{"id":3185,"date":"2018-11-05T20:57:00","date_gmt":"2018-11-05T22:57:00","guid":{"rendered":"http:\/\/acrj2020.profissional.ws\/?p=3185"},"modified":"2020-03-01T20:59:20","modified_gmt":"2020-03-01T23:59:20","slug":"responsabilidade-em-transportar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2018\/11\/05\/responsabilidade-em-transportar\/","title":{"rendered":"Responsabilidade em transportar"},"content":{"rendered":"\n<p>O setor do Transporte Rodovi\u00e1rio de Cargas (TRC) no Brasil evoluiu muito ao longo dos anos e, atualmente, a FETRANSCARGA faz parte de uma grande estrutura representativa, sob a lideran\u00e7a da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Transporte (CNT), ao lado de centenas de Sindicatos, 38 Federa\u00e7\u00f5es e 25 Associa\u00e7\u00f5es Nacionais, al\u00e9m do SEST SENAT, hoje com 146 unidades de atendimento social e de aprendizagem no pa\u00eds, devendo chegar a 203 unidades at\u00e9 o final deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>O TRC emprega mais de 2,5 milh\u00f5es de trabalhadores, \u00e9 constitu\u00eddo por cerca de 150 mil empresas e uma frota de 2 milh\u00f5es de ve\u00edculos de transporte de cargas, movimentando diretamente mais de 60% da produ\u00e7\u00e3o nacional, sendo tamb\u00e9m o \u00fanico modal que interage com todos os demais, propiciando assim a imprescind\u00edvel rede da intermodalidade. Ou seja, temos muitos motivos para valorizar esse setor estrat\u00e9gico e comemorar, ao lado de nossos colaboradores, fornecedores e clientes, tudo o que fazemos pelo Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o setor tamb\u00e9m passa por momentos de mudan\u00e7a e preocupa\u00e7\u00f5es no exerc\u00edcio di\u00e1rio de nossa atividade. Entre as mazelas mais conhecidas e debatidas repetidamente em diversos f\u00f3runs, est\u00e1 a inseguran\u00e7a p\u00fablica em todo o pa\u00eds e, em especial, na regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro, onde convivemos com absurdos \u00edndices de roubos de carga, ferindo seriamente a atividade econ\u00f4mica no estado; colocando em risco trabalhadores, mercadorias transportadas e caros equipamentos; assustando toda a cadeia produtiva e afastando investimentos, reduzindo empregos e agravando o quadro econ\u00f4mico e social.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros pesados gargalos fazem parte da rotina e das planilhas de custos operacionais das empresas transportadoras, como a debilitada infraestrutura de log\u00edstica nacional \u2013 apenas pouco mais de 10% dos 1.735.621 km de rodovias s\u00e3o pavimentados, desmentindo o clich\u00ea de que o Brasil \u00e9 um pa\u00eds rodoviarista. Se realmente fosse, ter\u00edamos aqui rodovias de qualidade, servindo n\u00e3o s\u00f3 aos ve\u00edculos de cargas, mas a todos n\u00f3s, que usamos as estradas para os necess\u00e1rios deslocamentos de trabalho e de lazer.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, as pesquisas divulgadas regularmente pela CNT apontam, de forma detalhada, com o objetivo de contribuir com as autoridades p\u00fablicas, as condi\u00e7\u00f5es e demandas das principais rodovias brasileiras, visando um planejamento e a\u00e7\u00f5es para as necess\u00e1rias melhorias.<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente, em mais um competente trabalho, a CNT entregou \u00e0 sociedade o estudo \u201cTransporte rodovi\u00e1rio: acidentes rodovi\u00e1rios e a infraestrutura\u201d, no qual s\u00e3o apresentados os principais fatores que contribuem para a ocorr\u00eancia dos acidentes, relacionando-os com as caracter\u00edsticas da infraestrutura rodovi\u00e1ria existente nos locais em que eles ocorrem e mapeando, ainda, os 100 trechos rodovi\u00e1rios onde se concentra o maior n\u00famero de mortes.<\/p>\n\n\n\n<p>Cabe-me tamb\u00e9m, pela for\u00e7a do momento e do cargo que ocupo, mencionar o movimento de paralisa\u00e7\u00e3o dos caminhoneiros ocorrido em maio deste ano, com s\u00e9rias consequ\u00eancias para a sociedade e a economia nacional, para fazer um registro objetivo da valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho realizado pelas empresas e suas lideran\u00e7as, contestando de forma veemente as not\u00edcias divulgadas pela m\u00eddia, no sentido de que o setor empresarial promoveu um locaute, liderando tal processo e paralisando a sua frota pr\u00f3pria.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o ano passado, o setor empresarial vinha alertando o Governo sobre a inviabilidade da pol\u00edtica de reajuste di\u00e1rio do pre\u00e7o do diesel, um insumo b\u00e1sico que representa cerca de 30% do custo operacional dos caminh\u00f5es, onerando igualmente os aut\u00f4nomos e frotistas, que n\u00e3o conseguiam repassar essa varia\u00e7\u00e3o para o contratante dos servi\u00e7os de transportes, assumindo integralmente o preju\u00edzo e, por for\u00e7a de cumprimento dos contratos, continuando com a presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Preocupadas e conscientes da import\u00e2ncia estrat\u00e9gica do TRC para o pa\u00eds, as entidades, al\u00e9m de virem alertando as autoridades, posicionaram-se de forma compreensiva aos motivos apresentados pelos aut\u00f4nomos, mas jamais incentivando bloqueios e paralisa\u00e7\u00f5es, apenas orientando aos seus representados quanto aos poss\u00edveis riscos de incidentes nas rodovias, que n\u00e3o teriam, inclusive, cobertura securit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 ineg\u00e1vel a import\u00e2ncia de nossa atividade para o bom funcionamento da economia e abastecimento da sociedade, e temos plena consci\u00eancia da nossa responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-medium-font-size\"><strong>Eduardo F. Rebuzzi<\/strong><br> Presidente da Federa\u00e7\u00e3o do Transporte de Cargas do Estado do Rio de Janeiro \u2013 FETRANSCARGA e Vice-Presidente do Conselho Empresarial de Log\u00edstica e Transporte da ACRJ <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O setor do Transporte Rodovi\u00e1rio de Cargas (TRC) no Brasil evoluiu muito ao longo dos anos e, atualmente, a FETRANSCARGA faz parte de uma grande&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3186,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-3185","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3185","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3185"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3185\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3186"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3185"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3185"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3185"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}