“Compliance dos Algoritmos e as Vantagens Competitivas da Inteligência Artificial” foi o tema do seminário promovido pelo Conselho Empresarial de Governança, Compliance e Diversidade da ACRJ em sua reunião mensal, realizada dia 12 de junho. O encontro reuniu gestores, advogados e entusiastas da tecnologia que buscam entender o equilíbrio entre inovação e governança.
Participaram o diretor de Planejamento do ICRio, Paulo Barcellos, e o diretor de Inovação e Ensino da Smart3, Walter Capanema, com mediação do presidente do Conselho, Humberto Mota Filho. “É um debate importante sobre governança, regulação e o papel estratégico da Inteligência Artificial no Brasil, destacando que as empresas não devem ser vistas apenas como unidades de lucro, mas como atores sociais vivos e complexos, com suas próprias barreiras tecnológicas e conflitos de poder”, disse Humberto Filho.
Ele acrescentou que a grande promessa da IA está em melhorar a interação de qualidade entre os setores público e privado. Para o futuro, a governança e o compliance algorítmico serão os pilares para garantir segurança institucional e legitimidade social.
Em seguida, Walter Capanema focou sua apresentação na orientação das empresas para o uso ético, responsável e estratégico da Inteligência Artificial. Diante da crescente presença da IA no ambiente corporativo, o material funciona como uma cartilha interativa para guiar a governança, mitigar riscos e apoiar a tomada de decisões.

O conteúdo central divide-se em três pilares práticos: os 7 princípios para uma IA Empresarial Confiável, que funcionam como uma bússola de segurança jurídica, técnica e reputacional; Mapa de Riscos da IA, que identifica as principais ameaças corporativas; e Guia de Conduta Prática para Colaboradores. Confira aqui a apresentação na íntegra.
Encerrando as apresentações, Paulo Barcellos, que também integra o Movimento Brasil Digital para Todos, compartilhou ideias, insights e experiências práticas acumuladas ao longo de sua jornada profissional no setor de tecnologia e estratégia. Ele trouxe reflexões sobre como alinhar a inovação tecnológica aos valores éticos e de eficiência nas organizações, abordando questões como Compliance Algorítmico, o alinhamento e a conformidade dos modelos de IA com as legislações vigentes, regulamentos de mercado e padrões éticos corporativos; Segurança Jurídica, uma garantia de total conformidade legal para as organizações, um tema aprofundado na Cartilha Digital Smat3Lab, segundo ele; Combate a Discriminações, de acordo com ele, um desafio de mitigar preconceitos estruturais reproduzidos por máquinas.

Ele disse ainda que a Inteligência Artificial carrega uma trajetória histórica de quase 70 anos (desde 1956). “A grande virada atual, no entanto, é a transição da IA Preditiva para o avanço da IA Generativa”, afirmou, enfatizando que apesar dos desafios, as perspectivas futuras são animadoras quando a IA é guiada pela responsabilidade, pois pode gerar impacto social positivo e promover inclusão no mercado de trabalho, por exemplo. “A tecnologia abre portas para a reinserção de profissionais seniores e experientes, que assumem o papel estratégico de analistas de Negócio”, completou. Confira aqui a apresentação completa.