O Conselho Empresarial de Energia e Transição Energética da ACRJ recebeu, dia 26 de junho, a diretora executiva do IBP, Sylvie D’Apote, para apresentar a palestra “O mercado de petróleo e gás, a transição energética e as oportunidades para o Rio de Janeiro”. Ao abrir a reunião, o presidente do Conselho, Gabriel Kropsch, trouxe uma reflexão sobre a evolução da matriz energética brasileira, reforçando a interdependência entre o mercado de petróleo e o cenário local. “O petróleo é vital para a economia do Rio de Janeiro e o Rio é igualmente crucial para a indústria do petróleo no Brasil”, disse.
Em sua apresentação, Sylvie D’Apote trouxe insights sobre o panorama atual e o futuro do setor de energia e reflexões críticas sobre debates atuais, como a necessidade de novas explorações e segurança jurídica e fiscal. Ela abriu sua fala lembrando que o termo “transição energética” não traduz perfeitamente o cenário futuro, preferindo utilizar os conceitos de “evolução energética” ou “adição energética” para descrever o movimento das empresas do setor que agregam novas fontes e não simplesmente substituir as existentes.

A especialista ressaltou a força econômica e a importância do Rio de Janeiro no setor de óleo e gás, um dos principais pilares da economia brasileira. O estado é responsável por aproximadamente 73% do petróleo exportado pelo Brasil e representa metade de todo o PIB industrial do estado do Rio de Janeiro (da extração offshore ao refino).
Segundo ela, o Brasil consolidou-se como um gigante global de energia, ocupando a posição de 8º maior produtor, 8º maior consumidor e 6º maior exportador de petróleo e derivados do mundo. De acordo com Sylvie, o Pré-Sal, descoberto nos anos 2000 com o primeiro óleo retirado em 2011 no Campo de Lula, é o grande motor do setor. “Atualmente, todo o crescimento da produção nacional vem dessa camada, concentrada nas costas de Rio de Janeiro e São Paulo”, disse.
Também falou sobre o Gás Natural, mostrando que mais de 80% do gás nacional é extraído de forma associada ao petróleo. Sylvie destacou ainda o avanço do biometano, apelidado de “pré-sal caipira”, um combustível de origem biológica recente que possui a mesma estrutura molecular do gás natural.
