{"id":35150,"date":"2025-03-24T17:39:49","date_gmt":"2025-03-24T20:39:49","guid":{"rendered":"https:\/\/acrj.org.br\/?p=35150"},"modified":"2025-03-28T21:18:26","modified_gmt":"2025-03-29T00:18:26","slug":"desafios-e-conquistas-das-mulheres-na-magistratura-foram-temas-de-seminario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2025\/03\/24\/desafios-e-conquistas-das-mulheres-na-magistratura-foram-temas-de-seminario\/","title":{"rendered":"Desafios e conquistas das mulheres na Magistratura foram temas de Semin\u00e1rio"},"content":{"rendered":"\n<p>Cerca de 100 mulheres, entre membros do Conselho Empresarial da Mulher da ACRJ e convidadas, participaram do Semin\u00e1rio promovido nesta 2\u00aa feira, 24\/3, pela presidente do Conselho, Michelle Novaes, na sede da ACRJ. O encontro contou ainda com a presen\u00e7a do presidente da ACRJ, Josier Vilar, e do presidente do Conselho Superior, Ruy Barreto Filho. O evento reuniu especialistas de diferentes frentes do setor jur\u00eddico para debater os avan\u00e7os conquistados, os obst\u00e1culos persistentes e as perspectivas para o futuro da mulher na advocacia, magistratura e demais carreiras jur\u00eddicas. <\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u201cMulheres no Direito: Desafios, Conquistas e o Futuro da Advocacia e da Magistratura\u201d, foi debatido pela Desembargadora Federal, Carmem Silvia Liam de Arruda; a vice-presidente Jur\u00eddica da Cyrella, Rafaella Carvalho Corti; a membro da EMERJ (Escola da Magistratura do RJ), Desembargadora Jacqueline Montenegro, do TJRJ; a presidente do CBMA (Centro Brasileiro de Media\u00e7\u00e3o e Arbitragem), Mariana Freitas de Souza; e a presidente da AMAERJ (Associa\u00e7\u00e3o dos Magistrados do Estado do RJ), Eunice Haddad.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/mesas-2-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-35168\" style=\"width:350px\" srcset=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/mesas-2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/mesas-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/mesas-2-768x512.jpg 768w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/mesas-2-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/mesas-2-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto Miguel S\u00e1<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ao abrir o encontro, Michelle Novaes, disse que, apesar de o ambiente jur\u00eddico ter evolu\u00eddo, as mulheres ainda enfrentam desafios significativos para alcan\u00e7ar posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a e consolidar sua presen\u00e7a em diversas \u00e1reas do Direito. \u201cComo presidente do Conselho da Mulher, sei que estar em uma posi\u00e7\u00e3o de influ\u00eancia n\u00e3o \u00e9 apenas um privil\u00e9gio, \u00e9 uma responsabilidade. Hoje, temos aqui grandes refer\u00eancias do mundo jur\u00eddico, desembargadoras que representam a excel\u00eancia no Judici\u00e1rio e executivas que lideram nos setores p\u00fablico e privado. S\u00e3o mulheres que abriram caminhos e que, com sua trajet\u00f3ria, provam que compet\u00eancia, \u00e9tica e prop\u00f3sito s\u00e3o essenciais para transformar nossa profiss\u00e3o e a sociedade\u201d, ressaltou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1632\" height=\"918\" src=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/michelle-edited.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-35156\" style=\"width:350px\" srcset=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/michelle-edited.jpg 1632w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/michelle-edited-300x169.jpg 300w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/michelle-edited-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/michelle-edited-768x432.jpg 768w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/michelle-edited-1536x864.