O Conselho Empresarial de Comércio Exterior da ACRJ promoveu, dia 25 de agosto, um debate sobre os impactos, competitividade, investimentos e integração econômica entre Brasil e Europa. Em destaque, os temas: Oportunidades de negócios e investimentos; Competitividade e integração econômica; Setores de energia, maquinário e negócios; e Cooperação internacional e relações bilaterais. O evento “Acordo Mercosul–União Europeia: Oportunidades, Competitividade e Integração Econômica”, promovido em parceria com as Câmaras de Comércio alemã, portuguesa, italiana, francesa, belga e holandesa, reuniu especialistas e lideranças empresariais na sede da ACRJ.
O encontro teve como principal objetivo discutir os impactos, benefícios, desafios regulatórios e perspectivas de negócios decorrentes do acordo entre os blocos. A abertura contou com a participação do presidente do Conselho Superior, Ruy Barreto Filho, que destacou o potencial do Brasil como forte concorrente nos mercados europeus e alertou para a concentração de indústrias e a importância do agronegócio e de setores estratégicos. “O Brasil é um concorrente potencial e o Rio de deve ser reconhecido como um estado produtor, sério e com grande capacidade de inovação em todos os setores em que atua”, afirmou.

A presidente do Conselho, Celia Regina, explicou que este encontro foi pensado para promover um diálogo qualificado sobre os impactos e as oportunidades que poderão surgir com esse acordo, especialmente em relação à competitividade das empresas, a atração de investimentos, a ampliação dos negócios e ao fortalecimento da integração econômica entre o Brasil e os países europeus.
O conselheiro Marcio Sette Fortes, professor do Ibmec, ressaltou que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia representa um marco histórico para o comércio global e para a consolidação de investimentos estratégicos, especialmente no setor de energia. “O cenário de integração e garantias mútuas também abre caminhos promissores para o avanço da transição energética nos dois blocos. Ao facilitar o fluxo de bens industriais e tecnologia, o tratado cria uma base sólida para impulsionar projetos de energias renováveis e novas soluções de baixo carbono”, disse.

O evento contou com três painéis de debates. O primeiro sobre Energia foi moderado pela presidente da Câmara Portuguesa e Senior Partner do Vieira Coelho Advogados, Creuza de Abreu Vieira Coelho, e abordou transição energética, infraestrutura e mercado de energia. Ela contextualizou o panorama do acordo aprovado no início de 2026, destacando prazos, o volume de mercado, com mais de 700 milhões de pessoas e PIB de trilhões de dólares, e as oportunidades para o Brasil, especialmente em petróleo, gás e energias renováveis. Participaram como palestrantes Sébastien Lahouste (Fluxys / Consulado-Geral da Bélgica); Marco Saverio Ristuccia (FGV Europe), Adriano Pires (CBIE) e Frederico Pereira (Diretor Financeiro da Galp no Brasil).

O segundo painel abordou a automação industrial, intralogística, transformação digital e descarbonização, e contou com Victor Rocha (AHK Rio), como mediador, que abordou a modernização do parque industrial brasileiro e o acesso à tecnologia no contexto de redução de tarifas proporcionada pelo acordo Mercosul-União Europeia, com foco especial no Rio de Janeiro. Os participantes do painel, Tiago Moura (Festo Brasil); Pedro Becker (Jungheinrich Brasil); e Jens Hüren (Managing Director da Everllence Brasil e Presidente da AHK Rio), destacaram que, embora a redução tarifária abra oportunidades para a aquisição de tecnologias europeias mais eficientes em automação e impacto ambiental, o mercado brasileiro ainda enfrenta barreiras significativas.
Encerrando o debate, o painel Agrobusiness teve como moderador o professor Marcio Sette Fortes (membro do Conselho de Comex da ACRJ, Head de Relações Institucionais da Multiterminais e professor do Ibmec) e discutiu integração econômica, fomento ao agronegócio e financiamento do comércio internacional. Participaram Antonio Melo Alvarenga Neto (presidente da Sociedade Nacional de Agricultura e diretor superintendente do Sebrae Rio e Guilherme Falcão (Head de International Trade and Transaction Banking do Banco Crédit Agricole Brasil).

