{"id":33558,"date":"2024-12-16T12:38:23","date_gmt":"2024-12-16T15:38:23","guid":{"rendered":"https:\/\/acrj.org.br\/?p=33558"},"modified":"2026-04-07T12:17:38","modified_gmt":"2026-04-07T15:17:38","slug":"o-amanha-e-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2024\/12\/16\/o-amanha-e-hoje\/","title":{"rendered":"O amanh\u00e3 \u00e9 hoje"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Josier Vilar, m\u00e9dico e presidente da Associa\u00e7\u00e3o Comercial do Rio de Janeiro &#8211; ACRJ. Artigo publicado no Correio da Manh\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>A recente decis\u00e3o do Copom, que elevou a taxa dos juros para 12.5%, levando o Brasil a 2\u00aa maior taxa de juros do mundo, aliada \u00e0 desvaloriza\u00e7\u00e3o do Real em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar, traz imensos preju\u00edzos para o ecossistema empresarial brasileiro. E impacta, especialmente, o custo de vida de todos os cidad\u00e3os, uma vez que os juros banc\u00e1rios aumentam e o pre\u00e7o dolarizado de todos os insumos e produtos importados encarecem.<\/p>\n\n\n\n<p>Do p\u00e3ozinho nosso de cada dia \u00e0 passagem de avi\u00e3o, tudo tem seus pre\u00e7os aumentados em fun\u00e7\u00e3o desse quadro. O trigo e o querosene s\u00e3o dolarizados, assim como a imensa maioria dos produtos e servi\u00e7os que consumimos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com exce\u00e7\u00e3o dos rentistas, nenhum setor da economia fica imune ao aumento dos juros ou \u00e0 desvaloriza\u00e7\u00e3o do Real, ocasionados por uma press\u00e3o inflacion\u00e1ria decorrente, principalmente, da d\u00edvida p\u00fablica e dos gastos crescentes com uma ineficiente e cara m\u00e1quina governamental.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o existe alternativa para o enfrentamento desse dilema em que nos encontramos que n\u00e3o seja atrav\u00e9s do aumento das receitas e\/ou da redu\u00e7\u00e3o das despesas com o custeio da m\u00e1quina p\u00fablica em seus tr\u00eas n\u00edveis: Executivo, Legislativo e Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Como n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para aumento de impostos que possam incrementar receitas, a alternativa de curto prazo seria reduzir as despesas p\u00fablicas, o que passa, necessariamente, por um choque de gest\u00e3o para melhorar e automatizar processos operacionais, gerando efici\u00eancia e redu\u00e7\u00e3o do desperd\u00edcio, e limitar os altos valores salariais de parte do funcionalismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para agravar o problema, estamos diante de um imenso desafio geracional. Estima-se que at\u00e9 2040 o Brasil ter\u00e1 perdido o b\u00f4nus demogr\u00e1fico e estabilizado sua popula\u00e7\u00e3o com tend\u00eancia \u00e0 redu\u00e7\u00e3o. Seremos um pa\u00eds envelhecido e menor em termos populacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou iniciamos agora uma reforma administrativa, que gere mais efici\u00eancia de gest\u00e3o, e uma revolu\u00e7\u00e3o educacional para o novo mundo da intelig\u00eancia artificial, incluindo jovens em novo modelo pedag\u00f3gico e idosos num modelo andragr\u00f3gico de aprendizado para que todos possam responder aos desafios que vem pela frente, ou o Brasil caminhar\u00e1, inexoravelmente, para o andar de baixo do processo civilizat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Se queremos alcan\u00e7ar o desenvolvimento nacional, n\u00e3o poderemos abrir m\u00e3o de jovens e idosos na constru\u00e7\u00e3o de um novo pa\u00eds. A perda do b\u00f4nus demogr\u00e1fico atesta isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem uma imediata reforma administrativa, que reduza os custos da cara e ineficiente m\u00e1quina, desperd\u00edcios e suspens\u00e3o de benef\u00edcios salariais exorbitantes, al\u00e9m de ren\u00fancias fiscais inaceit\u00e1veis, n\u00e3o teremos sa\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de estarmos vivendo uma queda hist\u00f3rica na taxa de desemprego, de o PIB estar crescendo, da mis\u00e9ria e fome estarem reduzindo e do projeto \u201cp\u00e9 de meia\u201d ser um sucesso na reten\u00e7\u00e3o escolar, o desafio \u00e9 como manter esse quadro positivo somente pelo financiamento atrav\u00e9s do agroneg\u00f3cio, petr\u00f3leo, soja e ferro.<\/p>\n\n\n\n<p>Precisamos crescer em servi\u00e7os e deixar de ser dependentes de inova\u00e7\u00f5es produzidas no exterior pagando royalties que nos endividam cada dia mais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para crescermos em servi\u00e7os, principal vetor de expans\u00e3o das economias modernas do mundo, temos de investir na inova\u00e7\u00e3o como fez a China.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil precisa criar as bases para o desenvolvimento nacional sustent\u00e1vel atrav\u00e9s da promo\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os inovadores baseados no modelo de economia colaborativa e criativa com parcerias entre governo, empres\u00e1rios e universidades com pensamento e pr\u00e1ticas inovadoras e digitais.<\/p>\n\n\n\n<p>Somente com esse trip\u00e9 &#8211; governo eficiente, empresas arrojadas, universidades inovadoras &#8211; conseguiremos crescer, reduzir juros e valorizar o Real, gerando empregos de qualidade, renda, prosperidade, lucro e bem-estar social.<\/p>\n\n\n\n<p>A hora \u00e9 agora.<\/p>\n\n\n\n<p>Publicado originalmente no <strong><a href=\"https:\/\/www.correiodamanha.com.br\/opiniao\/2024\/12\/174050-o-amanha-e-hoje.html\">Correio da Manh\u00e3<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Josier Vilar, m\u00e9dico e presidente da Associa\u00e7\u00e3o Comercial do Rio de Janeiro &#8211; ACRJ. 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