O presidente do Conselho Empresarial de Habitação e Desenvolvimento Urbano da ACRJ, Sérgio Magalhães e o vice, Vicente Loureiro, coordenaram a primeira reunião do ano, dia 06/4, cujo propósito principal foi a definição das pautas prioritárias do Conselho para este ano. A ideia é retomar duas delas e promover uma reunião de trabalho com agentes públicos para apresentação das propostas.
Duas pautas foram discutidas, a primeira delas é a retomada do projeto de transformação das estações dos trens da Supervia em metrô de superfície, no trecho Central-Deodoro, servindo diretamente a 24 bairros. A proposta inicial, já apresentada à Supervia antes da mudança do concessionário, inclui a operação dos trens; a reforma de estações e plataformas; a urbanização do entorno das estações; estímulos urbanísticos e edilícios; e ações complementares. Cada uma delas com até duas sugestões de ações para melhoria.
A outra pauta aborda a segurança pública no Rio de Janeiro, e sugere a mobilização da sociedade civil organizada e de empresários em torno de um plano para promover a integração da cidade com as favelas, liderada pela ACRJ e parceiros. A proposta dos conselheiros é a formulação de ações conjuntas com outras instituições, como Firjan e a Fecomércio, para obter consenso e efetividade a fim de ser apresentada ao Poder Público. “Nosso posicionamento é que urgente oferecer um conjunto de medidas, e não somente focada na força policial, para enfrentar o desafio da violência e da segurança no Rio de Janeiro”, afirmou Sérgio Magalhães.
Vicente Loureiro lembrou que o foco principal deve ser a discussão de propostas concretas para a segurança e o desenvolvimento urbano e social do Rio de Janeiro, com ênfase na infraestrutura de transporte, para melhorar a mobilidade e a revitalizar áreas comerciais e periféricas. “A proposta central, que envolve a revitalização da rede ferroviária e do metrô, deve ser aperfeiçoada para termos efetividade, assim como a questão das favelas e da violência”, completou.
Também foi discutida a importância de integrar o desenvolvimento urbano com políticas sociais, como habitação (programa “Minha Casa, Minha Vida”) e segurança em comunidades, inspirando-se em modelos como o da Colômbia.
Os conselheiros concordaram que a articulação política é crucial para a implementação das propostas discutidas, pois estas dependem de articulação com quem tem poder de decisão, como os governos estadual e municipal, além dos candidatos ao governo do Estado nas eleições deste ano, para que as propostas sejam incluídas em seus programas de governo, com orçamentos definidos, para que possam ser cobradas posteriormente.