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Rio tem potencial para ser um grande hub de conhecimento no setor de energia

O Rio de Janeiro vem perdendo uma vocação muito forte ao não investir em ciência e tecnologias energéticas, principalmente neste momento de pandemia, no qual o papel dos cientistas é o centro das atenções no mundo todo. A reflexão é do presidente do Conselho de Administração da Light S.A, David Zylbersztajn, durante o webinar da ACRJ, quando falou sobre o setor de energia pós-pandemia. “Os cientistas estão na imprensa todos os dias. A gente ouve quem faz ciência”, afirmou. 

Segundo ele, o papel de institutos de pesquisa se torna fundamental para atravessarmos esse momento e provocar mudanças significativas na nossa matriz energética, usando o conhecimento produzido na academia para passarmos da energia suja para a limpa, tornando o Rio um “hub” de conhecimento no setor.  

Zylbersztajn acredita que a crise do aquecimento global vai se tornar pior que a do coronavírus. “A pandemia do aquecimento global é lenta, irreversível e não tem vacina”, por isso, seria fundamental o investimento do Brasil em fontes renováveis de energia, preparando o país para a chamada “economia verde”.

Durante o webinar, o presidente do Conselho de Administração da Light adiantou que a inadimplência, ao longo desse período, está menor do que se imaginava e que a queda do consumo também. De acordo com ele, existe a preocupação com o futuro, após a pandemia, e saber quem vai sobreviver economicamente, reabrir as lojas e colocar em funcionamento as máquinas nas indústrias.
Pela ACRJ, o encontro virtual contou com a participação do vice-presidente, Hélio Ferraz, dos vice-presidentes de Desenvolvimento Estratégico, José Antonio do Nascimento Brito, e Financeiro, Armando Mariante, e da presidente do Conselho Empresarial de Energia, Joisa Dutra. A palestra completa pode ser acessada no Youtube.