{"id":4633,"date":"2020-07-10T11:30:21","date_gmt":"2020-07-10T14:30:21","guid":{"rendered":"https:\/\/acrj.org.br\/?p=4633"},"modified":"2020-10-16T11:42:41","modified_gmt":"2020-10-16T14:42:41","slug":"a-propriedade-intelectual-na-visao-do-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2020\/07\/10\/a-propriedade-intelectual-na-visao-do-cinema\/","title":{"rendered":"A propriedade intelectual na vis\u00e3o do cinema"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Conselho Empresarial de Assuntos Culturais recebeu para uma palestra virtual o escritor, doutor e mestre em rela\u00e7\u00f5es internacionais pela PUC-RJ, Carlos Maur\u00edcio Ardissone, no dia 9 de julho. Ele comentou sobre a propriedade intelectual na vis\u00e3o do cinema, utilizando como exemplo o filme Dot.com. O longa conta a hist\u00f3ria do vilarejo portugu\u00eas \u00c1guas Altas, que se envolve em uma disputa jur\u00eddica pela posse de seu nome contra uma empresa multinacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele ainda explicou a import\u00e2ncia da propriedade industrial, como forma de oferecer instrumentos para a cultura proteger suas cria\u00e7\u00f5es. \u201cA produ\u00e7\u00e3o industrial pode ser um instrumento valoroso para prote\u00e7\u00e3o das identidades culturais locais\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A propriedade industrial surge dentro do conceito mais amplo de propriedade intelectual, que se relaciona com uma s\u00e9rie de cria\u00e7\u00f5es, como inven\u00e7\u00f5es, obras liter\u00e1rias e art\u00edsticas, s\u00edmbolos, nomes e imagens comerciais, lidando com os bens imateriais ou incorp\u00f3reos dessa lista. De acordo com a Lei da Propriedade Industrial \u2013 LPI (Lei n. 9.279\/96) em seu artigo 5\u00ba, esses bens s\u00e3o tratados como \u201cbens m\u00f3veis\u201d. Dessa forma, \u00e9 poss\u00edvel estabelecer licen\u00e7a de explora\u00e7\u00e3o de uma patente de inven\u00e7\u00e3o ou a cess\u00e3o de um registro da marca, por exemplo. Uma disputa que envolve bens desse tipo \u00e9 bem exemplificada no caso do filme Dot.com.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A propriedade industrial engloba, por exemplo, a indica\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica referente aos produtos que prov\u00e9m de determinada localidade, como \u00e9 o caso do champagne, cujo nome \u00e9 exclusivo para a bebida desenvolvida na regi\u00e3o de Champagne, na Fran\u00e7a. O pr\u00f3prio nome da bebida, ligado ao lugar onde foi criada, define seu valor enquanto produto. \u201cA IG identifica a origem do produto ou servi\u00e7o, que possui suas caracter\u00edsticas e qualidades ligadas a sua origem, definida pelo nome, em local conhecido por aquele produto ou servi\u00e7o\u201d, afirmou Ardissone.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Levando isso em considera\u00e7\u00e3o, ele destaca a import\u00e2ncia do cuidado na hora de nomear um produto. \u201cConheci um vendedor de bolsas batizadas com nomes de atrizes. Ele dizia que estava fazendo apenas uma homenagem, mas \u00e9 claro que h\u00e1 a inten\u00e7\u00e3o de chamar aten\u00e7\u00e3o para o produto e agregar valor a ele, mas isso n\u00e3o pode ser feito sem autoriza\u00e7\u00e3o e licenciamento\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"582\" height=\"280\" src=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/reuniao-cultura_jul10.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-5720\" srcset=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/reuniao-cultura_jul10.png 582w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/reuniao-cultura_jul10-300x144.png 300w\" sizes=\"(max-width: 582px) 100vw, 582px\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Conselho Empresarial de Assuntos Culturais recebeu para uma palestra virtual o escritor, doutor e mestre em rela\u00e7\u00f5es internacionais pela PUC-RJ, Carlos Maur\u00edcio Ardissone, no&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":4634,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-4633","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4633","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4633"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4633\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4634"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4633"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4633"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4633"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}