{"id":37046,"date":"2025-07-01T09:55:24","date_gmt":"2025-07-01T12:55:24","guid":{"rendered":"https:\/\/acrj.org.br\/?p=37046"},"modified":"2025-07-24T11:08:59","modified_gmt":"2025-07-24T14:08:59","slug":"aprender-com-o-que-deu-certo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2025\/07\/01\/aprender-com-o-que-deu-certo\/","title":{"rendered":"Aprender com o que deu certo"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"37046\" class=\"elementor elementor-37046\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-da0e905 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"da0e905\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-6b9a9030\" data-id=\"6b9a9030\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-449786cf elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"449786cf\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\n<p>Por Paulo Hartung, Economista, \u00e9 ex-governador do Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n\n<p>Em um pa\u00eds reincidente em desperdi\u00e7ar oportunidades e repetir erros, com tantos percal\u00e7os em seu desenvolvimento, saltam aos olhos exemplos de setores que deram certo.<\/p>\n\n<p>S\u00e3o empreendimentos que geram emprego, levando desenvolvimento pa\u00eds afora. Cito a Embraer, protagonista no restrito mercado de aeronaves, e nosso agro moderno e pujante, que fez o pa\u00eds sair da posi\u00e7\u00e3o de importador para provedor de alimentos do mundo, com destaque para gr\u00e3os e prote\u00edna animal.<\/p>\n\n<p>Menciono, tamb\u00e9m, a internacionaliza\u00e7\u00e3o da WEG Motores, a Ra\u00edzen produzindo etanol 2G, o compromisso com a sustentabilidade da Natura, os avan\u00e7os em energia e minera\u00e7\u00e3o, entre in\u00fameros outros.<\/p>\n\n<p>O setor brasileiro de \u00e1rvores cultivadas est\u00e1 entre eles. Dados preliminares, que ser\u00e3o publicados em breve no relat\u00f3rio anual da Ib\u00e1 (Ind\u00fastria Brasileira de \u00c1rvores), mostram que esse setor planta em 10,5 milh\u00f5es de hectares no Brasil. Um crescimento de 2,2% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n\n<p>Essa amplia\u00e7\u00e3o se deu principalmente no estado do Mato Grosso do Sul, onde as planta\u00e7\u00f5es substituem pastagens de baixa produtividade, convertidas em florestas que proporcionam in\u00fameros benef\u00edcios ecossist\u00eamicos.<\/p>\n\n<p>Em todo o pa\u00eds, o setor planta 1,8 milh\u00e3o de \u00e1rvores por dia. Quando crescem, essas \u00e1rvores removem e estocam carbono da atmosfera, ajudando no desafio planet\u00e1rio de enfrentamento da emerg\u00eancia clim\u00e1tica.<\/p>\n\n<p>Trata-se de uma ind\u00fastria que se destaca no uso da terra por seu manejo sustent\u00e1vel, com mosaicos florestais que intercalam planta\u00e7\u00f5es de \u00e1rvores com \u00e1reas de mata nativa. Ao todo, s\u00e3o mais de 7 milh\u00f5es de hectares de florestas nativas conservadas. O mapeamento dos plantios florestais e das \u00e1reas conservadas \u00e9 realizado a partir de imagens via sat\u00e9lite, captadas e analisadas pela startup Canopy Remote Sensing Solutions.<\/p>\n\n<p>\u00c9 um setor que cedo buscou rigorosas certifica\u00e7\u00f5es internacionais que atestam a sustentabilidade de seu modelo de neg\u00f3cio e foi abrir mercados mundo afora. Em 2024, a ind\u00fastria de \u00e1rvores cultivadas exportou US$ 15,7 bilh\u00f5es, um crescimento de 23,5% em rela\u00e7\u00e3o a 2023.<\/p>\n\n<p>Na contram\u00e3o da acelerada desindustrializa\u00e7\u00e3o nacional, vem inaugurando uma nova planta a cada ano e meio. A expans\u00e3o est\u00e1 garantida, com investimentos previstos de R$ 105 bilh\u00f5es at\u00e9 2028.