{"id":3294,"date":"2019-06-13T20:50:00","date_gmt":"2019-06-13T23:50:00","guid":{"rendered":"http:\/\/acrj2020.profissional.ws\/?p=3294"},"modified":"2020-03-02T20:52:31","modified_gmt":"2020-03-02T23:52:31","slug":"acrj-recebe-evento-para-debater-transparencia-e-cultura-de-integridade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2019\/06\/13\/acrj-recebe-evento-para-debater-transparencia-e-cultura-de-integridade\/","title":{"rendered":"ACRJ recebe evento para debater transpar\u00eancia e cultura de integridade"},"content":{"rendered":"\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Comercial do Rio de Janeiro sediou, na manh\u00e3 desta quinta-feira, 13 de junho, o evento Caf\u00e9 Guia Exame de Compliance, realizado em parceria com o Conselho Empresarial de Governan\u00e7a e Compliance. A programa\u00e7\u00e3o incluiu debates sobre transpar\u00eancia e cultura de integridade nos neg\u00f3cios e sobre a responsabilidade do setor p\u00fablico. Tamb\u00e9m foi realizada a apresenta\u00e7\u00e3o do Guia Exame de Compliance, onde os presentes puderam conhecer a metodologia, e como ser\u00e1 aplicada a pesquisa para a elabora\u00e7\u00e3o do guia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s as boas-vindas do Presidente do Conselho Empresarial de Governan\u00e7a e Compliance da ACRJ, Humberto Mota Filho, o Procurador Regional da Rep\u00fablica, Artur Gueiros, falou que atrav\u00e9s da ado\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas de Compliance, as empresas podem se tornar a cura das irregularidades nos neg\u00f3cios, \u201cpensar em como evitar novas infra\u00e7\u00f5es passa tamb\u00e9m por uma mudan\u00e7a de cultura da empresa\u201d. Nesse contexto, segundo ele, o guia seria uma pe\u00e7a importante. \u201cO guia aqui divulgado ser\u00e1 uma ferramenta \u00fatil para essa nova etapa\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>A seguir, Humberto Mota Filho, o Diretor de Compliance do BNDES, Henrique Bastos Rocha, e a Membro do Instituto Brasileiro de Governan\u00e7a Corporativa (IBGC) Ana Siqueira Dantas debateram a transpar\u00eancia e cultura de integridade nos neg\u00f3cios, em mesa moderada pelo Professor da Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral e Membro do Conselho Empresarial de Governan\u00e7a e Compliance Dalton Sardenberg.<\/p>\n\n\n\n<p>Sardenberg falou de uma pesquisa realizada em 2017, pela Transpar\u00eancia Internacional, de onde ele extraiu o \u00edndice de percep\u00e7\u00e3o da corrup\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o estamos em uma posi\u00e7\u00e3o que podemos nos orgulhar. Estamos na 105\u00aa posi\u00e7\u00e3o entre 180 pa\u00edses\u201d, disse. Outro ponto da pesquisa trazida por ele trazia a pergunta feita em diversos pa\u00edses sobre o quanto a cren\u00e7a de que um cidad\u00e3o comum \u00e9 capaz efetivamente de ser um agente de combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o. De acordo com ele, o Brasil lidera nesse quesito. \u201cSomos um pa\u00eds de uma sociedade que se dizia alienada, mas que toma uma consci\u00eancia cada vez maior.\u201d E lan\u00e7ou a pergunta aos debatedores: \u201cO quanto essa transforma\u00e7\u00e3o est\u00e1 trazendo de mudan\u00e7a efetiva na cultura de neg\u00f3cios nas nossas organiza\u00e7\u00f5es?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Representando o IBGC, Ana Siqueira Dantas comentou sobre o assunto. \u201cA quest\u00e3o da corrup\u00e7\u00e3o e desvios n\u00e3o \u00e9 uma exclusividade do Brasil. O que chama a aten\u00e7\u00e3o no pa\u00eds s\u00e3o os casos entre empresas l\u00edderes de diversos setores. Isso assusta pela magnitude.\u201d De acordo com ela, a partir desse contexto, \u00e9 fundamental observar a cultura organizacional. Ela estabeleceu a import\u00e2ncia de metas agressivas e de inspirar os mais jovens. \u201cO papel da sociedade \u00e9 fundamental. N\u00e3o podemos ser passivos\u201d, alertou.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Diretor do BNDES, Compliance n\u00e3o pode ser visto apenas como custo. \u201cCompliance \u00e9 uma atividade vital para a sobreviv\u00eancia das institui\u00e7\u00f5es. Compliance hoje \u00e9 investimento, desde que seja efetivo.\u201d Para Henrique Bastos Rocha, ao se proteger a institui\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s dos programas de compliance, a integridade da corpora\u00e7\u00e3o \u00e9 preservada, desde o n\u00edvel superior at\u00e9 os empregados. E relembrou que a quest\u00e3o da transpar\u00eancia \u00e9 um elemento ainda mais importante nas institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas do que nas privadas. \u201cOs gestores t\u00eam obriga\u00e7\u00e3o de estabelecer a transpar\u00eancia\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Humberto Mota Filho lembrou alguns dados apresentados por Paulo Tavares, s\u00f3cio da E&amp;Y durante o III Semin\u00e1rio Nacional de Governan\u00e7a e Compliance, realizado na pr\u00f3pria ACRJ na&nbsp;<a href=\"http:\/\/acrj.comercial.ws\/noticias_detalhe.php?n=572&amp;t=ACRJ%20realiza%20III%20Semin%E1rio%20de%20Governan%E7a%20e%20Compliance\">semana