{"id":33359,"date":"2024-12-05T11:43:03","date_gmt":"2024-12-05T14:43:03","guid":{"rendered":"https:\/\/acrj.org.br\/?p=33359"},"modified":"2024-12-05T16:58:14","modified_gmt":"2024-12-05T19:58:14","slug":"chocolate-chocolatras-e-infieis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2024\/12\/05\/chocolate-chocolatras-e-infieis\/","title":{"rendered":"Chocolate, choc\u00f3latras e infi\u00e9is"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Reinaldo Paes Barreto, membro do Conselho Empresarial de Cultura da ACRJ<\/p>\n\n\n\n<p>Aproxima-se o Natal e embora a mesa natalina guarde vaga cativa para os perus e lombinhos, o chocolate \u00e9 coadjuvante garantido no card\u00e1pio. Vejamos, ent\u00e3o, um pouco do seu DNA.<\/p>\n\n\n\n<p>Origin\u00e1rio do M\u00e9xico, os maias o preparavam de forma l\u00edquida (h\u00e1 um filme imperd\u00edvel \u201cComo \u00c1gua para Chocolate\u201d) ele foi levado para a Espanha, por Cortez, em 1528, que ensinou aos seus patr\u00edcios a melhor maneira de torrar as sementes. E servi-lo quente.<\/p>\n\n\n\n<p>De l\u00e1, o chocolate viajou por toda a Europa, no s\u00e9culo seguinte. E foi nessa \u00e9poca que a corte francesa foi apresentada \u00e0 essa del\u00edcia e n\u00e3o parou mais de consumi-lo. A\u00ed, claro, surge sempre o inventor que monta no cavalo encilhado. Em 1659, por exemplo, o comerciante David Chaillou abriu a primeira chocolateria de Paris. Fez tanto sucesso que o Rei Lu\u00eds XIV lhe concedeu o privil\u00e9gio (*) de vender chocolate por 29 anos!<\/p>\n\n\n\n<p>Vida que segue. Desde o final do s\u00e9culo passado os franceses (sempre eles!) deram um passo similar \u00e0 ind\u00fastria do vinho, com os seus varietais (no caso do vinho produzidos com uma s\u00f3 casta: s\u00f3 Merlot, s\u00f3 Chardonnay, etc) e passaram a produzir &#8220;chocolates de origem&#8221;, ou seja, elaborados a partir de um \u00fanico tipo de semente de cacau. Essas sementes s\u00e3o exclusivas das maiores regi\u00f5es produtoras do mundo: a Costa do Marfim, Gana, Equador, Camar\u00f5es, Nig\u00e9ria, Brasil e Indon\u00e9sia, segundo dados da OMC de deste ano. Brasil. E pasmem, o Par\u00e1 desbancou a Bahia (que sofreu o ataque da vassoura-de-bruxa em seus cacaueiros) e \u00e9, hoje, o nosso maior produtor.<\/p>\n\n\n\n<p>Bom, por fim, vamos ao consumidor de chocolate. Estes se dividem em pelo menos quatro categorias: os choc\u00f3latras, os \u201cheavy users\u201d, os bissextos &#8230; e os \u201cinfi\u00e9is\u201d, que s\u00e3o aqueles quetraem o chocolate por \u201cqualquer\u201d nutela, brownie de nescau, e outros <em>gen\u00e9ricos <\/em>do precioso produto extra\u00eddo das sementes do cacau.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;(*) Os chocolatiers parisienses tiveram a ideia fabulosa de \u201cpautar\u201d o chocolate como iguaria da P\u00e1scoa-gourmet, juntando os seus dois s\u00edmbolos. Vejam, como exemplo, a foto desta vitrine na Rue de Rennes, em Saint-Germai-des-Pr\u00e9s, fotografada por mim em Paris no long\u00ednquo 1966.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Reinaldo Paes Barreto, membro do Conselho Empresarial de Cultura da ACRJ.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":33362,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[12,82],"tags":[],"class_list":["post-33359","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-destaque_artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33359","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33359"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33359\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/33362"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33359"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33359"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33359"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}