<\/p>\n\n<p>Para ilustrar esse cen\u00e1rio, apenas em junho tivemos tr\u00eas not\u00edcias de peso. A Melhoramentos lan\u00e7ou uma novidade no Brasil: uma embalagem produzida com mat\u00e9ria-prima renov\u00e1vel a partir da fibra de celulose, alternativa \u00e0quelas de origem f\u00f3ssil. Resistente \u00e0 \u00e1gua, umidade, \u00f3leo e altas temperaturas, a embalagem pode ir do freezer ao forno, tem menor pegada de carbono e \u00e9 compost\u00e1vel em at\u00e9 75 dias.<\/p>\n\n<p>A Munksj\u00f6, por sua vez, inaugurou em Caieiras, regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, a renova\u00e7\u00e3o de seu maquin\u00e1rio de papel decorativo. Com isso, a empresa dobrou sua capacidade de produ\u00e7\u00e3o para a Am\u00e9rica Latina, podendo atender todo o mercado brasileiro e aumentar as exporta\u00e7\u00f5es para a regi\u00e3o. A Munksj\u00f6 passa tamb\u00e9m a ter um processo que consome menos \u00e1gua e energia, e gera menos res\u00edduos e emiss\u00f5es.<\/p>\n\n<p>A Suzano, maior produtora de celulose de fibras curtas do planeta, refor\u00e7ou seu caminho na produ\u00e7\u00e3o de papeis para higiene pessoal ao anunciar a forma\u00e7\u00e3o de uma joint venture com a Kimberly-Clark. A sede ser\u00e1 na Holanda e abra\u00e7a a opera\u00e7\u00e3o de 22 f\u00e1bricas, localizadas em 14 pa\u00edses espalhados por Europa, \u00c1sia, Pac\u00edfico, Oriente M\u00e9dio, \u00c1frica, Am\u00e9rica do Sul e Central. A not\u00edcia aponta para a maturidade do setor e a vis\u00e3o estrat\u00e9gica que preside as decis\u00f5es da empresa.<\/p>\n\n<p>No ano passado, a Ib\u00e1 passou a representar tamb\u00e9m uma nascente ind\u00fastria no pa\u00eds, a de restaura\u00e7\u00e3o florestal e silvicultura de nativas. S\u00e3o empresas que, juntas, est\u00e3o movimentando bilh\u00f5es de reais com produ\u00e7\u00e3o de sementes e mudas, preparo de solo, aquisi\u00e7\u00e3o de terras, manejo e controle de pragas. O surgimento dessas iniciativas refor\u00e7a a voca\u00e7\u00e3o que temos para sermos protagonistas e uma pot\u00eancia global em solu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza (SbN) e no mercado mundial de carbono.<\/p>\n\n<p>Apesar de o setor viver ciclo positivo, temos tamb\u00e9m desafios. Um deles \u00e9 o de infraestrutura: faltam boas rodovias, ferrovias e, principalmente, portos para escoar a produ\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m temos de superar quest\u00f5es ligadas \u00e0 oferta de m\u00e3o de obra, pois a forma\u00e7\u00e3o de pessoal qualificado no Brasil n\u00e3o tem acompanhado o crescimento dessa ind\u00fastria. Outro entrave \u00e9 o da conectividade no campo. E h\u00e1, ainda, o grav\u00edssimo desafio da seguran\u00e7a jur\u00eddica e regulat\u00f3ria, com o processo de judicializa\u00e7\u00e3o excessiva.<\/p>\n\n<p>Nosso pa\u00eds tem diante de si a oportunidade hist\u00f3rica de fortalecer cadeias produtivas como essas, que j\u00e1 entregam resultados expressivos e sustent\u00e1veis. Al\u00e9m disso, \u00e9 necess\u00e1rio aprender com os acertos e parar de repetir erros. Segmentos exitosos iluminam o caminho que devemos seguir para encarar os problemas que dificultam o crescimento nacional. \u00c9 urgente que os bons exemplos deixem de ser exce\u00e7\u00e3o e passem a representar o novo padr\u00e3o de desenvolvimento\u00a0do\u00a0Brasil.<\/p>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Paulo Hartung, Economista, e ex-governador do Esp\u00edrito Santo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":37048,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-37046","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37046","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37046"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37046\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37048"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37046"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37046"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37046"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}