{"id":42699,"date":"2026-04-15T10:28:41","date_gmt":"2026-04-15T13:28:41","guid":{"rendered":"https:\/\/acrj.org.br\/?p=42699"},"modified":"2026-04-15T13:41:22","modified_gmt":"2026-04-15T16:41:22","slug":"manifesto-publico-em-defesa-do-rio-de-janeiro-e-do-pacto-federativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2026\/04\/15\/manifesto-publico-em-defesa-do-rio-de-janeiro-e-do-pacto-federativo\/","title":{"rendered":"Manifesto P\u00fablico &#8211; Em defesa do Rio de Janeiro e do Pacto Federativo"},"content":{"rendered":"\n<p>Os presidentes da ACRJ, Josier Vilar; da Firjan, Luiz C\u00e9sio Caetano; e da Fecom\u00e9rcio RJ, Antonio Florencio de Queiroz Junior, se reuniram com o governador em exerc\u00edcio do Rio de Janeiro,\u00a0Ricardo Couto, nesta ter\u00e7a-feira, dia 14, para falar sobre o impacto que a mudan\u00e7a na redistribui\u00e7\u00e3o dos royalties do petr\u00f3leo e do g\u00e1s natural\u00a0pode trazer para o estado e os munic\u00edpios produtores.\u00a0Os tr\u00eas dirigentes entregaram ao governador um manifesto em defesa do Rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Manifesto na \u00edntegra<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A ACRJ, a FECOM\u00c9RCIO-RJ e a FIRJAN, leg\u00edtimas representantes do ecossistema empresarial do Estado do Rio de Janeiro, v\u00eam a p\u00fablico alertar o Brasil para a gravidade do julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal, da ADI 4917, prevista para o pr\u00f3ximo dia 6 de maio.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se trata de uma disputa jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de uma decis\u00e3o que pode impor ao Estado do Rio de Janeiro e aos municipios que contribuem para o ciclo produtivo do petr\u00f3leo, uma das mais severas perdas econ\u00f4micas de sua hist\u00f3ria \u2014 um impacto estimado em R$ 7 bilh\u00f5es por ano, ou R$ 70 bilh\u00f5es em uma d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma decis\u00e3o dessa magnitude n\u00e3o atinge apenas n\u00fameros.<\/p>\n\n\n\n<p>Atinge hospitais, escolas, seguran\u00e7a p\u00fablica, investimentos e, sobretudo, a vida de milh\u00f5es de brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei n\u00ba 12.734\/2012, ao promover a redistribui\u00e7\u00e3o dos royalties do petr\u00f3leo, afronta de forma inequ\u00edvoca o art. 20, \u00a7 1\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que garante aos estados produtores o direito \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o financeira pela explora\u00e7\u00e3o de recursos naturais em seus territ\u00f3rios e na plataforma continental.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa compensa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 privil\u00e9gio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Indeniza\u00e7\u00e3o pelos riscos ambientais, pelos impactos sociais e pela press\u00e3o estrutural que a ind\u00fastria do petr\u00f3leo imp\u00f5e aos munic\u00edpios que participam dessa cadeia produtiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi exatamente esse entendimento que levou a Ministra C\u00e1rmen L\u00facia, em 2013, a suspender os efeitos da referida lei por meio de decis\u00e3o liminar \u2014 decis\u00e3o essa que permanece atual, justa e necess\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Nada mudou desde ent\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio: o cen\u00e1rio fiscal do Estado do Rio de Janeiro tornou-se ainda mais sens\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>E h\u00e1 um agravante incontorn\u00e1vel:<\/p>\n\n\n\n<p>Desde a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, o Rio de Janeiro j\u00e1 sofre uma distor\u00e7\u00e3o estrutural ao n\u00e3o arrecadar o ICMS na origem sobre combust\u00edveis, mesmo sendo o maior produtor nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, o Estado j\u00e1 contribui, h\u00e1 d\u00e9cadas, de forma desproporcional para o equil\u00edbrio federativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Retirar agora os royalties do Estado e dos municipios fluminenses \u00e9 ultrapassar o limite do razo\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 romper o pacto federativo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 punir quem produz.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 desorganizar financeiramente um estado estrat\u00e9gico para o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>As consequ\u00eancias ser\u00e3o graves, previs\u00edveis e evit\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Menos investimento.<br>Menos servi\u00e7os p\u00fablicos.<br>Mais instabilidade.<br>Mais desigualdade.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil n\u00e3o pode avan\u00e7ar \u00e0 custa do colapso de um de seus principais estados.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, fazemos um apelo claro, direto e respons\u00e1vel aos Ministros do Supremo Tribunal Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Que reafirmem a Constitui\u00e7\u00e3o.<br>Que preservem o pacto federativo.<br>Que reconhe\u00e7am, de forma definitiva, a inconstitucionalidade da Lei n\u00ba 12.734\/2012.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais do que isso: que enfrentem o tema de forma estruturante, considerando as perdas hist\u00f3ricas de ICMS pelo Estado do Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O que est\u00e1 em jogo n\u00e3o \u00e9 apenas o Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o respeito \u00e0s regras do jogo.<br>\u00c9 a seguran\u00e7a jur\u00eddica.<br>\u00c9 a credibilidade institucional do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem pacto federativo, n\u00e3o h\u00e1 Na\u00e7\u00e3o forte.<\/p>\n\n\n\n<p>JUSTI\u00c7A, \u00e9 o que o RIO DE JANEIRO espera.<\/p>\n\n\n\n<p>Rio de Janeiro, Abril de 2026<\/p>\n\n\n\n<p>Associa\u00e7\u00e3o Comercial do Rio de Janeiro &#8211; ACRJ<br>Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio, Turismo e Servi\u00e7os do RJ &#8211; FECOM\u00c9RCIO &#8211; RJ<br>Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Rio de Janeiro &#8211; FIRJAN<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os presidentes da ACRJ, Josier Vilar; da Firjan, Luiz C\u00e9sio Caetano; e da Fecom\u00e9rcio RJ, Antonio Florencio de Queiroz Junior, se reuniram com o 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