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Cooperativismo de crédito, empregabilidade e futurismo são debatidos pelo Conselho Empresarial de Inovação, Comunicação e Tecnologia

O Conselho Empresarial de Inovação, Comunicação e Tecnologia se reuniu nesta terça-feira, 16 de julho, e recebeu dois convidados: o Diretor Executivo do Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob), Eduardo Diniz, e o Consultor e Conselheiro Daniel de Paiva, que falou sobre empregabilidade e futurismo.

O Sicoob é uma instituição financeira autorizada e fiscalizada pelo Banco Central que, de acordo com Diniz, possui todos os produtos e serviços de um banco comercial, mas não se trata de um banco. “Dessa forma, é uma alternativa financeira para aqueles que buscam menores custos, com atendimento diferenciado e humanizado”, explicou. A instituição, segundo ele, vem crescendo nos últimos anos, quando comparada com as organizações bancárias comerciais tradicionais. Entre 2012 e 2018, a concessão de crédito realizada por cooperativas aumentou de R$ 24,9 bilhões, para R$ 56,6 bilhões, ultrapassando o financiamento feito pelo Sistema Financeiro Nacional. Ao mesmo tempo, o sistema cooperativo já está posicionado em sexto lugar no mercado de ativos, segundo dados de dezembro de 2018, apresentados pelo Diretor.

No entanto, o número de associados de cooperativas financeiras no Brasil ainda é baixo, em comparação com países desenvolvidos. Apenas 4,41% da população do país é associada, enquanto em países como os EUA e França, essa fatia sobe para 33,4% e 39% da população, respectivamente. “Nessa hora eu me pergunto: Quem será que está certo? Os países desenvolvidos ou o Brasil?”, questionou Diniz.

Mas qual seria o atrativo de se associar a cooperativas financeiras? Os diferenciais, de acordo com o Diretor do Sicoob, seriam as menores taxas de juros das operações de crédito, participação nos resultados, atendimento mais humano e personalizado, tarifas menores de conta corrente, recursos alocados na região e mesma garantia e segurança dos bancos tradicionais. “O Rio precisa se movimentar mais, pois outros estados estão se aproximando cada vez mais das cooperativas”, alertou.

“O mundo é o mesmo, a geografia é a mesma, mas as pessoas estão mudando seus conceitos, objetivos e anseios”, afirma Daniel de Paiva

Membro do Conselho Empresarial de Inovação, Comunicação e Tecnologia da ACRJ, Daniel de Paiva é sócio da Consultoria Havik, que faz parte de um ecossistema de empresas de executive search, responsáveis pela busca e recrutamento de profissionais que ocupam cargos importantes dentro das organizações. Ele apresentou um levantamento sobre o impacto da tecnologia nas profissões até 2025.

A transformação digital é considerada por membros e clientes de empresas de executive search a preocupação principal desses negócios ao redor do mundo. “A gente acabou descobrindo que a transformação digital é um sintoma. Uma consequência de uma transição de modelo de atuação das pessoas nas organizações”, explicou.

Paiva apresentou a consultoria Traduzindo o Futuro (ToF), que avalia o atual estágio da cultura organizacional das empresas em relação aos conceitos de “TerraDois”. “Essa temática desenvolve uma estrutura onde, ao longo do tempo, a gente sai de um modelo moderno, TerraUm, para um modelo pós-moderno, que é a TerraDois. Ou seja, o mundo é o mesmo, a geografia é a mesma, mas as pessoas estão mudando seus conceitos, objetivos e anseios. Tudo isso fomenta a transformação.”

Essas mudanças impactam no modelo de gestão e liderança das organizações, que se torna mais compartilhada, em vez de hierárquica; mais baseada em inspiração, em vez de controle; mais focada em estilo, em vez de status; que considera o cliente como cidadão, em vez de rei; dentre outras.

O Conselheiro falou ainda da automatização do trabalho, que também impacta nessas mudanças organizacionais, além de apontar a importância do conceito de futurismo nesse contexto, ou seja, observar as tendências de mercado se tornou uma ferramenta empresarial fundamental. “Se você não tiver esses temas no radar, você vai ser cobrado”, afirmou.