{"id":3175,"date":"2018-10-05T20:49:00","date_gmt":"2018-10-05T23:49:00","guid":{"rendered":"http:\/\/acrj2020.profissional.ws\/?p=3175"},"modified":"2020-03-01T20:50:35","modified_gmt":"2020-03-01T23:50:35","slug":"o-brasil-pos-crise-exige-etica-do-amanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2018\/10\/05\/o-brasil-pos-crise-exige-etica-do-amanha\/","title":{"rendered":"O Brasil P\u00f3s-Crise Exige \u00c9tica do Amanh\u00e3"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00c0s v\u00e9speras das elei\u00e7\u00f5es que significar\u00e3o a passagem do bast\u00e3o de lideran\u00e7a nos Legislativos e Executivos federal e estadual, urge concentrar esfor\u00e7os que ultrapassem diverg\u00eancias ideol\u00f3gicas para viabilizar avan\u00e7os de comportamento pol\u00edtico e privado, inspirados em s\u00f3lidos princ\u00edpios de \u00e9tica p\u00fablica e empresarial.<\/p>\n\n\n\n<p>O mundo, vem passando por profundas transforma\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, sociais, culturais e tecnol\u00f3gicas que tem gerado incertezas e desconfian\u00e7a. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m enormes oportunidades e persistentes desafios. O globo avan\u00e7a em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade do conhecimento, \u00e0 economia de baixo carbono e \u00e0 moderniza\u00e7\u00e3o de obsoletos quadros institucionais. \u00c9 momento de lembrar San Tiago: \u201cnenhum projeto nacional \u00e9 v\u00e1lido, nenhuma pol\u00edtica interna \u00e9 autossustent\u00e1vel, se n\u00e3o lograr inserir o Pa\u00eds no rumo hist\u00f3rico do seu tempo e superpor, harmonicamente, o nacional e o universal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Urge, pois, abrir o Brasil ao mundo, atualizar mentalidades, tornar clara a gravidade da situa\u00e7\u00e3o e a extens\u00e3o das oportunidades, discernindo, com coragem, os desafios a enfrentar. H\u00e1 que resgatar a verdade, tornando-nos seus \u201cpacientes ouvidores\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A Hist\u00f3ria nos lega preciosos ensinamentos, mas \u201cn\u00e3o nos obriga\u201d. H\u00e1 que despojar-nos de ideias anacr\u00f4nicas: patrimonialismo ib\u00e9rico, intervencionismo arbitr\u00e1rio, anti-capitalismo infantil. O presente exige respeito \u00e0 verdade, fr\u00e1gil v\u00edtima de todas crises. Qualquer projeto nacional exige que a \u00e9tica do futuro substitua f\u00fateis nostalgias e ressentimentos est\u00e9reis.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos de desenhar vis\u00f5es do amanh\u00e3 para o pa\u00eds que queremos e buscar o fio condutor, a \u201cideia clara da obra a realizar\u201d. H\u00e1 que vertebrar propostas convergentes a objetivos compartilhados, sem tolerar retrocessos incoerentes e a\u00e7\u00f5es descomprometidas<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro passo ser\u00e1 avan\u00e7ar no ajuste fiscal, condi\u00e7\u00e3o inarred\u00e1vel \u00e0 estabilidade econ\u00f4mica e ao ambiente de neg\u00f3cios positivo que assegure sustentabilidade \u00e0 retomada do crescimento, \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de empregos e \u00e0 moderniza\u00e7\u00e3o das combalidas infraestruturas f\u00edsica e humana. Produtividade e competitividade o exigem. \u00c9 essencial viabilizar reformas estruturantes, a previdenci\u00e1ria e tribut\u00e1ria, por exemplo, para acompanhar muta\u00e7\u00f5es na demografia e no mundo do trabalho. Imp\u00f5e-se revitaliza\u00e7\u00e3o da economia, do processo pol\u00edtico, educa\u00e7\u00e3o, da cultura, ci\u00eancia e tecnologia, dos sistemas de sa\u00fade, saneamento e seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o me ser\u00e1 poss\u00edvel esmiu\u00e7ar aqui reformas. Limitar-me-ei a enfatizar que s\u00e3o indispens\u00e1veis para afastar o risco de um neo-subdesenvolvimento ancorado no p\u00e2ntano de mediocridade dom\u00e9stica e irrelev\u00e2ncia internacional, riscos mais prov\u00e1veis do que o caos, propalado pelos que optam por espalhar o medo. A discuss\u00e3o da Reforma da Previd\u00eancia tem revelado acanhamento intelectual, tanto de seus proponentes quanto de seus cr\u00edticos. Ambos se tem digladiado principalmente em torno de dois pontos: o d\u00e9ficit financeiro e a idade de aposentadoria. Embora importantes, eles n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos problemas a serem enfrentados, nem resumem os aspectos, que se resolvidos, tornariam a Reforma