{"id":42768,"date":"2026-04-17T11:54:24","date_gmt":"2026-04-17T14:54:24","guid":{"rendered":"https:\/\/acrj.org.br\/?p=42768"},"modified":"2026-04-17T12:43:05","modified_gmt":"2026-04-17T15:43:05","slug":"o-impacto-das-motocicletas-na-mobilidade-desafios-de-infraestrutura-saude-publica-e-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2026\/04\/17\/o-impacto-das-motocicletas-na-mobilidade-desafios-de-infraestrutura-saude-publica-e-economia\/","title":{"rendered":"O impacto das motocicletas na mobilidade: desafios de infraestrutura, sa\u00fade p\u00fablica e economia"},"content":{"rendered":"\n<p>O Conselho Empresarial de Log\u00edstica e Transporte da ACRJ (CELT) promoveu o semin\u00e1rio \u201cMotocicletas e Mobilidade Urbana: Impactos e Desafios\u201d, dia 16 de abril, provocando um debate sobre o crescimento da frota de duas rodas e as consequ\u00eancias desse fen\u00f4meno para a capital fluminense. Especialistas e gestores p\u00fablicos identificaram gargalos e fizeram sugest\u00f5es para contribuir com a constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas mais eficazes, especialmente no contexto da nova fiscaliza\u00e7\u00e3o municipal.<\/p>\n\n\n\n<p>Na abertura do encontro, o presidente do CELT, Eduardo Rebuzzi, destacou a necessidade de debater este tema estrutural que afeta a seguran\u00e7a e a circula\u00e7\u00e3o na cidade. Ele falou sobre o agravamento da inseguran\u00e7a, a dificuldade em manter a ordem p\u00fablica e a import\u00e2ncia de leis que promovam uma mudan\u00e7a cultural, como ocorreu com a Lei Seca. \u201cO crescimento da circula\u00e7\u00e3o de motocicletas \u00e9 uma realidade que imp\u00f5e desafios urgentes. \u00c9 um problema social grave que serve de base para muitas das irregularidades e desafios \u00e0s autoridades. Precisamos integrar seguran\u00e7a, sa\u00fade e economia para criar um ambiente urbano seguro para todos\u201d, destacou Eduardo Rebuzzi.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"586\" src=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/rebuzzi-e-marina-1024x586.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-42769\" style=\"width:500px\" srcset=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/rebuzzi-e-marina-1024x586.jpg 1024w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/rebuzzi-e-marina-300x172.jpg 300w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/rebuzzi-e-marina-768x439.jpg 768w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/rebuzzi-e-marina-1536x878.jpg 1536w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/rebuzzi-e-marina.jpg 1600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Eduardo Rebuzzi e a professora Marina Baltar<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A professora da Coppe, Marina Baltar, apresentou um estudo do Laborat\u00f3rio OPTGIS da COPPE-UFRJ, que investigou as motiva\u00e7\u00f5es por tr\u00e1s da escolha da motocicleta como meio de transporte individual na Regi\u00e3o Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ). O estudo avaliou a influ\u00eancia do tempo de deslocamento, custo e percep\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a na decis\u00e3o de escolher este meio de transporte.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa envolveu 2.616 entrevistas e revelou que o trabalho \u00e9 a principal motiva\u00e7\u00e3o para o uso da e moto (60,21%) e que a maioria dos usu\u00e1rios sente inseguran\u00e7a (57,21%), mas opta em usar pela rapidez. Uma das recomenda\u00e7\u00f5es do estudo incluem a melhoria do transporte p\u00fablico com corredores exclusivos, amplia\u00e7\u00e3o de cobertura e hor\u00e1rios, e campanhas de valoriza\u00e7\u00e3o da vida no tr\u00e2nsito. <strong><a href=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/MARINA-Baltar.pdf\">Confira aqui<\/a><\/strong> a apresenta\u00e7\u00e3o na \u00edntegra.