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Estimulação cognitiva contribui para a longevidade e qualidade de vida

A conselheira Tathiana Tavares fez uma apresentação durante a reunião do Conselho Empresarial de Economia Prateada e Longevidade da ACRJ, dia 12 de março, sobre estimulação cognitiva e a metodologia do curso Supera, pioneiro no Brasil e conhecido como “ginástica para o cérebro”. Mencionando dados publicados pela Revista da Fapesp, a palestrante mostrou que ao menos 1,76 milhão de pessoas têm alguma forma de demência no Brasil. Ela focou na importância da estimulação cognitiva e da saúde mental para a longevidade e qualidade de vida. “O exercício para o cérebro é tão ou mais importante quanto o exercício físico”, disse.

Tathiana destacou que muitos problemas cerebrais são silenciosos e só se manifestam quando é tarde demais, diferentemente de problemas de saúde física que na maioria das vezes forçam mudanças de hábito. “Um estudo da Faculdade de Medicina da USP revelou que 54% dos casos de demência na América Latina podem ser atribuídos a fatores de risco modificáveis”, disse. A estimulação, que, de acordo com ela, contribui para a reserva cognitiva, baseia-se em três pilares: novidade, variedade e desafio crescente. Ao aumentar a quantidade e qualidade das sinapses, ela diz que a capacidade de processamento do cérebro é aprimorada, fortalecendo essa reserva.

Tathiana Tavares falou sobre a importância da estimulação cognitiva

A especialista comparou a reserva cognitiva a um baú de experiências e conhecimentos que ajuda a mitigar os efeitos de doenças como AVC e Alzheimer, permitindo recuperação ou ausência de sintomas. “A reserva cognitiva atua como um fator protetivo contra doenças neurodegenerativas, ao permitir que o cérebro compense a perda de função ou até mesmo evite a manifestação de sintomas na presença de danos cerebrais”, explicou, acrescentando que quando uma pessoa possui uma boa reserva cognitiva, ela consegue recuperar funções ou nem apresentar sintomas, mesmo que seja acometida por um AVC, demência ou Alzheimer.

Ela citou um estudo com mais de 600 freiras, que eram muito ativas mentalmente e muitas delas tinham ausência de células cerebrais, mas nenhuma apresentava sintomas de Alzheimer. “Isso foi atribuído à sua alta reserva cognitiva, que lhes permitia driblar a função perdida ou que nem foi perdida, pois o cérebro encontrava desvios para continuar funcionando”, acrescentou.

Waldir Leopércio e Fernando Potsch

A reunião foi coordenada pelo presidente do Conselho, Fernando Potsch, e o vice, Waldir Leopércio, que reafirmaram os objetivos do Conselho, que se baseia em três pilares fundamentais. São eles, ser um catalisador de iniciativas, onde o grupo não quer “reinventar a roda”, mas apoiar e dar visibilidade a projetos de economia prateada já existentes; promover a mobilização de comunidades, com foco em atividades para revitalização do Centro do Rio de Janeiro; e desenvolvimento de projetos e parcerias, com destaque para a parceria já existente com o Sebrae Rio no projeto Revolução Prateada, buscando manter e ampliar iniciativas de longevidade ativas e sustentáveis a longo prazo.