{"id":4760,"date":"2020-07-22T13:21:44","date_gmt":"2020-07-22T16:21:44","guid":{"rendered":"https:\/\/acrj.org.br\/?p=4760"},"modified":"2020-07-22T13:21:45","modified_gmt":"2020-07-22T16:21:45","slug":"mundo-pode-parar-de-novo-por-causa-de-um-ataque-global-cibernetico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2020\/07\/22\/mundo-pode-parar-de-novo-por-causa-de-um-ataque-global-cibernetico\/","title":{"rendered":"Mundo pode parar de novo por causa de um ataque global cibern\u00e9tico"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a0\u201cAssim como o mundo parou por um v\u00edrus, o mundo pode parar por um ataque global de um v\u00edrus eletr\u00f4nico, de uma amea\u00e7a eletr\u00f4nica\u201d. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 do diretor de Transforma\u00e7\u00e3o Digital da Cisco do Brasil, Rodrigo Uchoa, que participou da reuni\u00e3o virtual do Conselho Empresarial de Inova\u00e7\u00e3o, Comunica\u00e7\u00e3o e Tecnologia da ACRJ, 21 de julho, coordenada pelo presidente do Conselho, Alberto Blois, e o vice, Paulo Milet.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O executivo ressaltou que h\u00e1 discuss\u00f5es sobre amea\u00e7as cibern\u00e9ticas porque durante a pandemia o n\u00famero de ataques se multiplicou por cinco ou seis. As empresas n\u00e3o tinham uma pol\u00edtica e nem planos de seguran\u00e7a assim como infraestrutura necess\u00e1ria para garantir o trabalho remoto, home office.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo ele, nesse per\u00edodo foram detectados no Brasil ataques que eram direcionados para as empresas, com casos de sequestro de dados, invas\u00f5es e tentativa de aproveitar \u201cas portas escancaradas\u201d para obter senhas de acesso, instalar malwares, por exemplo, e preparar para uma futura invas\u00e3o. \u201cMuita coisa aconteceu e temos certeza que muito ambiente foi preparado, n\u00e3o para ser atacado&nbsp;neste&nbsp;momento, mas&nbsp;no futuro. \u00c9 uma estrat\u00e9gia muito comum da comunidade hackers de tentar entrar no sistema, estabelecer ali uma bomba rel\u00f3gio e preparar o ambiente para o momento certo\u201d, alertou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com Rodrigo Uchoa, a pesquisa \u201cRespostas \u00e0 crise da Covid-19\u201d, desenvolvida com a Deloitte, apontou que a maioria das pessoas, ou seja, 60%, disse que a maior preocupa\u00e7\u00e3o, para recuperar e se sustentar como empresa, \u00e9 a necessidade de mudan\u00e7a do modelo de trabalho e da cultura organizacional. Ele informou que houve um aumento de 30 a 35% do tr\u00e1fego no Brasil com o home office e que as operadoras, na maioria das vezes, seguraram essa mudan\u00e7a radical com suas infraestruturas de telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com isso, o volume de treinamento e capacita\u00e7\u00e3o de profissionais foi grande para preparar as empresas para reuni\u00f5es remotas, que vai al\u00e9m de abrir uma ferramenta e conectar os colaboradores. Uchoa adiantou que as reuni\u00f5es cresceram 12 vezes de fevereiro para junho, passando de cerca de 164 mil para quase 2 milh\u00f5es. O n\u00famero de participantes dessas reuni\u00f5es aumentou 57 vezes, ou seja, de em torno de 228 mil para mais de 13 milh\u00f5es, em apenas uma plataforma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante desse cen\u00e1rio, o executivo destacou um estudo da Isaca, associa\u00e7\u00e3o global focada em criar e compartilhar conhecimento em Riscos, Auditoria, Governan\u00e7a e Seguran\u00e7a em TI. Pelo levantamento da Isaca, junto aos seus associados distribu\u00eddos em mais de 180 pa\u00edses, 92% imaginavam e tinham consci\u00eancia do momento perigoso e que iam sofrer mais ataques com a mudan\u00e7a do trabalho para home&nbsp;office, 87% sabiam que o risco era grande de vazamento de dados e de quebra de privacidade e 58% entendiam das poss\u00edveis estrat\u00e9gias dos hackers de aproveitar a pandemia para atacar ou planejar futuras invas\u00f5es. \u201cE o pior, 51% dos entrevistados no estudo n\u00e3o tinham confian\u00e7a de que as equipes estariam preparadas para detectar ou responder a ataques. Existia um medo muito grande e a desconfian\u00e7a que o mal est\u00e1 vindo\u201d, revelou Uchoa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O diretor da Cisco adiantou que os principais riscos cibern\u00e9ticos s\u00e3o: 81% dos vazamentos de informa\u00e7\u00f5es confidenciais envolvem senhas fracas ou roubadas e 92% dos malwares, que s\u00e3o distribu\u00eddos por correio eletr\u00f4nico, sendo que 85% do total s\u00e3o spams. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEnquanto os profissionais de sa\u00fade estavam salvando vidas, os de TI estavam salvando empresas\u201d, destacou. Rodrigo Uchoa disse que estamos saindo do momento de crise, categorizado como de recupera\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o se sabe ao certo, se&nbsp;s\u00e3o&nbsp;12, 18 ou 24 meses, dependendo da ind\u00fastria, da empresa. Depois vai entrar em uma nova fase, que \u00e9 de transforma\u00e7\u00e3o ou sustenta\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio, como diz a Deloitte\u201d, explicou. O diretor enumerou os cinco passos para o \u201cnovo normal\u201d: pessoas e cultura digital; novo modelo de trabalho distribu\u00eddo e conectado; sistemas resilientes e seguros; infraestrutura de TI flex\u00edvel, virtualizada e na nuvem; e opera\u00e7\u00f5es de TI automatizadas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u201cAssim como o mundo parou por um v\u00edrus, o mundo pode parar por um ataque global de um v\u00edrus eletr\u00f4nico, de uma amea\u00e7a eletr\u00f4nica\u201d. 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