<\/p>\n\n\n\n<p>O debate abordou ainda a Mobilidade e a Legisla\u00e7\u00e3o Federal, com a participa\u00e7\u00e3o do deputado federal Hugo leal, e representantes da CET Rio, Ricardo Lemos, e da Semove, Eunice Hor\u00e1cio. O debate focou nas transforma\u00e7\u00f5es da din\u00e2mica urbana e na necessidade de atualiza\u00e7\u00f5es na legisla\u00e7\u00e3o para acompanhar o novo cen\u00e1rio das vias brasileiras. O Deputado Federal Hugo Leal analisou a crise crescente e estrutural da seguran\u00e7a vi\u00e1ria no Brasil, com foco na vulnerabilidade dos motociclistas. Segundo ele, o n\u00famero de mortes no tr\u00e2nsito aumentou de 2022 para 2023, e para atingir a meta de 2030, \u00e9 necess\u00e1ria uma redu\u00e7\u00e3o de 53%. Ele ainda mostrou que a frota de motocicletas apresentou o maior crescimento entre 2011 e 2023, impulsionada pela mobilidade urbana e trabalho. <strong><a href=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/HUGO-LEAL-MOTOCICLETAS-NO-BRASIL.pdf\">Confira aqui <\/a><\/strong>a apresenta\u00e7\u00e3o na \u00edntegra.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"2456\" height=\"1381\" src=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/hugo-leal-edited.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-42776\" style=\"width:500px\" srcset=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/hugo-leal-edited.jpg 2456w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/hugo-leal-edited-300x169.jpg 300w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/hugo-leal-edited-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/hugo-leal-edited-768x432.jpg 768w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/hugo-leal-edited-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/hugo-leal-edited-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2456px) 100vw, 2456px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Ricardo Lemos, Eunice Hor\u00e1cio e o deputado Hugo Leal participaram do debate<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Eunice Hor\u00e1cio discutiu a crise no transporte p\u00fablico por \u00f4nibus, mostrando que entre 2014 e 2025, a frota de \u00f4nibus na regi\u00e3o metropolitana do Rio diminuiu, assim como o n\u00famero de viagens. Em 2024, 30% dos 3.117 entrevistados pela Semove deixaram de usar \u00f4nibus, migrando principalmente para carro pr\u00f3prio ou servi\u00e7os por aplicativo. Os principais motivos, de acordo com ela, para o n\u00e3o uso de \u00f4nibus incluem falta de conforto, flexibilidade e tempo de viagem elevado. <strong><a href=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/EUNICE-Inacio-Apresentacao-seminario-motos-ACRJ.pdf\">Confira aqui <\/a><\/strong>a apresenta\u00e7\u00e3o na \u00edntegra.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo painel tratou da Seguran\u00e7a P\u00fablica e foi moderado pela presidente-executiva do Instituto Todos pelo Rio, Ana Paula Rosa, com a participa\u00e7\u00e3o do capit\u00e3o Tiego Wagner, capit\u00e3o Felipe Esteves G. Viana (esq. na foto), comandante da 4\u00b0 CIA do CPTran &#8211; Comando de Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria\/ Comando de Pol\u00edcia de Tr\u00e2nsito \u2013 PMERJ, e o delegado Gilbert Uzeda (dir. na foto). Eles analisaram como o uso de motocicletas influencia os indicadores de criminalidade e altera o patrulhamento, a fiscaliza\u00e7\u00e3o e as investiga\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas. O capit\u00e3o Viana acrescentou que o crime urbano se adapta \u00e0 rotina das cidades, utilizando os gargalos de infraestrutura para maximizar a oportunidade e garantir a impunidade. Por isso, de acordo com ele, motocicleta e tr\u00e2nsito lento se tornaram elementos fundamentais para a din\u00e2mica do crime urbano, destacando a efici\u00eancia t\u00e1tica dessa combina\u00e7\u00e3o para os criminosos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"492\" src=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/painel-seguranca-1024x492.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-42777\" style=\"width:500px\" srcset=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/painel-seguranca-1024x492.jpg 1024w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/painel-seguranca-300x144.jpg 300w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/painel-seguranca-768x369.jpg 768w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/painel-seguranca-1536x739.jpg 1536w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/painel-seguranca-2048x985.