O Conselho Empresarial da Mulher no Ambiente de Negócios da ACRJ realizou sua primeira reunião do ano, dia 25/2, apresentando o plano de trabalho para 2026. A presidente do Conselho, Michelle Novaes, adiantou que a proposta é trabalhar em prol do empoderamento, do protagonismo e da liderança feminina no ambiente corporativo no Rio de Janeiro.

A reunião contou com a presença do presidente da ACRJ, Josier Vilar, que defendeu a necessidade de um “empoderamento feminino real” no mercado de trabalho fluminense. De acordo com ele, a estrutura e a estratégia das empresas no capitalismo moderno não podem estar dissociadas de um propósito social e educativo e da presença feminina em seus quadros. Embora reconheça o crescimento de mulheres em cargos executivos, ele destaca que ainda há baixa representatividade nos conselhos de administração das empresas. “A governança corporativa se beneficiaria da sensibilidade, da capacidade e da responsabilidade social inerentes ao olhar feminino”, disse.
O presidente do Conselho Superior, Ruy Barreto Filho, disse, na abertura da reunião, que o papel das mulheres é “motor de transformação nas associações e nas empresas”. Ele sugeriu que este ano a ACRJ realize um grande evento voltado à mulher empresária para a entrega do tradicional Prêmio Mauá de Empresária do ano, proposta aceita pelo presidente Josier Vilar.
Depois das apresentações das integrantes, Michelle anunciou que a conselheira Taiana Santos Jung Teodosio será a vice-presidente do Conselho, cargo vago até o ano passado.

Michelle Novaes explicou que o trabalho do Conselho da Mulher em 2026 dará continuidade aos debates iniciados no ano anterior, a partir de três pilares principais: Educação, Rede de Sororidade e Equidade Social. Temas como geração de renda e negócios liderados por mulheres; acesso a oportunidades, crédito, financiamento e capital; visibilidade e valorização do empreendedorismo feminino; tendências de mercado e futuro do trabalho, entre muitos outros, terão espaço nos debates.

Neste primeiro encontro, foram definidos os eixos temáticos de atuação que cada conselheira poderá contribuir para a montagem dos eventos e pautas das reuniões. Alguns assuntos foram sugeridos como: financeiro e investimentos; jurídico e empresarial; agronegócio; petróleo e gás; arte e cultura; mercado imobiliário; educação; responsabilidade social; patrimônio, e outros.
De acordo com a programação proposta, o Conselho vai atuar em ciclos bimestrais, garantindo continuidade temática, com a realização de seis encontros, sendo quatro reuniões ordinárias e dois eventos semestrais.A reunião foi encerrada com a diplomação e uma confraternização entre as conselheiras e convidados.