solu\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Reforma Previdenci\u00e1ria \u00e9 processo incremental que tem de levar em conta as circunst\u00e2ncias de cada momento percorrido e promover mudan\u00e7a significativa a um sistema que se tornou irremediavelmente obsoleto e escandalosamente injusto: injusti\u00e7a distributiva, na absurda rela\u00e7\u00e3o de 10 a 1 entre benef\u00edcios oferecidos pelos sistemas previdenci\u00e1rios p\u00fablico e privado, assim como injusti\u00e7a comutativa entre contribui\u00e7\u00f5es e benef\u00edcios. E, finalmente, gritante injusti\u00e7a intergeracional, tanto com a inf\u00e2ncia e as gera\u00e7\u00f5es a vir, que, silentes, n\u00e3o podem vocalizar suas enormes preocupa\u00e7\u00f5es quanto ao pesado legado que herdar\u00e3o, caso as Reformas corretivas n\u00e3o se materializem a tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>O conjunto de reformas ter\u00e1 que inspirar-se em \u00e9tica do futuro, baseada em valores compartilhados de um Brasil que queremos para nossos filhos e netos. Haver\u00e1 que privilegiar, por exemplo, o ensino desde a primeira idade e que dever\u00e1 estender-se \u00e0s pr\u00f3ximas etapas educacionais at\u00e9&nbsp;\u00e0 t\u00e9cnica&nbsp;e universit\u00e1ria, incluindo cada vez mais a educa\u00e7\u00e3o permanente por toda a vida, visando \u00e0 reciclagem peri\u00f3dica imposta pela ind\u00fastria 4.0, a intelig\u00eancia artificial&nbsp;e os progressos t\u00e9cnico-cient\u00edficos em curso.<\/p>\n\n\n\n<p>Os que comungam a \u00e9tica voltada ao amanh\u00e3, n\u00e3o se sujeitam \u00e0s demandas dos grupos que capturam pol\u00edticas p\u00fablicas colocando-as a servi\u00e7o de interesses especiais. H\u00e1 que pensar nas gera\u00e7\u00f5es vindouras, num Brasil inserido de forma soberana e competitiva na realidade global que, apesar de tens\u00f5es e volatilidade, continua avan\u00e7ando em dire\u00e7\u00e3o a um novo ciclo. Pol\u00edticas p\u00fablicas tem de levar em conta consequ\u00eancias futuras das decis\u00f5es de hoje, obedecer \u00e0 \u00e9tica da responsabilidade. &nbsp;H\u00e1 que evitar solu\u00e7\u00f5es de hoje que se transformem em problemas amanh\u00e3. E urge colocar o Brasil em dia, pass\u00e1-lo a limpo, voltar a gerar crescimento, emprego e renda e, assim, resgatar a confian\u00e7a e esperan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos de privilegiar investimentos que garantam a sustentabilidade da expans\u00e3o econ\u00f4mica, em vez do est\u00edmulo exacerbado ao consumo imediato, fonte de popularidade a curto prazo. A busca de equil\u00edbrio fiscal de um pa\u00eds moderno n\u00e3o procura privar ningu\u00e9m de leg\u00edtimos direitos \u201cadquiridos\u201d ou n\u00e3o, mas, assegurar o processo que estenda a todos o direito de usufru\u00ed-los, no seio de um pa\u00eds mais pr\u00f3spero, justo e generoso. Os sofridos brasileiros o merecem. O futuro est\u00e1 em nossas m\u00e3os. N\u00e3o podemos fugir a essa responsabilidade! E o pr\u00f3ximo passo est\u00e1 muito perto. Ser\u00e1 o voto bem informado, longe de pruridos populistas, promessas v\u00e3s e tra\u00e7os messi\u00e2nico-salvacionistas e consciente das consequ\u00eancias que poder\u00e1 custar \u00e0 na\u00e7\u00e3o. Ter\u00e1 de ser um voto concebido em torno de um objetivo principal: contribuir positivamente para a melhoria permanente do Bem Comum do Povo Brasileiro!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-medium-font-size\"><strong>Marc\u00edlio Marques Moreira<br><\/strong>Grande Benem\u00e9rito e Presidente do Conselho Empresarial de Pol\u00edticas Econ\u00f4micas da ACRJ<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0s v\u00e9speras das elei\u00e7\u00f5es que significar\u00e3o a passagem do bast\u00e3o de lideran\u00e7a nos Legislativos e Executivos federal e estadual, urge concentrar esfor\u00e7os que ultrapassem diverg\u00eancias&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2934,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-3175","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3175","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3175"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3175\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2934"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3175"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3175"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3175"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}