{"id":3157,"date":"2018-08-29T20:37:00","date_gmt":"2018-08-29T23:37:00","guid":{"rendered":"http:\/\/acrj2020.profissional.ws\/?p=3157"},"modified":"2020-03-01T20:38:30","modified_gmt":"2020-03-01T23:38:30","slug":"qual-o-percentual-de-coleta-seletiva-8-ou-80","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2018\/08\/29\/qual-o-percentual-de-coleta-seletiva-8-ou-80\/","title":{"rendered":"Qual o percentual de Coleta Seletiva: 8 ou 80%?"},"content":{"rendered":"\n<p>Leio no Di\u00e1rio Oficial da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, um importante comunicado sobre a contrata\u00e7\u00e3o de frota de caminh\u00f5es para Comlurb, novos e com tecnologia dirigida aos garis, para que os mesmos tenham maior facilidade no recolhimento domiciliar dos res\u00edduos s\u00f3lidos, potencialmente RECICL\u00c1VEIS. S\u00e3o destinados \u00e0 Coleta Seletiva. A Comlurb anuncia sua meta de atender a 160 bairros da cidade do Rio de Janeiro nesses servi\u00e7os, contra os atuais 113 atendidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Coincidentemente, esta semana, caminhando pelas ruas de Copacabana constatei, mais uma vez, a enorme dificuldade da conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o em ofertar seus sacos transparentes com o res\u00edduo reaproveit\u00e1vel para a Comlurb. A culpa pode ser de s\u00edndicos ou mesmo de porteiros, que preferem ofertar o material separado pelos moradores dentro dos seus lares para caminh\u00f5es velhos, caindo aos peda\u00e7os, com placa geralmente de munic\u00edpios da Baixada Fluminense. Esses motoristas fazem o servi\u00e7o como ganha p\u00e3o e s\u00e3o parte de um sistema maior de reciclagem no pa\u00eds, t\u00e3o importante e necess\u00e1rio para o meio ambiente, mas sem a informa\u00e7\u00e3o da quantidade retirada. Tamb\u00e9m as empresas t\u00eam responsabilidade pelo descarte seletivo de materiais e pelo seu destino, que deveria priorizar a coleta da Comlurb. N\u00e3o se pode afirmar que a coleta seletiva na nossa cidade \u00e9 \u00ednfima, se desconhecemos os n\u00fameros da coleta seletiva informal. Esta sim, tenho certeza, \u00e9 expressiva, mas a desconhecemos.<\/p>\n\n\n\n<p>Esclarecendo melhor, a Comlurb investe nesse servi\u00e7o, faz rotas de recolhimento do material com hora e dias marcados, faz campanhas educativas, ensina que bastam duas latas de lixo em cada casa, sendo uma para o lixo org\u00e2nico, recolhido tr\u00eas vezes por semana e a outra com pl\u00e1stico, metal, vidro, papel, ou seja, com o lixo seco gerado em grandes volumes por uma fam\u00edlia, uma vez por semana. O caminh\u00e3o da Comlurb que sai pelas manh\u00e3s \u00e9 pesado no final do expediente e, assim, \u00e9 poss\u00edvel controlar quanto de material reciclado foi recolhido. Mesmo por amostragem, \u00e9 poss\u00edvel identificar por regi\u00e3o ou bairro as caracter\u00edsticas do consumo daquela popula\u00e7\u00e3o. Como, por exemplo, se chegou \u00e0 conclus\u00e3o de que em Copacabana se toma muito rem\u00e9dio e em Santa Tereza muito produto natural? Atrav\u00e9s do controle das embalagens dos produtos consumidos e descartados. No entanto, essa estat\u00edstica pode n\u00e3o ser verdadeira, pois n\u00e3o h\u00e1 controle para o descarte que \u00e9 realizado atrav\u00e9s dos caminh\u00f5es clandestinos.<\/p>\n\n\n\n<p>O desafio \u00e9 esse: como retirar esses ilegais do caminho dos caminh\u00f5es oficiais, que s\u00e3o controlados e pesados, garantindo o destino correto dos res\u00edduos para as organiza\u00e7\u00f5es de catadores espalhadas pela cidade, que comercializam o material como forma de emprego e gera\u00e7\u00e3o de renda para a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda. Enquanto essa situa\u00e7\u00e3o permanecer, ser\u00e1 leviano falar sobre percentuais de coleta seletiva. Ou encontramos formas de incluir a coleta informal no levantamento de dados ou devemos desistir de publicar estat\u00edsticas sobre o tema. A verdade \u00e9 que, se a coleta informal for inclu\u00edda no universo pesquisado, com certeza passaremos de meros \u00edndices vexat\u00f3rios para poderosas toneladas de material reaproveitado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-medium-font-size\"><strong>Angela Fonti<\/strong><br>Vice-presidente de Patrim\u00f4nio da ACRJ<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Leio no Di\u00e1rio Oficial da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, um importante comunicado sobre a contrata\u00e7\u00e3o de frota de caminh\u00f5es para Comlurb, novos&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3085,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-3157","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3157","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3157"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3157\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3085"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3157"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3157"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3157"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}