O presidente do Conselho Empresarial de Renovação do Centro do Rio e Ordem Pública da ACRJ, Carlos Roberto Osório, fez uma atualização do Movimento Juntos pelo Centro do Rio durante a reunião mensal, realizada dia 5 de fevereiro. Ele adiantou que os trabalhos avançaram de forma consistente ao longo do mês de janeiro, com duas etapas estratégicas já concluídas.
A principal delas foi a reunião da plenária do Conselho Consultivo, que reúne cerca de 40 entidades signatárias do Movimento, responsáveis por representar as principais instituições do Centro do Rio. “Neste encontro validamos o Manifesto, o modelo de governança e o plano de próximos passos, consolidando o Movimento como uma iniciativa estruturada, colaborativa e com alto nível de engajamento institucional”, explicou.
Ele também informou que o Movimento entrou agora na fase operacional, com definição de protocolos, prazos, metas e agenda de reuniões dos nove grupos de trabalho temáticos criados para estruturar e entregar projetos concretos, cujas reuniões já foram iniciadas. O vice-presidente Cláudio André Castro é o representante do Conselho nos Grupos de Trabalho de Segurança e Ordem Pública e no de Infraestrutura, Urbanismo e Mobilidade. “A lógica do movimento é clara: alinhar visão de futuro, articular alianças estratégicas e transformar diagnóstico em projetos executáveis, com metas, governança e responsabilidade compartilhada”, explicou.
Sobre a participação dos Polos que atuam no Centro, Osorio disse que o principal objetivo do movimento é ganhar escala e ritmo de execução, após o alinhamento conceitual. “Queremos sim, ampliar a participação, estimular o voluntariado e ativar os grupos de trabalho, seja por meio da entrada direta de novos participantes, seja pela realização de sessões de escuta com diferentes públicos, garantindo que as demandas reais da cidade, como as relacionadas à ordem pública e à vida urbana, sejam incorporadas aos projetos. E nesta fase, escutar os Polos será fundamental”, complementou. Ficou definido que o conselheiro André Haddad, presidente do Polo do Saara, irá coordenar a escuta e as contribuições dos polos comerciais do centro da cidade.

O presidente do Conselho também apresentou o idealizador do projeto “Jardins da Mauá – ressignificar o Centro e inspirar nova cidadania”, do empreendedor Marcus Mannarino, criador do espaço Sangha Urbana. Segundo Mannarino, a ideia central do projeto envolve reorganizar o espaço viário na região do Centro da cidade próximo à Candelária, para ganhar área pública, criar passeios mais amplos e implantar arborização e áreas verdes em diferentes trechos da região. “O Rio ainda tem baixa taxa de arborização urbana fora das áreas nobres, o que evidencia a urgência e a relevância da proposta”, completou.
Os conselheiros lembraram que a região da Orla Conde já passa por um processo de transformação, com ações de patrimônio e a chegada de grandes empresas, o que amplia tanto as oportunidades quanto os desafios de preparar a cidade para receber milhares de novos trabalhadores. Encerrando a reunião, Osorio sugeriu que Mandarino apresente o projeto ao GT de Infraestrutura, Urbanismo e Mobilidade, liderado pelo vice-presidente do Conselho, Cláudio André Castro e Sydnei Menezes, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do RJ.