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Painel tratou da Seguran\u00e7a P\u00fablica<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O capit\u00e3o Tiego detalhou os resultados operacionais do Batalh\u00e3o T\u00e1tico de Motociclistas (BTM) entre janeiro e abril de 2026. A unidade \u00e9 especializada em moto patrulhamento t\u00e1tico e pronta resposta, patrulha urbana de alto risco, controle de dist\u00farbios com motos, escolta e seguran\u00e7a. O Batalh\u00e3o realizou 302 pris\u00f5es e apreendeu 15 menores apreendidos; recuperou bens no valor de quase R$ 4 milh\u00f5es e recuperou 136 ve\u00edculos no per\u00edodo. Confira a apresenta\u00e7\u00e3o na \u00edntegra <strong><a href=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Capitao-Tiego-BTM_Apres-p3.pdf\">aqui <\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O delegado Gilbert Uzeda tamb\u00e9m destacou a agilidade das motos, que se aproveitam dos congestionamentos, paralisam as v\u00edtimas e impedem a persegui\u00e7\u00e3o policial convencional. \u201cEsse cen\u00e1rio transforma o tr\u00e2nsito parado em uma verdadeira zona de confinamento, onde o motorista imobilizado se torna um alvo est\u00e1tico e exposto, enquanto o criminoso aproveita a facilidade de aproxima\u00e7\u00e3o e a rota de fuga garantida entre as faixas\u201d, confirmou o delegado.<\/p>\n\n\n\n<p>Encerrando o debate, o painel Sa\u00fade P\u00fablica e Custos Econ\u00f4micos, com modera\u00e7\u00e3o de L\u00edvia Pereira (Sinergia Estudos), abordou como os acidentes envolvendo motos impactam o sistema de sa\u00fade, os processos de reabilita\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de gerar custos para o Estado, empresas e fam\u00edlias. Em sua apresenta\u00e7\u00e3o, o ex-Diretor-Geral do INTO, Marcos Musafir, destacou os riscos associados ao tr\u00e2nsito, especialmente para motociclistas, e mostrou dados sobre acidentes, interna\u00e7\u00f5es e fatalidades no Brasil. De acordo com ele, os motociclistas s\u00e3o identificados como as maiores v\u00edtimas, com 30% dos \u00f3bitos e 64% das interna\u00e7\u00f5es. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio uma maior fiscaliza\u00e7\u00e3o, cria\u00e7\u00e3o de motovias e campanhas educativas\u201d, sugeriu. <strong><a href=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/MARCOS-MUSAFIR-MOTOS-ACRJ-16-abril.pdf\">Confira aqui <\/a><\/strong>a apresenta\u00e7\u00e3o na \u00edntegra.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2367\" height=\"1331\" src=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/musafi-1-edited-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-42782\" style=\"width:500px\" srcset=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/musafi-1-edited-2.jpg 2367w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/musafi-1-edited-2-300x169.jpg 300w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/musafi-1-edited-2-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/musafi-1-edited-2-768x432.jpg 768w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/musafi-1-edited-2-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/musafi-1-edited-2-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2367px) 100vw, 2367px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>L\u00edvia Pereira e Marcos Musafir debateram os impactos na sa\u00fade p\u00fablica<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Conselho Empresarial de Log\u00edstica e Transporte da ACRJ (CELT) promoveu o semin\u00e1rio \u201cMotocicletas e Mobilidade Urbana: Impactos e Desafios\u201d, dia 16 de abril, provocando&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":42770,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[56,10],"tags":[],"class_list":["post-42768","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque_conselhos","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42768","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42768"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42768\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42784,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42768\/revisions\/42784"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42770"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42768"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42768"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42768"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}