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1632px) 100vw, 1632px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Michelle Novaes<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Josier Vilar aproveitou a oportunidade para ressaltar a miss\u00e3o da ACRJ. \u201cA Associa\u00e7\u00e3o Comercial, que \u00e9 a Casa de Mau\u00e1, tem a miss\u00e3o de ser a casa do empres\u00e1rio, e \u00e9 com esse esp\u00edrito que devemos trabalhar para fortalecer o empreendedorismo em nosso estado. Um dos principais focos dessa nossa atua\u00e7\u00e3o deve ser aumentar o n\u00famero de mulheres empreendedoras no Rio de Janeiro. Fa\u00e7o aqui um chamado \u00e0 minha presidente Michele e a todos os representantes da magistratura e do ambiente jur\u00eddico para que possamos promover uma discuss\u00e3o mais ampla sobre como fomentar o empreendedorismo feminino. O Rio de Janeiro tem todo o potencial para se tornar uma refer\u00eancia nacional nesse campo\u201d, afirmou. Em sua fala, Ruy Barreto Filho disse que o Conselho da Mulher \u00e9 uma refer\u00eancia e pode atrair mulheres de outros Conselhos da Casa de Mau\u00e1, assim como outras lideran\u00e7as femininas para fazer parte da ACRJ.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"461\" src=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_20250324_124742442_HDR-1024x461.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-35164\" style=\"width:350px\" srcset=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_20250324_124742442_HDR-1024x461.jpg 1024w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_20250324_124742442_HDR-300x135.jpg 300w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_20250324_124742442_HDR-768x345.jpg 768w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_20250324_124742442_HDR-1536x691.jpg 1536w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_20250324_124742442_HDR-2048x921.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Josier Vilar e Ruy Barreto Filho com as participantes<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Um rico e estimulante debate abordou desde quest\u00f5es estruturais at\u00e9 iniciativas e pol\u00edticas p\u00fablicas que promovem a participa\u00e7\u00e3o feminina no universo jur\u00eddico. Todas as convidadas falaram um pouco sobre suas experi\u00eancias pessoais em conciliar vida privada e profissional e os desafios que enfrentaram e ainda enfrentam at\u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>Como primeira mulher presidente do CBMA, <strong>Mariana Souza<\/strong> contou sua experi\u00eancia ao ingressar no Centro e perceber que, assim como em outras c\u00e2maras arbitrais, a forma\u00e7\u00e3o dos Tribunais era predominantemente masculina, com aproximadamente 80% dos casos sendo conduzidos por Tribunais compostos exclusivamente por homens. Diante dessa realidade, ela adotou em sua gest\u00e3o uma medida simples, por\u00e9m significativa: incluir um par\u00e1grafo nos despachos emitidos pelo CBMA, incentivando a considera\u00e7\u00e3o da diversidade na escolha do presidente do Tribunal Arbitral. Segundo ela, o impacto dessa a\u00e7\u00e3o superou toas as suas expectativas, j\u00e1 muitos \u00e1rbitros homens relataram que, ao lerem esse par\u00e1grafo, passaram a refletir sobre a inclus\u00e3o de mulheres na presid\u00eancia dos Tribunais Arbitrais. \u201cEssa pequena mudan\u00e7a no texto oficial contribuiu para trazer o tema da diversidade para o centro das decis\u00f5es, ampliando a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia de representatividade no setor\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>A Desembargadora <strong>Jacqueline Montenegro<\/strong> falou sobre educa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, especialmente seu papel na promo\u00e7\u00e3o da equidade de g\u00eanero, e como fomentar a participa\u00e7\u00e3o de mulheres em cargos de destaque na magistratura e no Minist\u00e9rio P\u00fablico. \u201cMas enfrentamos um desafio fundamental: a forma\u00e7\u00e3o jur\u00eddica tradicional n\u00e3o preparou os profissionais para lidar com a diversidade. O ensino jur\u00eddico sempre esteve focado em um modelo cl\u00e1ssico, que n\u00e3o contemplava as especificidades de diferentes grupos sociais, perpetuando uma vis\u00e3o restrita e limitada da justi\u00e7a. Esse vi\u00e9s parcial moldou n\u00e3o apenas a cria\u00e7\u00e3o das leis, mas tamb\u00e9m a atua\u00e7\u00e3o dos operadores do Direito, como ju\u00edzes, advogados e promotores, impactando a forma como a justi\u00e7a \u00e9 aplicada. A cren\u00e7a na imparcialidade e na igualdade formal perdeu sua for\u00e7a quando confrontada com uma sociedade que, longe de ser homog\u00eanea, \u00e9 profundamente diversa\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Eunice Haddad<\/strong>, pela AMAERJ, destacou desafios e avan\u00e7os institucionais das mulheres na