anterior<\/a>, como a informa\u00e7\u00e3o de que, entre os empres\u00e1rios mais jovens h\u00e1 maior propens\u00e3o para pagamento de propina para garantir a sobreviv\u00eancia da empresa. \u201cAinda h\u00e1 um caminho a ser trilhado para a maior conscientiza\u00e7\u00e3o e efetividade dos programas\u201d, afirmou, lembrando que \u00e9 fundamental a quest\u00e3o da Governan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de dados de uma pesquisa apresentada na revista Compliance Rio, Humberto ressaltou que o indicador de comportamento e dos valores dos l\u00edderes e dos funcion\u00e1rios das empresas \u00e9 central no debate. \u201cA pesquisa aponta que t\u00e3o importante ou mais que as regras s\u00e3o os valores. Nenhum programa de Compliance vai conseguir especificar em regras todas as condutas humanas poss\u00edveis. Portanto, para os programas de Compliance serem efetivos \u00e9 necess\u00e1rio um m\u00e9todo baseado em valores\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A responsabilidade do setor p\u00fablico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a primeira mesa focar no papel das empresas no desenvolvimento da cultura da integridade, o segundo painel debateu a responsabilidade do setor p\u00fablico nesse contexto. A Advogada e Coordenadora de Cursos de Compliance e Governan\u00e7a Corporativa da Escola Superior de Advocacia do Rio de Janeiro, Tathiana Costa, abriu o debate. \u201cNosso tema vem sendo ainda pouco abordado. Quando se pensa em Compliance pensamos em empresas do setor privado. Mas ele \u00e9 fundamental, pois \u00e9 o pr\u00f3prio setor p\u00fablico que vai avaliar o setor privado\u201d, afirmou. Ela levantou ent\u00e3o a quest\u00e3o sobre o que vem sendo feito no setor p\u00fablico nesse sentido.<\/p>\n\n\n\n<p>Tathiana Costa convidou o Consultor Valdir Sim\u00e3o, Ex-Ministro-Chefe da Controladoria-Geral da Uni\u00e3o (CGU) e Ex-Ministro do Planejamento a ser o primeiro a falar sobre o tema. \u201cNo \u00e2mbito do poder p\u00fablico avan\u00e7amos muito nos \u00faltimos anos, com a possibilidade de controle social, via acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o\u201d. Segundo ele, o empoderamento de ag\u00eancias importantes, como a pr\u00f3pria CGU, e fortalecimento de carreiras de alto n\u00edvel, entre outros fatores, trouxeram muita efici\u00eancia para o aparato de controle do estado. \u201cTalvez essa efici\u00eancia n\u00e3o tenha alcan\u00e7ado o andar de cima, mas no andar de baixo pegou.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Antonio Carlos N\u00f3brega, Ex-Corregedor-Geral da Uni\u00e3o e atual membro da equipe da Controladoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro, falou sobre as tend\u00eancias em rela\u00e7\u00e3o ao enfrentamento \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o nos \u00f3rg\u00e3os de controle do estado, baseando-se em sua experi\u00eancia nos \u00f3rg\u00e3os pelos quais passou e como ela contribui para seu trabalho atual. \u201cFizemos pol\u00edticas para fomentar a aplica\u00e7\u00e3o da lei de corrup\u00e7\u00e3o do ponto de vista repressivo, mas tamb\u00e9m preocupados com a avalia\u00e7\u00e3o dos mecanismos de integridade\u201d, afirmou. De acordo com ele, o trabalho que vem sendo realizado no Rio na \u00e1rea tem por objetivo \u201cdeixar essa p\u00e1gina para tr\u00e1s\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3cio da Mudrovitsch Advogados, Raphael Marcelino foi questionado sobre a import\u00e2ncia do poder p\u00fablico em respeitar as consequ\u00eancias legais decorrentes de um programa de Compliance. \u201cEssa pergunta me faz questionar que tipos de elementos levam os empres\u00e1rios a adotar ou n\u00e3o adotar um programa de Compliance.\u201d De acordo com ele, valores \u00e9ticos e religiosos determinam essas escolhas. \u201cEsses fatores s\u00e3o decisivos para que esses programas sejam adotados\u201d, afirmou. O palestrante explicou ainda como \u00e9 grande o desafio de aplicar uma san\u00e7\u00e3o, no caso de irregularidades, que separe \u201cum programa efetivo de um programa de fachada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O evento ocorreu na ACRJ com apoio da revista Exame, do Instituto FSB Pesquisa e da Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Associa\u00e7\u00e3o Comercial do Rio de Janeiro sediou, na manh\u00e3 desta quinta-feira, 13 de junho, o evento Caf\u00e9 Guia Exame de Compliance, realizado em parceria&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3295,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-3294","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3294","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3294"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3294\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3295"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3294"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3294"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3294"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}