Conselhos Empresariais

Reunião 14_Mai

Conselho de Economia Prateada e Longevidade debate os novos rumos das estratégias de vendas

A reunião mensal do Conselho Empresarial de Economia Prateada e Longevidade da ACRJ, realizada dia 14 de maio e coordenada pelo vice-presidente Waldir Leopércio, debateu o futuro do mercado corporativo, a reinvenção de estratégias de vendas e a valorização do profissional sênior em ambientes corporativos.

O encontro contou com as participações do VP de Conselhos Empresariais, Juedir Teixeira, da diretora executiva do Instituto Mauá, Andrea Löfgren, que apresentou detalhes sobre a 4ª edição do Fórum Rio Empreendedor, promovido pela ACRJ, dias 22 e 23 de julho, e do representante da Iniciativa, Felipe Jerônimo, que deu detalhes da edição da FISWeek 26 e anunciou que haverá um palco exclusivo sobre Bem Estar e Longevidade.

O encontro contou com uma apresentação do conselheiro Alexandre Chiacchio, que apresentou o Conselho ao conceito do Shift, um método desenvolvido para lidar com diversos stakeholders e construção de valor a longo prazo. Chiacchio provocou uma reflexão sobre a premissa, sustentada pelo mercado por anos, de que a experiência poderia ser integralmente substituída por velocidade, automação ou excesso de tecnologia.

Conselheiro Alexandre Chiacchio

Segundo ele, o cenário atual de negociações complexas e relações B2B de alto valor mostra justamente o oposto. “Quanto maior a complexidade, maior tende a ser o valor da experiência, da leitura contextual e da sofisticação humana. O Shift nasce exatamente dessa percepção, distanciando-se de modelos baseados em scripts ou pressão comercial para focar em inteligência estratégica”

Ele destacou a conexão direta entre esse novo modelo de negócios e o público sênior, mostrando que o ambiente contemporâneo de tomada de decisão exige habilidades que não se automatizam. “É exatamente aí que os profissionais 50+ se destacam, carregando os ativos mais escassos e necessários para a economia atual”, disse.

O encontro reforçou que a longevidade profissional não será sustentada apenas por atualização técnica, mas sim pela capacidade de transformar a bagagem acumulada em inteligência estratégica aplicável. Em um mercado cada vez mais automatizado, a sofisticação humana se consolida como o diferencial mais raro e valioso.