O Estado precisa deixar de ser um obstáculo e passar a ser um facilitador para quem quer empreender. Queremos criar um modelo em que o empreendedor tenha um único ponto de atendimento para resolver todas as etapas da abertura de um negócio. O Estado precisa atrair investimentos”, afirmou o governador em exercício: “O gestor público não pode olhar para bandeiras partidárias, ele tem um compromisso com a população”.

Ricardo Couto também ressaltou que sua gestão trabalha para fortalecer o equilíbrio fiscal do Estado. “Quando assumimos, encontramos uma previsão de déficit de R$19,5 bilhões. Nosso objetivo é entregar um Estado financeiramente equilibrado e sustentável”, disse.

A transformação digital e a modernização da gestão pública abriram a programação de debates. Especialistas defenderam que a construção de cidades inteligentes passa pela integração de sistemas, pela digitalização dos serviços públicos e pelo uso da tecnologia para tornar a administração mais eficiente, transparente e próxima da população. Presidente da La Salle Technova Barcelona, Josep Piqué destacou que a inovação deve estar voltada para a solução dos desafios da sociedade. “O objetivo da inovação é responder aos desafios da sociedade. O propósito vem antes da tecnologia”, resumiu.

A transparência pública também foi apontada como um dos pilares de uma cidade inteligente. O secretário de Estado da Casa Civil, Flávio Willeman, apresentou iniciativas do Governo do Estado voltadas à ampliação do acesso da população às informações sobre obras, contratos e compras públicas, defendendo um modelo de governo aberto. “Todo cidadão tem o direito de exigir contas do Estado. Isso só será possível por meio de um governo aberto, transparente e apoiado pela tecnologia”, afirmou.

O mesmo entendimento norteou o painel sobre experiências em cidades inteligentes. Os participantes defenderam que inovação e tecnologia só fazem sentido quando estão voltadas para melhorar a vida das pessoas, promovendo inclusão, sustentabilidade e desenvolvimento urbano. “Uma cidade inteligente é, antes de tudo, uma cidade humana e sustentável”, resumiu a especialista em Smart Cities, Regiane Romando.

A segurança pública também esteve no centro dos debates. Os participantes defenderam que o avanço das cidades inteligentes depende da capacidade de transformar dados em políticas públicas mais eficientes, integrando tecnologia, infraestrutura e diferentes órgãos da administração. Para o secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior, “uma cidade inteligente não se constrói apenas com tecnologia. Ela se constrói com dados bem estruturados, integração entre os órgãos e decisões baseadas em evidências”.

A importância da infraestrutura energética para o desenvolvimento econômico do estado também ganhou destaque. Os debatedores ressaltaram o protagonismo do Rio de Janeiro nos setores de petróleo, gás, pesquisa e inovação, defendendo que a transição energética e o fortalecimento das redes de infraestrutura representam oportunidades para ampliar investimentos, gerar novos negócios e aumentar a competitividade do estado.

Encerrando a programação, o painel sobre entretenimento, cultura e lazer reforçou que uma cidade inteligente também precisa ser planejada para promover convivência, educação e inclusão. Ao abordar o papel do urbanismo na transformação dos espaços públicos, o arquiteto Miguel Pinto Guimarães defendeu que o desenvolvimento urbano deve aproximar pessoas e ampliar o acesso à cultura. “O Rio é uma cidade que precisa ser costurada, mas essa costura pode ser feita por meio de boas políticas públicas e do urbanismo, trazendo diversidade para o espaço público”, afirmou.

Espaço Rio de Ideias debateu desafios e oportunidades das cidades inteligentes

Este ano, o evento teve algumas novidades, a participação da FGV, com o Rio de Educação, e do CRT – Conselho Regional dos Técnicos Industriais, com o Rio de Eficiência, a parceria do Sebrae Rio, com a promoção do Rio de Sabores, feira de produtores do Rio e o Rio de Conversas, podcast com alunos da FGV. Além disso, o evento contou mais uma vez com o espaço Rio de Ideias e a participação de seis Conselhos Empresariais da ACRJ que organizaram painéis sobre temas relevantes em suas áreas. Participaram os Conselhos de Comércio Exterior; Desenvolvimento Humano e Educação Corporativa; Inovação e Transformação Digital; Logística e Transporte; Mulher no Ambiente de Negócios; e Varejo.

O Espaço Rio de Ideias, ambiente dedicado a debates sobre temas estratégicos para o desenvolvimento do estado, reuniu especialistas, representantes do setor público e privado e lideranças empresariais para discutir planejamento urbano e habitacional, sustentabilidade e resiliência climática, questões tributárias para pequenos empreendedores, os impactos da reforma tributária no ambiente de negócios, infraestrutura logística e comércio exterior, entre outros temas.

A programação teve ainda o painel “Rio em Movimento: Inovação, Inteligência e Transformação para o Futuro da Cidade”. Diretor de Comunicação e Marca da Shell, Glauco Paiva destacou o compromisso da empresa com o crescimento sustentável.

“A Shell é uma empresa carioca e fluminense de fato e de direito. Quando a Associação Comercial reúne diferentes atores para discutir inovação e desenvolvimento, cria um ambiente capaz de fomentar novas ideias e contribuir para o avanço socioeconômico do Rio de Janeiro”, afirmou.