magistratura e o crescimento &#8211; ainda menor do que o ideal &#8211; da participa\u00e7\u00e3o feminina neste segmento, assim como as barreiras culturais e institucionais que ainda precisam ser superadas. De acordo com ela, a trajet\u00f3ria das mulheres na magistratura \u00e9 repleta de desafios e conquistas e, inspiradas por figuras que conciliam m\u00faltiplos pap\u00e9is, como ju\u00edzas, professoras, m\u00e3es, muitas mulheres buscam alcan\u00e7ar posi\u00e7\u00f5es de destaque no Judici\u00e1rio. \u201cComo presidente da AMAERJ, atualmente em meu segundo mandato, atuo diretamente nas pautas legislativas e institucionais que impactam a magistratura e a sociedade. Contudo, em diversas reuni\u00f5es e decis\u00f5es estrat\u00e9gicas, ainda me vejo como a \u00fanica mulher presente, evidenciando um cen\u00e1rio que precisa de transforma\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"624\" src=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_20250324_113921021_HDR_AE2-1024x624.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-35158\" style=\"width:350px\" srcset=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_20250324_113921021_HDR_AE2-1024x624.jpg 1024w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_20250324_113921021_HDR_AE2-300x183.jpg 300w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_20250324_113921021_HDR_AE2-768x468.jpg 768w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_20250324_113921021_HDR_AE2-1536x936.jpg 1536w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_20250324_113921021_HDR_AE2.jpg 1980w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Jacqueline Montenegro, Mariana Souza e Eunice Haddad<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A Desembargadora <strong>Carmem Silvia<\/strong> ressaltou a necessidade de reduzir desigualdades, afirmando que a igualdade te\u00f3rica, que est\u00e1 em textos profissionais, confer\u00eancias e documentos institucionais, \u00e9 conhecida, mas o desafio real est\u00e1 na pr\u00e1tica, porque a realidade das mulheres no mercado de trabalho ainda reflete obst\u00e1culos estruturais. \u201cA trajet\u00f3ria profissional feminina muitas vezes se assemelha a um jogo de tabuleiro: um passo \u00e0 frente, dois para tr\u00e1s. A carreira \u00e9 interrompida, desacelerada e, em alguns casos, at\u00e9 descartada. Onde est\u00e1, afinal, a oportunidade real?\u201d, questionou. Segundo ela, \u201ca verdadeira igualdade de oportunidades n\u00e3o \u00e9 apenas um conceito bonito nos discursos, mas uma estrutura concreta que permita \u00e0s mulheres avan\u00e7ar sem precisar provar o tempo todo que s\u00e3o capazes, apesar das barreiras invis\u00edveis. Esse \u00e9 o desafio que ainda precisamos superar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Falando sobre a inclus\u00e3o de mulheres no mercado de trabalho, no caso especial da Cyrela, <strong>Rafaella Corti<\/strong> destacou o trabalho realizado pelo Instituto Cyrela, do qual \u00e9 diretora, que tem o objetivo de estruturar e instrumentalizar a pol\u00edtica de investimento social privado da empresa. Ela mostrou o trabalho realizado pelo projeto Construtora de Sonhos, uma iniciativa desenvolvida em parceria com a ONG Fala Mulher e o Senai. O programa, criado h\u00e1 tr\u00eas anos, \u00e9 voltado para mulheres em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade, muitas delas acolhidas em casas de abrigo. O programa j\u00e1 formou 100 mulheres na \u00e1rea de ajudante de eletricista, uma fun\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica dentro da cadeia da constru\u00e7\u00e3o civil e muito demandada no setor, todas elas empregadas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"567\" src=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_20250324_113445695_HDR_AE2.jpg_1-1024x567.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-35157\" style=\"width:350px\" srcset=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_20250324_113445695_HDR_AE2.jpg_1-1024x567.jpg 1024w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_20250324_113445695_HDR_AE2.jpg_1-300x166.jpg 300w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_20250324_113445695_HDR_AE2.jpg_1-768x425.jpg 768w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_20250324_113445695_HDR_AE2.jpg_1-1536x850.jpg 1536w, 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