O presidente do Conselho Superior da ACRJ, Ruy Barreto Filho, presidiu a reunião do Conselho Superior da ACRJ, realizada dia 18 de agosto, que contou com a presença da vice-presidente, Marta Arakaki, do diretor-secretário, Marco Antonio Moreira Leite, e do presidente da ACRJ, Josier Vilar. Na pauta do encontro, a entrega de diploma ao Benemérito Thomas Klien, a eleição de dois novos Beneméritos e palestra do Grande Benemérito Joaquim Falcão.

Cristiana Coutinho Beltrão, empresária, pesquisadora dedicada à gastronomia, sócia-fundadora do Instituto Bazzar, diretora e vice-presidente da ACRJ. Associada desde 2015, ela foi apresentada pelo presidente Ruy Barreto Filho para a vaga de Benemérita deixada por Suely da Costa Velho Mendes de Almeida. E Alexandre Nogueira Ferreira, economista e executivo em Finanças, diretor e vice-presidente da ACRJ, associado desde 2023, atual presidente da empresa Light Serviços Eletricidade. Ele foi apresentado pelo Grande Benemérito José Luiz Alquéres para preenchimento da vaga de Benemérito deixada por Haroldo Bezerra da Cunha.

Em seguida, os membros do Conselho Superior, Grandes Beneméritos, Beneméritos e convidados assistiram à palestra com o jurista, professor, escritor e Grande Benemérito Joaquim Falcão, autor do livro “A Oligarquia dos Poderes e a Crise da Democracia”.
Joaquim Falcão fez uma reflexão crítica sobre a democracia brasileira, argumentando que o país vive sob um “manto de fantasia” que encobre a verdadeira dinâmica do poder. “Não se trata de um livro sobre conjuntura ou acontecimentos do dia a dia, mas sobre instituições, estrutura e uma tentativa de compreender o momento atual do Brasil”, disse o autor.

Ele afirmou que “quando a democracia deixa de ser sentimento e passa a ser apenas forma ou feitio, transforma-se em espertocracia, ou seja, o controle de poucos sobre muitos. A constituição não existe por si só em seu texto cru; ela depende de quem a interpreta, o que gera instabilidade e disputas de poder”, enfatizou.
Ele falou sobre os Poderes da República, a atuação do Judiciário, sua passagem pelo Ministério da Justiça, atuando ao lado do ex-ministro Nelson Jobim, desigualdade social e finalizou alertando que a ameaça à democracia não vem apenas de golpes clássicos, “mas da usurpação gradual das regras institucionais pelas próprias elites no poder”.
