Notícias

Inclusão, aprendizagem e tecnologia em pauta no Conselho da ACRJ

O Conselho Empresarial de Desenvolvimento Humano e Educação Corporativa da ACRJ recebeu, dia 24/9, Noemi Baptista e Liliane Guimarães, da Comlurb, para falar sobre Educação Corporativa e o Programa Jovem Aprendiz da companhia de limpeza urbana do Rio, e Luiz Fernando Freesz, do IMEPP – Instituto Médico Psicopedagógico, que abordou a iniciativa União Solidária, tecnologia de inclusão social e geração de emprego para PCDs da instituição.

Luiz Fernando explicou que a iniciativa foca na inclusão produtiva de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Ele mencionou a dificuldade das empresas em preencher vagas destinadas a pessoas com deficiência e disse que, embora a Lei de Quotas abra portas para este público, ela por si só não garante a inclusão. “Nosso trabalho é fazer com que os empresários enxerguem o verdadeiro potencial profissional desses indivíduos através de uma inclusão segura e estruturada”, disse.

O programa União Solidária, de acordo com ele, não atua somente como um banco de currículos. O processo começa pela análise da necessidade específica da empresa, como o perfil da vaga, as competências exigidas e o suporte necessário para preenchê-la.  A partir daí, é feita a triagem e uma avaliação biopsicossocial do candidato para elaboração de um Plano Individual de apoio contínuo para cada profissional e o acompanhamento pós-contratação. “Caso a adaptação não ocorra, o programa busca a substituição e recolocação contínua na vaga”, explicou. As empresas interessadasem participar do programa fazem parcerias diretas com o IMEPP e as que são enquadradas no Lucro Real podem utilizar benefícios fiscais para o financiamento da iniciativa por meio da característica filantrópica do estatuto do Instituto.

Luiz Fernando Freesz, do IMEPP

Em seguida, as apresentações da Comlurb abordaram os programas Jovem Aprendiz e de Educação Corporativa da empresa. A companhia conta hoje com cerca de 18.500 funcionários, sendo 13 mil garis e tem uma atuação em Educação focada em três pilares, como explicou a gerente de Educação Corporativa da empresa, Liliane Guimarães. São eles: Segurança no Trabalho, priorizando a prevenção de acidentes; Capacitação Profissional e de Gestores, com destaque para preparação de líderes e formação técnico-operacional; e Educação Complementar, com projetos como Educar para Transformar, focado em conscientização através de teatros de fantoches em escolas.

Segundo Liliane, a empresa registrou quase 15,5 mil participações em treinamentos, com cerca de 440 turmas e 90 tipos de ações, e destacou o papel fundamental das pessoas, da gestão, da tecnologia e do planeamento por trás da manutenção de uma cidade limpa.

Liliane Guimarães e Noemi Baptista, da Comlurb

A gerente de Captação e Avaliação da Comlurb, Noemi Baptista, informou que atualmente o programa da Comlurb conta com 831 jovens aprendizes ativos, além de cerca de 50 estagiários. De 2020 a 2026, segundo ela, já foram atendidos 3.351 jovens de 14 a 24 anos, com prioridade para menores de 18 anos.

Noemi explicou que, como a maior parte dos funcionários da companhia é formada por garis, atuando diretamente na limpeza urbana nas ruas, os jovens são alocados em gerências operacionais internas, em órgãos da Prefeitura (via parceria com a Secretaria Municipal de Trabalho e Renda) e no Senai, onde realizam aulas teóricas e práticas em áreas como panificação, audiovisual, construção civil, entre outras.

De acordo com o presidente do Conselho, Roberto Godinho, e a vice Maíra Pimentel, este encontro e as trocas promovidas reafirmaram o compromisso de do Conselho de conectar pessoas e empresas para ampliar e estimular debates e práticas inclusivas nas organizações.

Roberto Godinho e Maíra Pimentel