{"id":40059,"date":"2025-11-03T14:00:00","date_gmt":"2025-11-03T17:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/acrj.org.br\/?p=40059"},"modified":"2026-04-07T12:29:46","modified_gmt":"2026-04-07T15:29:46","slug":"acesso-a-saude-um-direito-negado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2025\/11\/03\/acesso-a-saude-um-direito-negado\/","title":{"rendered":"Acesso \u00e0 Sa\u00fade: Um Direito Negado"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Josier Vilar, presidente da ACRJ. Artigo publicado no Di\u00e1rio do Rio<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cProblemas absurdos geram desafios apaixonantes\u201d \u2013 Dom H\u00e9lder C\u00e2mara<\/p>\n\n\n\n<p>Imaginemos que voc\u00ea necessite de um atendimento m\u00e9dico devido a uma situa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica incapacitante que demande uma interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica para coloca\u00e7\u00e3o de uma pr\u00f3tese no joelho, ou que tenha um diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer de pr\u00f3stata ou um c\u00e2ncer de mama. Quanto tempo estaria disposto a esperar para ter seu problema resolvido?<\/p>\n\n\n\n<p>Imagine que uma mulher jovem e gr\u00e1vida de um parto de risco tenha de se deslocar 150 quil\u00f4metros para ter um parto seguro, ou que uma pessoa obesa tenha de esperar 10 meses para ter uma consulta com um cardiologista ou com um endocrinologista.<\/p>\n\n\n\n<p>Situa\u00e7\u00f5es reais como as acima s\u00e3o frequentes na vida di\u00e1ria dos cidad\u00e3os, especialmente os de baixa renda, sem que, apesar do preceito constitucional garantidor, sejam atendidos no tempo correto e nas condi\u00e7\u00f5es que precisam ser ofertadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A garantia de acesso \u00e9 o principal problema da sa\u00fade brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Acesso a servi\u00e7os m\u00e9dicos assistenciais de qualidade e de forma equ\u00e2nime \u00e9 um dever moral da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema \u00e9 que na maioria das vezes a moralidade n\u00e3o se sustenta sem a fundamenta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica para sustenta-la.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, se temos dificuldade para o custeio crescente &nbsp;dos servi\u00e7os m\u00e9dicos assistenciais, seja no setor privado atrav\u00e9s dos planos de sa\u00fade, seja no setor p\u00fablico atrav\u00e9s do SUS, temos de encontrar solu\u00e7\u00f5es que reduzam a necessidade de mais recursos financeiros para garantir a oferta dos servi\u00e7os a quem necessita.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 obvio que temos um inaceit\u00e1vel desfinanciamento do SUS que impede uma maior efici\u00eancia do sistema e um incontrol\u00e1vel e progressivo gasto assistencial no setor privado que ocasiona um aumento insuport\u00e1vel dos planos de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Como n\u00e3o existe margem no or\u00e7amento da uni\u00e3o para ampliar gastos com a sa\u00fade p\u00fablica &nbsp;e como as empresas que s\u00e3o respons\u00e1veis pelo pagamento de 80% dos planos de sa\u00fade privados para que seus empregados e dependentes possa ter acesso mais r\u00e1pido ao atendimento que necessitam &nbsp;n\u00e3o conseguem mais absorver os custos crescentes com sa\u00fade, cujos \u00edndices anuais tem sido muito superiores aos da infla\u00e7\u00e3o m\u00e9dia brasileira, \u00e9 por um novo modelo de governan\u00e7a e gest\u00e3o que teremos de caminhar, buscando integrar&nbsp; o sistema p\u00fablico e privado, compartilhando dados, reduzindo os desperd\u00edcios e evitando redund\u00e2ncias, gerando mais efici\u00eancia e efic\u00e1cia&nbsp; no diagn\u00f3stico e tratamento, implantando modelos assistenciais inovadores com uso da intelig\u00eancia artificial, implementar automa\u00e7\u00e3o de processos administrativos para evitar perdas e glosas, qualificar os profissionais de sa\u00fade para o novo mundo digital da sa\u00fade e gerenciar de forma transparente e acess\u00edvel pelos interessados, os sistemas de regula\u00e7\u00e3o, que hoje s\u00e3o uma verdadeira e inaceit\u00e1vel caixa preta.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos de ter em mente que o acesso sustent\u00e1vel \u00e9 o maior desafio da sa\u00fade brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o temos mais espa\u00e7o para desperd\u00edcios e inefici\u00eancia. O acesso \u00e0 sa\u00fade \u00e9 um dever moral e um direito civilizat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Para vencer esse desafio, temos de come\u00e7ar medindo o que fazemos, criando m\u00e9tricas e metas assistenciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos de mapear a estrutura m\u00e9dica assistencial em todo o pais para saber por georeferenciamento o que temos instalado de equipamentos diagnostico e terap\u00eautico, quais, quantos\u00a0 e onde est\u00e3o os especialistas, que tipo de leito\u00a0 hospitalar, geral ou especializado, possu\u00edmos, quais, quantas e onde existem as cl\u00ednicas especializadas em cada cidade e regi\u00e3o do nosso pa\u00eds, para que possamos alocar os corretamente recursos, otimizar o uso de nossa capacidade instalada \u00a0e integrar o sistema assistencial de forma eficiente e eficaz, atrav\u00e9s da interoperabilidade dos dados e atrav\u00e9s do modelo de economia colaborativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ser\u00e1 assim que conseguiremos dar um grande passo na integra\u00e7\u00e3o de um verdadeiro sistema \u00fanico de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Artigo publicado no<strong><a href=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/artigo-Josier-Vilar_Diario-do-Rio_nov25.pdf\"> Di\u00e1rio do Rio<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Josier Vilar, presidente da ACRJ. Artigo publicado no Di\u00e1rio do Rio.<br \/>\n03\/11\/2025<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":32651,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[12,82,79],"tags":[],"class_list":["post-40059","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-destaque_artigos","category-fala_presidente"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40059","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40059"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40059\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42566,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40059\/revisions\/42566"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32651"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40059"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40059"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40059"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}