{"id":33840,"date":"2025-01-22T15:28:57","date_gmt":"2025-01-22T18:28:57","guid":{"rendered":"https:\/\/acrj.org.br\/?p=33840"},"modified":"2025-01-22T15:38:37","modified_gmt":"2025-01-22T18:38:37","slug":"dica-para-o-verao-vinho-verde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2025\/01\/22\/dica-para-o-verao-vinho-verde\/","title":{"rendered":"Dica para o ver\u00e3o: vinho verde"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Reinaldo Paes Barreto, membro do Conselho Empresarial de Cultura da ACRJ<\/p>\n\n\n\n<p>E n\u00e3o se assustem: o vinho verde, n\u00e3o \u00e9 verde. Ele \u00e9 assim chamado por algumas raz\u00f5es. A primeira, menos significativa, seria uma coer\u00eancia crom\u00e1tica, porque o manto que cobre esse vasto territ\u00f3rio do noroeste de Portugal, descendo pelas serras, cobrindo os vales e que se estende at\u00e9 o mar, de Melga\u00e7o ao Vale de Cambra, e subindo at\u00e9 o velho Minho, \u00e9 verde. \u201cVerde que te quero verde\u201d, como no poema do Garcia Lorca. Mas, hoje, al\u00e9m de verde, o Minho acrescentou \u00e0 paisagem centen\u00e1ria as turbinas e\u00f3licas capturando o vento e se insere no mapa mundial da inova\u00e7\u00e3o e da energia limpa.<\/p>\n\n\n\n<p>Segunda raz\u00e3o, e a principal: \u201dVinho Verde\u201d \u00e9 uma denomina\u00e7\u00e3o de origem que foi criada em 1908, pelo governo portugu\u00eas, para identificar os vinhos jovens produzidos naquela regi\u00e3o. Hoje eles s\u00e3o certificados pela Comiss\u00e3o de Viticultura da Regi\u00e3o dos Vinhos Verdes (CVRVV), que lhes outorga o selo de Denomina\u00e7\u00e3o de Origem Protegida (DOP), ou seja, quando a reputa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o na elabora\u00e7\u00e3o do produto acrescenta valor ao territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, a pergunta: mas, afinal, qual a diferen\u00e7a entre um vinho verde e um vinho branco \u201cnormal\u201d? Resposta: o \u201cterroir\u201d, que como sabemos, \u00e9 o conjunto de fatores como o clima, a composi\u00e7\u00e3o do solo, a altitude do terreno e a umidade do ambiente que v\u00e3o definir o mapa gen\u00e9tico das parreiras ali cultivadas h\u00e1 incont\u00e1veis gera\u00e7\u00f5es de agricultores. Ou, em termos pr\u00e1ticos, ali nascem uvas ricas em \u00e1cidos, e pobres em a\u00e7\u00facar. Assim, a fermenta\u00e7\u00e3o N\u00c3O TERMINA com a vinifica\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o normal na maioria dos vinhos, e continua dentro da garrafa, mais ou menos como a dupla fermenta\u00e7\u00e3o que ocorre pelo m\u00e9todo \u201cchampenoise\u201d, utilizado na elabora\u00e7\u00e3o dos champagnes. E o g\u00e1s carb\u00f4nico, fruto dessa fermenta\u00e7\u00e3o malol\u00e1tica, \u00e9 que produz na boca esse agulhamento que lembra \u201ca picada\u201d dos espumantes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"591\" height=\"594\" src=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/vinho-verde.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-33844\" style=\"width:320px\" srcset=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/vinho-verde.jpeg 591w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/vinho-verde-298x300.jpeg 298w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/vinho-verde-150x150.jpeg 150w\" sizes=\"(max-width: 591px) 100vw, 591px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Casal Garcia, o embaixador dos vinhos verdes no Brasil<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O verde branco \u00e9 um vinho sempre mo\u00e7o, fresco, vibrante, com notas minerais. Serve como aperitivo, com azeitonas ou tremo\u00e7os e acompanha bem frutos do mar, peixes (preparados ou crus), mariscos, ostras. E vou mais longe: no ver\u00e3o, eu vou de vinho branco com boa acidez, como os \u201cverdes\u201d, para escoltar picanha de su\u00edno e carnes menos molhadas. Ou tamb\u00e9m para enxugar gorduras. Eu, por exemplo, harmonizo feijoada com vinho verde, ou com Sauvingon Blanc. E quem torcer o nariz, sugiro que reze uma ora\u00e7\u00e3o para Santo Eust\u00e1quio&#8230;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5005\" style=\"width:300px\" srcset=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-600x400.jpg 600w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-300x200.jpg 300w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-768x512.jpg 768w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Reinaldo Paes Barreto \u00e9 assessor da diretoria do INPI\u00a0<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Reinaldo Paes Barreto, membro do Conselho Empresarial de Cultura da ACRJ.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":33854,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[12,82],"tags":[],"class_list":["post-33840","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-destaque_artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33840","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33840"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33840\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/33854"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33840"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33840"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33840"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}