{"id":33477,"date":"2024-12-16T10:00:00","date_gmt":"2024-12-16T13:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/acrj.org.br\/?p=33477"},"modified":"2024-12-16T12:21:42","modified_gmt":"2024-12-16T15:21:42","slug":"rir-e-o-melhor-remedio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2024\/12\/16\/rir-e-o-melhor-remedio\/","title":{"rendered":"Rir \u00e9 o melhor rem\u00e9dio"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Reinaldo Paes Barreto, membro do Conselho Empresarial de Cultura da ACRJ<\/p>\n\n\n\n<p>Roubo esse t\u00edtulo de uma se\u00e7\u00e3o muito interessante da revista Sele\u00e7\u00f5es Reader Digest, e assino embaixo, porque o riso \u00e9 uma rea\u00e7\u00e3o emocional (genu\u00edna ou provocada) diante de certas situa\u00e7\u00f5es que a vida apresenta. Por isso, o assunto \u201crir\u201d \u00e9 mais s\u00e9rio do que possa parecer, e ocorre a partir de duas grandes premissas: o riso instintivo e o riso social. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O riso instintivo pode ser provocado por uma situa\u00e7\u00e3o c\u00f4mica (algu\u00e9m erra de cadeira e cai no ch\u00e3o, por exemplo), pelo contraste, pelo absurdo, pelo inesperado, ou pelo surrealismo (um gigante sentado num penico&#8230;). J\u00e1 o riso social pode ser provocado pela inten\u00e7\u00e3o de usar o riso com uma das duas \u201carmas\u201d \u2013 defesa,&nbsp; quando uma situa\u00e7\u00e3o constrange \u2013 ou discurso, para apontar o errado, o falso, o rid\u00edculo, o absurdo. Nesse campo, n\u00e3o \u00e9 o riso \u201cdo autor\u201dque conta, \u00e9 de quem l\u00ea ou v\u00ea (filme, charges, caricaturas). Na literatura portuguesa, por exemplo, o grande sarc\u00e1stico foi o E\u00e7a de Queiroz, enquanto no Brasil (mais para o ir\u00f4nico) foi o Machado de Assis. Assim como no cinema Chaplin e Fellini,&nbsp; foram mestres. No Brasil, em programas de TV o J\u00f4 Soares e o Chico An\u00edsio foram insuper\u00e1veis, enquanto na charge os dois grandes foram o Ziraldo e o Henfil. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas vamos adiante: ainda sobre o riso instintivo, h\u00e1 o riso-rel\u00e2mpago, provocado por um fato externo repentino &#8212; como uma boa piada, \u00e9 a\u00ed ele provoca a gargalhada &#8212; e h\u00e1 o riso social, ou for\u00e7ado, que \u00e9 mais um sorriso, e atua ou como postura em sociedade (para ensaiar empatia em um evento formal: congressos, cerim\u00f4nias oficiais, casamentos, ou at\u00e9 uma paquera. Ou, ainda, para posar para um quadro ou uma foto. <\/p>\n\n\n\n<p>E nessa categoria, o mais famoso sorriso \u00e9 o da Monalisa. Um estudo recente, feito por neurocirurgi\u00f5es ingleses, analisou os muitos ensaios de Da Vinci para pintar o quadro e conclu\u00edram que o movimento labial dela indica a) assimetria; b) falsidade! Ou seja, segundo eles, n\u00e3o h\u00e1 ativa\u00e7\u00e3o da musculatura da face superior, essencial para que o sorriso revele felicidade e bem-estar. E o sorriso no c\u00e9lebre quadro, n\u00e3o. \u00c9 \u201cmentiroso\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Tanto que outro franc\u00eas, o neurocientista Guillaume Duchenne, conclui que o sorriso dela \u00e9 fingido porque enquanto no riso genu\u00edno h\u00e1 um movimento simult\u00e2neo dos olhos (o chamado \u201cp\u00e9 de galinha\u201d), das p\u00e1lpebras e da bochecha, no \u201criso amarelo\u201d, ou for\u00e7ado, s\u00f3 entram em a\u00e7\u00e3o os m\u00fasculos zigom\u00e1ticos, que puxam os cantos da boca para cima e elevam a parte superior dos l\u00e1bios, mas sem mostrar os dentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, rir \u00e9 (realmente) o melhor rem\u00e9dio, mas como todo rem\u00e9dio, tem que ser usado na dose certa, na hora certa. Se n\u00e3o, o efeito pode ser contr\u00e1rio&#8230;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1138\" height=\"854\" src=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-edited.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-33479\" style=\"width:300px\" srcset=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-edited.jpg 1138w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-edited-300x225.jpg 300w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-edited-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-edited-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1138px) 100vw, 1138px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Reinaldo Paes Barreto \u00e9 assessor da diretoria do INPI&nbsp;<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Reinaldo Paes Barreto, membro do Conselho Empresarial de Cultura da ACRJ.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":33490,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[12,82],"tags":[],"class_list":["post-33477","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-destaque_artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33477","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33477"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33477\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/33490"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33477"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33477"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33477"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}