{"id":32301,"date":"2024-10-17T11:10:48","date_gmt":"2024-10-17T14:10:48","guid":{"rendered":"https:\/\/acrj.org.br\/?p=32301"},"modified":"2024-10-23T12:37:07","modified_gmt":"2024-10-23T15:37:07","slug":"as-santas-de-outubro-que-falam-portugues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2024\/10\/17\/as-santas-de-outubro-que-falam-portugues\/","title":{"rendered":"As santas de outubro que falam portugu\u00eas"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Reinaldo Paes Barreto, membro do Conselho Empresarial de Cultura da ACRJ<\/p>\n\n\n\n<p><br>A semana que passou mereceu dupla celebra\u00e7\u00e3o: 12 de outubro, N. Sra. Aparecida, padroeira do Brasil desde 1980, quando da visita de Jo\u00e3o Paulo II e a \u00fanica imagem de santa com a nossa bandeira nas vestes. Ela \u00e9 \u201cgenerala\u201d do Ex\u00e9rcito brasileiro. E 13 de outubro (1917) marca a \u00faltima apari\u00e7\u00e3o de N. Sra. de F\u00e1tima aos humanos, na Cova da Iria, em Portugal.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"611\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/nossa-senhora-aparecida-611x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-32302\" style=\"width:300px\" srcset=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/nossa-senhora-aparecida-611x1024.jpeg 611w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/nossa-senhora-aparecida-179x300.jpeg 179w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/nossa-senhora-aparecida.jpeg 739w\" sizes=\"(max-width: 611px) 100vw, 611px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Mas al\u00e9m de santas e milagres h\u00e1 um fato jornal\u00edstico raro: a foto, publicada por um di\u00e1rio portugu\u00eas, de cerca de 50 mil pessoas reunidas, que testemunharam esse fen\u00f4meno. Foi assim: devido ao fato dos \u201cpastorinhos\u201d terem revelado \u00e0 vizinhan\u00e7a, e comentado na aldeia que a Virgem Maria iria fazer um milagre neste dia, a not\u00edcia se espalhou de boca em boca e uma muldid\u00e3o come\u00e7ou a chegar cedo \u00e0 Cova da Iria. Chovia torrencialmente mas a multid\u00e3o aguardava com paci\u00eancia e f\u00e9 junto \u00e0s tr\u00eas crian\u00e7as (L\u00facia, Francisco e Jacinta) nos terrenos enlameados da serra. Por volta de meio-dia, segundo os relatos, o c\u00e9u se abriu, e o \u201cdan\u00e7ou\u201d no horizonte curando todos os doentes que ali se encontravam. Em seguida, Ela surgiu e disse ser a N. Sra, do Ros\u00e1rio, e pediu que orassem o ter\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ep\u00edlogo: foram rezadas centenas de missas e, nessas missas, o padre conxagrou o p\u00e3o e o vinho. Mas qual vinho? O vinho can\u00f4nico. E qual a diferen\u00e7a dele para o vinho \u201cnormal\u201d? Vamos l\u00e1: o Vinho Can\u00f4nico, em geral tinto (<em>), leva um acr\u00e9scimo de a\u00e7\u00facar e de aguardente durante o processo de fermenta\u00e7\u00e3o das uvas, justamente para diminuir essa fermenta\u00e7\u00e3o, fazendo com que o vinho deixe de envelhecer, o que o torna tamb\u00e9m mais licoroso e mais alco\u00f3lico (entre 16% e 18% GL). E a l\u00f3gica da Igreja \u00e9 economizar na (lenta) rotatividade das garrafas, porque um vinho mais doce e com mais \u00e1lcool, resiste melhor \u00e0s prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es em que \u00e9 guardado: em velhas c\u00f4modas junto com velas, incenso e mirra, batinas, etc. E embora as igrejas com mais recursos j\u00e1 ofere\u00e7am hoje ar-condicionado, n\u00e3o me consta que existam adegas climatizadas nas sacristias! In Vino Veritas\u2026 (<\/em>) j\u00e1 de alguns 20 anos para c\u00e1, o Vaticano autorizou celebrar-se a missa com vinho branco, porque as freirinhas n\u00e3o aguentavam mais lavar aquelas toalhinhas imaculadamente brancas com manchas \u201cde sangue\u201d. E o vinho branco tem menos tanino, facilita a vida dos religiosos com problemas digestivos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5005\" style=\"width:300px\" srcset=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-600x400.jpg 600w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-300x200.jpg 300w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-768x512.jpg 768w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Reinaldo Paes Barreto \u00e9 assessor da diretoria executiva do INPI<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Reinaldo Paes Barreto, membro do Conselho Empresarial de Cultura da ACRJ<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":32303,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-32301","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32301","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32301"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32301\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32303"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32301"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32301"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32301"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}