{"id":35743,"date":"2025-04-20T09:00:00","date_gmt":"2025-04-20T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/acrj.org.br\/?p=35743"},"modified":"2025-04-30T11:30:43","modified_gmt":"2025-04-30T14:30:43","slug":"a-pascoa-festiva-ovos-coelhos-e-chocolate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2025\/04\/20\/a-pascoa-festiva-ovos-coelhos-e-chocolate\/","title":{"rendered":"A P\u00e1scoa festiva: ovos, coelhos e chocolate"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Reinaldo Paes Barreto, membro do Conselho Empresarial de Cultura da ACRJ<\/p>\n\n\n\n<p>O s\u00e1bado de aleluia e o domingo de P\u00e1scoa s\u00e3o, talvez, as festas religiosas mais em torno da fam\u00edlia do calend\u00e1rio can\u00f4nico. E j\u00e1 \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o que vem de longe, celebrar a ocasi\u00e3o usando as marcas da P\u00e1scoa: ovos e coelhos de chocolate.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas por que ovos e coelhos? Pelo sentido simb\u00f3lico que estas duas marcas representam para o cristianismo, porque a exist\u00eancia est\u00e1 ali representada pela met\u00e1fora do ovo, a v\u00e9spera da vida, e dos coelhos, esp\u00e9cie c\u00e9lebre pela velocidade e quantidade de sua ninhada. Ou seja, a met\u00e1fora da multiplica\u00e7\u00e3o de fi\u00e9is e devotos.<\/p>\n\n\n\n<p>E aonde entra o chocolate? A partir do seguinte cen\u00e1rio: durante os s\u00e9culos 8, 9 e at\u00e9 o 17, e para incorporar as crian\u00e7as ao clima da P\u00e1scoa, era tradi\u00e7\u00e3o na Europa esconder ovos \u201cde verdade\u201d \u2013 embora cozidos e pintados \u2013 nos canteiros, cal\u00e7adas e demais esconderijos dom\u00e9sticos ou p\u00fablicos, para despertar o sentido de busca do universo infantil.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 que algum criativo chocolatier franc\u00eas teve a ideia brilhante de produzir ovos de chocolate, para estender o consumo aos adultos. Pegou e foi sucesso imediato. O passo seguinte, n\u00e3o sei se o mesmo, ou outro chocolatier, tamb\u00e9m franc\u00eas, foi usar a f\u00f3rmula do modelo real (coelhos) elaborados com chocolate, como estes da vitrine que eu fotografei h\u00e1 muitos anos, na Rue de Rennes, em Paris.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"591\" height=\"434\" src=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/chocolate-e1733413189619.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-33362\" style=\"width:350px\" srcset=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/chocolate-e1733413189619.jpeg 591w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/chocolate-e1733413189619-300x220.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 591px) 100vw, 591px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Vitrine na Rue de Rennes<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Finalmente, um olhar sobre o chocolate. Origin\u00e1rio do M\u00e9xico, onde os maias o preparavam na forma l\u00edquida, ele foi levado para a Espanha pelo conquistador Cortez, em 1528, que al\u00e9m de traz\u00ea-lo para a sua terra ensinou os seus patr\u00edcios a melhorar maneira de torrar as sementes do cacau, e servi-lo quente. O sucesso foi tanto que a bebida se espalhou pela Europa e de l\u00e1 para o mundo americano do norte, e \u201ccapturou\u201d uma legi\u00e3o de consumidores.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o mercado \u00e9 exigente e quer sempre algo mais. Desde o final do s\u00e9culo XX, ent\u00e3o, os franceses (sempre eles) come\u00e7aram a produzir o que chamaram os chocolates varietais, isto \u00e9, chocolates elaborados a partir de um s\u00f3 tipo de semente de cacau. E essas sementes, por sua vez, s\u00e3o exclusivas das maiores regi\u00f5es produtoras do mundo: a Costa do Marfim, Gana,&nbsp; Equador, Camar\u00f5es, Nig\u00e9ria, Brasil, Indon\u00e9sia e Papua, segunda dados da OMC de 2024. E pasmem: no nosso pa\u00eds, o Par\u00e1 desbancou a Bahia na produ\u00e7\u00e3o, porque o ataque da vassoura-de-bruxa devastou a regi\u00e3o de Ilh\u00e9us e as planta\u00e7\u00f5es vizinhas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E para finalizar, uma \u201cultrassonografia\u201d dos apaixonados por chocolate. Eles se repartem em quatro categorias, a partir do mais dependente para o menos: &nbsp;os choc\u00f3latras, os consumidores \u201cde peso\u201d, os bissextos e os \u201cvol\u00faveis\u201d, que s\u00e3o os que \u00e0s vezes trocam o chocolate puro por nutelas, brownies e at\u00e9 nescau &#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Seja como for, o chocolate \u00e9 um dos alimentos mais populares do mundo, porque a combina\u00e7\u00e3o de seus componentes ativa o sistema de recompensa do c\u00e9rebro. <\/p>\n\n\n\n<p>(*) Esclarecimento importante: a coelha n\u00e3o p\u00f5e ovos. Os coelhos s\u00e3o mam\u00edferos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-edited-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-33479\" style=\"width:350px\" srcset=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-edited-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-edited-300x225.jpg 300w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-edited-768x576.jpg 768w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-edited.jpg 1138w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Reinaldo Paes Barreto \u00e9 assessor da presid\u00eancia do INPI<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Reinaldo Paes Barreto, membro do Conselho Empresarial de Cultura da ACRJ.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":35747,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-35743","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35743","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35743"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35743\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35747"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35743"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35743"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35743"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}