{"id":47859,"date":"2026-10-20T16:54:13","date_gmt":"2026-10-20T19:54:13","guid":{"rendered":"https:\/\/acrj.org.br\/?p=47859"},"modified":"2026-10-20T16:54:33","modified_gmt":"2026-10-20T19:54:33","slug":"o-vinho-e-santificado-mas-o-gosto-diabolico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2026\/10\/20\/o-vinho-e-santificado-mas-o-gosto-diabolico\/","title":{"rendered":"O vinho \u00e9 santificado, mas o gosto diab\u00f3lico"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por Reinaldo Paes Barreto, vice-presidente do Conselho Empresarial de Cultura da ACRJ<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No dia 12 passado, tivemos a celebra\u00e7\u00e3o de N. Sra. (Concei\u00e7\u00e3o) Aparecida e a \u00faltima apari\u00e7\u00e3o de N. Sra. de F\u00e1tima, para os humanos. Os celebrantes rezaram centenas de missas e benzeram e consagraram os \u201cvinhos de missa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas afinal o que \u00e9 vinho de missa, ou can\u00f4nico? E qual a diferen\u00e7a para um vinho \u201cnormal\u201d?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Resumidamente, o vinho de mesa (normal) \u00e9 produzido basicamente pela fermenta\u00e7\u00e3o dos bagos das uvas, o que acelera a evolu\u00e7\u00e3o das leveduras existentes na fruta, que se transformam em \u00e1lcool et\u00edlico. A esse mosto, os en\u00f3logos acrescentam, \u00e0s vezes, um pouco de a\u00e7\u00facar, e adicionam alguns componentes qu\u00edmicos, como o sulfito. No movimento seguinte, as cascas liberam o tanino, e outros componentes. Da\u00ed come\u00e7a a vinifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 o chamado \u201dvinho de missa\u201d, em geral tinto (*), tem o mesmo come\u00e7o dos vinhos \u201cateus\u201d, mas leva muito mais a\u00e7\u00facar (os secos n\u00e3o podem passar de 5%) e a adi\u00e7\u00e3o de aguardente de cana, ou de uva, para cortar a fermenta\u00e7\u00e3o e o vinho deixar de envelhecer. O que resulta num vinho mais licoroso e mais longevo. E com uma gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica mais elevada: cerca de 16\u00ba a 18\u00ba por litro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E por que essa diferen\u00e7a para os vinhos de mesa? Porque os vinhos de missa precisam durar mais e resistir \u00e0s prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es em que em geral s\u00e3o guardados na maioria das sacristias: em velhas c\u00f4modas (em vez de adegas refrigeradas), junto com velas, incenso e mirra, batinas, etc.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Brasil, algumas empresas ga\u00fachas abastecem esse mercado: Salton, Alian\u00e7a e Chesini, s\u00e3o as de maior volume e produzem igualmente os vinhos de garraf\u00e3o, cuja maior procura \u00e9 para fins religiosos, mas h\u00e1 consumidores que buscam o vinho para beber com a sobremesa, ou mesmo como aperitivo, provavelmente por conta do pre\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(*) De uns anos para c\u00e1, o Vaticano passou a permitir que se consagrasse o vinho branco, tamb\u00e9m, atendendo \u00e0s solicita\u00e7\u00f5es de par\u00f3quias cujos titulares t\u00eam alergia ou outra indisposi\u00e7\u00e3o com o tinto, e\/ou porque o tinto mancha as toalhas, e o branco n\u00e3o. E por uma quest\u00e3o de economia com as lavanderias&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sa\u00fade e am\u00e9m!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Reinaldo Paes Barreto \u00e9 assessor da presid\u00eancia do INPI<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Reinaldo Paes Barreto, vice-presidente do Conselho Empresarial de Cultura da ACRJ.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":47861,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_customify_content_layout":"","_customify_sidebar":"","_customify_page_header_display":"","_customify_disable_header":"","_customify_disable_header_top":"","_customify_disable_header_main":"","_customify_disable_header_bottom":"","_customify_disable_page_title":"","_customify_disable_content_vertical_padding":"","_customify_disable_footer_top":"","_customify_disable_footer_main":"","_customify_disable_footer_bottom":"","_customify_breadcrumb_display":"","_customify_header_transparent_display":"","footnotes":""},"categories":[12,82],"tags":[],"class_list":["post-47859","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-destaque_artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47859","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47859"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47859\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":47862,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47859\/revisions\/47862"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47861"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47859"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47859"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47859"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}