Conselhos Empresariais

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Conselhos de Energia e Sustentabilidade planejam a realização do evento “Conexão Energia Rio”

O Conselho Empresarial de Energia e Transição Energética da ACRJ debateu a proposta de realização do evento Conexão Energia Rio, em parceria com o Conselho Empresarial de Sustentabilidade e Economia Circular. Para apresentar a proposta do evento, o presidente do Conselho de Energia, Gabriel Kropsch, recebeu o presidente do Conselho de Sustentabilidade, Antônio Lucio, durante a reunião mensal, dia 27 de março.

Antonio Lúcio explicou o objetivo da iniciativa, que terá foco nos pilares: eficiência energética e mercado livre; fontes renováveis; e armazenagem. “A ideia é demonstrar como a transição energética pode ser um vetor direto para a redução de custos operacionais, fomentar negócios por meio de casos reais, proporcionar networking e debater o papel estratégico do estado como um hub de energia limpa no Brasil”, disse.

A programação sugerida está estruturada em três horas de atividades intensas com um momento de “Pitch de Soluções” e apresentações de 15 minutos. Após um intervalo para networking, o evento seguirá para um painel de debate moderado por especialistas. A proposta é que o evento seja realizado no 2º semestre deste ano.

Antonio Lúcio e Gabriel Kropsch

De acordo com o Gabriel Kropsch, esta reunião reforçou que o ambiente de negócios da energia no Rio de Janeiro está entrando em uma nova fase, marcada por maior diversidade tecnológica, novas oportunidades de investimento e crescente interesse empresarial por soluções que combinem competitividade, segurança energética e transição energética. “Nesse contexto, o gás natural e o biometano seguem ganhando espaço, especialmente como alternativa ao diesel em aplicações industriais e de transporte, impulsionado pelo interesse concreto de empresários em reduzir custos operacionais e emissões”, completou.

Durante a reunião também ganharam destaque outros assuntos, como a queda dos preços das baterias, que começa a destravar modelos de negócio para armazenagem de energia em aplicações residenciais e comerciais, e os leilões de transmissão foram apontados como vetor importante de expansão e reforço da rede, criando oportunidades para empresas prestadoras de serviço nessa cadeia. “A abertura trazida pela bandeira branca também amplia as possibilidades de novos arranjos comerciais, com potencial para gerar ofertas mais flexíveis e competitivas ao consumidor”, disse Gabriel.

Os conselheiros discutiram em particular o Leilão de Capacidade (LRCAP 2026), cujos resultados mostram impacto muito relevante para o estado do Rio de Janeiro. Entre as usinas novas, foram destacados projetos em Piraí e Macaé, somando 1.007 MW e cerca de R$ 40 bilhões em receita total estimada. Já entre as usinas existentes recontratadas, o volume é ainda mais expressivo: 3.156 MW em ativos localizados em Santa Cruz, Seropédica, Macaé e Itaguaí, com receita total estimada de R$ 70 bilhões. “No agregado, os números mostram o peso estratégico do Rio no sistema elétrico nacional e reforçam, de forma indireta mas muito concreta, toda a cadeia associada ao gás, à infraestrutura logística e à atratividade industrial do estado”, finalizou o presidente do Conselho de Energia.