{"id":31652,"date":"2024-09-23T09:00:00","date_gmt":"2024-09-23T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/acrj.org.br\/?p=31652"},"modified":"2024-11-18T21:46:57","modified_gmt":"2024-11-19T00:46:57","slug":"dia-mundial-do-sorvete-23-de-setembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2024\/09\/23\/dia-mundial-do-sorvete-23-de-setembro\/","title":{"rendered":"Dia Mundial do Sorvete (23 de setembro)"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Reinaldo Paes Barreto, membro do Conselho Empresarial de Cultura da ACRJ <\/p>\n\n\n\n<p>Aos 8 anos,&nbsp;Dom Pedro II&nbsp;escreveu \u00e0 irm\u00e3, D. Maria II, rainha de Portugal: <em>\u201cJ\u00e1 tomei&nbsp;<\/em><em>sorvete<\/em><em>&nbsp;de lim\u00e3o e de baunilha\u201d. <\/em>Depois, se apaixonou pelo de pitanga. <strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mas queima a l\u00edngua, \u00e9 o que o povo dizia quando os primeiros sorvetes come\u00e7aram a ser produzidos no Rio, em dezembro de 1834. Foi assim: em agosto daquele ano, chegaram ao nosso porto 160 toneladas de gelo a bordo em um navio de carga americano, Madagascar, que saiu de Boston.<\/p>\n\n\n\n<p>Vieram embrulhados em serragem, e os imensos pacotes foram enterrados em grandes buracos no sop\u00e9 do Morro do Castelo, o que permitiu a sua conserva\u00e7\u00e3o por quatro a cinco meses. Mas queimava mesmo a ponta da l\u00edngua, porque era preparado com gelo triturado e frutas tropicais \u2013 pitangas, cajus, caj\u00e1s, abacaxis e mangas \u2013 sem a untuosidade que s\u00f3 foi corrigida um ano depois, quando um italiano radicado na cidade, Luigi Bassini, come\u00e7ou a acrescentar a esse mosto clara de ovos e leite de vaca e de coco.<\/p>\n\n\n\n<p>Detalhe: n\u00e3o havia casquinhas: a nova iguaria era servida em tigelinhas de vidro. E essa sorveteria ficava dentro do Caf\u00e9 do C\u00edrculo do Com\u00e9rcio, \u00e0 Rua Direita, hoje Primeiro de Mar\u00e7o, n\u00b019.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo assim, com o calor que sempre fez no Rio, era imposs\u00edvel conservar o sorvete depois de pronto, o que fez com que essa e as novas sorveterias que logo surgiram anunciassem a hora certa de tom\u00e1-lo em um quadro do lado de fora, que indicava os hor\u00e1rios de cada \u201csafra\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi um estrondo! Formavam-se pequenas multid\u00f5es do lado de fora e, em paralelo, houve uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o, porque n\u00e3o se sabe o porqu\u00ea, as mulheres (de \u201cbem\u201d), que at\u00e9 ent\u00e3o eram interditadas pelos \u201cbons costumes\u201d de entrar em bares, caf\u00e9s e confeitarias, resolveram quebrar o preconceito e faziam filas para experimentar a novidade. E foram bem aceitas, o que levou alguns historiadores a considerar essa \u201cisonomia\u201d como precursora da luta pela igualdade de g\u00eaneros!<\/p>\n\n\n\n<p>O mercado do sorvete, no entanto, demorou a ganhar escala. S\u00f3 mais de cem anos depois, a empresa U.S. Harkson foi capaz de escalonar a distribui\u00e7\u00e3o para outros estados, com o lan\u00e7amento do Eski-bon. E a partir dos anos subsequentes a popula\u00e7\u00e3o brasileira passou a ter no sorvete uma op\u00e7\u00e3o gastron\u00f4mica nutritiva e de baixo custo. E para qualquer hora.<\/p>\n\n\n\n<p>O publicit\u00e1rio Washington Olivetto, por exemplo, um fan\u00e1tico por sorvetes, incluiu o de pera no seu caf\u00e9 da manh\u00e3! E na outra ponta dos populares, os picol\u00e9s, h\u00e1 sorvetes car\u00edssimos, como uma marca japonesa que entrou para o Guinness com este \u201cgelato\u201d que \u00e9 produzido com queijos italianos, recheados com trufas brancas e decorado com folhas de ouro. Custa cerca de US$ 6.700, algo como 36 mil reais!<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"591\" height=\"415\" src=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/sorvete2.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-31659\" style=\"width:320px\" srcset=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/sorvete2.jpeg 591w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/sorvete2-300x211.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 591px) 100vw, 591px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O sorvete mais caro do mundo<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Segunda a Forbes deste ano, os sorvetes mais populares no mundo s\u00e3o o de chocolate, depois: baunilha, creme, morango, vai por a\u00ed. &nbsp;E o Brasil \u00e9 o sexto maior produtor, abaixo dos EUA, China, R\u00fassia, Jap\u00e3o e Alemanha.<\/p>\n\n\n\n<p>Nem tudo \u00e9 perman\u00eancia, contudo: h\u00e1 um velho ditado ingl\u00eas que recomenda: sorvete e uma boa ideia, aproveite antes que derreta!<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5005\" style=\"width:320px\" srcset=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-600x400.jpg 600w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-300x200.jpg 300w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-768x512.jpg 768w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Reinaldo Paes Barreto \u00e9 assessor da <br>Diretoria Executiva do INPI<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Reinaldo Paes Barreto, membro do Conselho Empresarial de Cultura<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":31657,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[12,82],"tags":[],"class_list":["post-31652","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-destaque_artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31652","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31652"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31652\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31657"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31652"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31652"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31652"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}