Já o painel “Inteligência Artificial na Prática: Como a IA Está Impactando a Melhoria da Produtividade dos Negócios” abordou as transformações promovidas pela inteligência artificial no ambiente corporativo e os ganhos de eficiência para empresas de diferentes segmentos. Vice-presidente da ACRJ e presidente do Conselho Empresarial de Varejo da entidade, Juedir Teixeira destacou a relevância do Fórum como um espaço para aproximar empresários das principais tendências que impactam o mercado. “Essa é uma oportunidade ímpar para o empresário conhecer as inovações, as tendências e tudo aquilo que já está transformando o mercado e continuará impactando os negócios nos próximos anos”.

A programação contou ainda com os painéis “Desenvolvimento Humano e Educação Corporativa: Pilares para um Rio mais Competitivo, Inclusivo e Inovador”, “Liderança Feminina e Governança: Construindo um Ecossistema Empresarial Mais Inteligente para o Rio de Janeiro” e “Como Empresas Orientadas por Dados Estão Conquistando Produtividade, Clientes e Vantagem Competitiva”, ampliando o debate sobre qualificação profissional, diversidade na liderança e o uso estratégico de dados para impulsionar a competitividade das organizações.

À frente do painel sobre liderança feminina, a presidente do Conselho da Mulher da ACRJ, Michelle Novaes, destacou a importância de ampliar a participação feminina nos espaços de decisão e de promover conexões capazes de fortalecer o ambiente de negócios no estado. “É um orgulho imenso conseguir conectar o Rio de Janeiro com São Paulo, trazendo grandes executivas para compartilhar suas experiências e, acima de tudo, acreditar no potencial do Rio. É um espaço de diálogo para mulheres e homens que acreditam no desenvolvimento do Rio de Janeiro”.

IV Fórum Rio Empreendedor defendeu que cidade inteligente é feita por uma sociedade inteligente

Abrindo o segundo dia de debates no Espaço Rio de Negócios, o presidente da ACRJ, Josier Vilar, reforçou que uma cidade inteligente é feita por uma sociedade inteligente. “Cidade inteligente é uma cidade cidadã, que usa a tecnologia a favor do seu cidadão. O Rio precisa se transformar em um estado atrativo para viver, trabalhar, empreender, investir, visitar e envelhecer. Precisamos encontrar soluções capazes de gerar desenvolvimento e mais qualidade de vida para a população”, afirmou.

O painel “O Futuro do Rio como Cidade Inteligente”, contou com a participação do presidente do Conselho Superior da ACRJ, Ruy Barreto Filho, que defendeu que o Rio de Janeiro volte a ser a potencia produtora de café que já foi no passado. O executivo da Petrobras Wagner Victer disse que a transformação urbana depende de investimentos estruturais e de uma visão integrada entre tecnologia e gestão: “Não existe cidade inteligente sem infraestrutura eficiente. Tecnologia, energia, serviços públicos e pessoas precisam caminhar juntos para melhorar a vida da população”.

Em seguida, o debate “Construindo Inteligência de Negócios no Rio de Janeiro” reuniu especialistas que defenderam a articulação entre academia, poder público, iniciativa privada e sociedade civil como caminho para transformar conhecimento em inovação, impulsionar o desenvolvimento econômico e ampliar a capacidade de planejamento da cidade.

A mobilidade urbana também esteve no centro das discussões. Moderado pelo Vice-Presidente do Conselho de Desenvolvimento Urbano da ACRJ, Vicente Loureiro, o encontro “Mobilidade Urbana Conectada em uma Cidade Inteligente” contou com a participação da secretária de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana, Priscila Sakalem. Ela destacou que a integração dos diferentes modais e a cooperação entre os entes públicos são fundamentais para tornar o sistema de transporte mais eficiente. “A palavra que coordena todos os pilares da integração, seja ela modal, sistêmica ou tarifária, é o diálogo”, ressaltou.

Durante o penúltimo painel do dia, “Incluindo Micro e Pequenas Empresas no Ecossistema de uma Cidade Inteligente”, a fundadora da Jojo Serviços, Joelma Alcântara, destacou que a construção de cidades mais inteligentes depende da participação ativa da população e da integração entre governo e sociedade:
“Uma cidade inteligente precisa integrar o governo à escuta da população, pois são as pessoas que conhecem os problemas do dia a dia e as dificuldades que vivenciam. É a partir dessa escuta que as soluções podem atender às necessidades reais da população”.

A programação do Espaço Rio de Negócios foi encerrada com o painel “O Desenvolvimento de Distritos de Inovação pelo Mundo – Transformação Digital em uma Cidade Inteligente”. Na ocasião, o secretário municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, Gabriel Medina, destacou o papel da tecnologia e da inteligência artificial na construção de cidades mais inteligentes e na promoção da inovação:

“A inteligência artificial tem tudo a ver com as cidades inteligentes, e esses temas estão muito conectados. O Rio tem se dedicado bastante ao tema da tecnologia e assumido o desafio de colocar a cidade inteligente como um eixo fundamental. A gente tem pensado em como conectar uma estratégia de inteligência artificial a uma estratégia de inovação aberta.”

O evento foi realizado pela Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), através do Instituto Mauá, com a correalização da Fundação Getulio Vargas (FGV) e apoio FAPERJ.

As fotos do evento estão disponíveis aqui
Em breve, os vídeos estarão disponíveis no Canal ACRJ Divulga