{"id":3011,"date":"2019-03-29T18:20:00","date_gmt":"2019-03-29T21:20:00","guid":{"rendered":"http:\/\/acrj2020.profissional.ws\/?p=3011"},"modified":"2020-03-01T18:22:40","modified_gmt":"2020-03-01T21:22:40","slug":"porto-do-rio-o-motor-economico-da-cidade-precisa-ser-compreendido-e-apoiado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2019\/03\/29\/porto-do-rio-o-motor-economico-da-cidade-precisa-ser-compreendido-e-apoiado\/","title":{"rendered":"Porto do Rio: o motor econ\u00f4mico da cidade precisa ser compreendido e apoiado"},"content":{"rendered":"\n<p>Recentemente, a Prefeitura do Rio revelou sua inten\u00e7\u00e3o de criar um centro gastron\u00f4mico na \u00e1rea do Porto do Rio de Janeiro na Gamboa, utilizando os armaz\u00e9ns pouco usados, naquela faixa paralela \u00e0 Av. Rodrigues Alves pr\u00f3xima \u00e0 rodovi\u00e1ria, \u00e1rea revitalizada por ocasi\u00e3o das Olimp\u00edadas de 2016, com a inaugura\u00e7\u00e3o inclusive de uma rota de Ve\u00edculo Leve sobre Trilhos (VLT).<\/p>\n\n\n\n<p>Essa disposi\u00e7\u00e3o mostra a incompreens\u00e3o do governo municipal e at\u00e9 de grande parte da popula\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 import\u00e2ncia do uso correto dos armaz\u00e9ns, o qual geraria uma arrecada\u00e7\u00e3o muito maior para cidade, al\u00e9m de mais empregos e qualificados.&nbsp; Apesar de pouco divulgado, o Porto do Rio \u00e9 um dos principais motores econ\u00f4micos do Rio de Janeiro e individualmente seu maior polo gerador de neg\u00f3cios, impostos, emprego e renda. Assim, al\u00e9m de ser o maior ponto de arrecada\u00e7\u00e3o de impostos do munic\u00edpio, tamb\u00e9m \u00e9 o metro quadrado que mais gera receitas tribut\u00e1rias na cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, os armaz\u00e9ns s\u00e3o pouco usados simplesmente porque a Uni\u00e3o precisa realizar licita\u00e7\u00f5es e contratos de longo prazo de tais instala\u00e7\u00f5es, negocia\u00e7\u00e3o que se arrasta h\u00e1 cerca de 15 anos sem qualquer a\u00e7\u00e3o, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o do exitoso arrendamento de 2017 na \u00e1rea dos Armaz\u00e9ns 10 e 11 e em parte do Armaz\u00e9m 12, onde est\u00e3o sendo constru\u00eddas moderna<em>s&nbsp;<\/em>instala\u00e7\u00f5es de processamento de trigo. &nbsp;A preserva\u00e7\u00e3o deste patrim\u00f4nio \u00e9 do interesse de todos, e seu desenvolvimento cont\u00ednuo e harm\u00f4nico \u00e9, antes de tudo, um ato de sabedoria. \u00c9 por isso que devemos lutar.<\/p>\n\n\n\n<p>A vitalidade do Porto se traduz em mais de 5.000 empregos diretos, al\u00e9m de outros 12.500 indiretos que nele s\u00e3o gerados, com razo\u00e1veis sal\u00e1rios, o que indica seu relevante papel na gera\u00e7\u00e3o de trabalho e renda.&nbsp; Somente em 2017, o Porto foi respons\u00e1vel pela arrecada\u00e7\u00e3o de cerca de R$ 1 bilh\u00e3o de ICMS no Rio de Janeiro, incidente sobre a nacionaliza\u00e7\u00e3o de cargas importadas, al\u00e9m de outras importantes receitas, inclusive de ISS.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta vitalidade tem como explica\u00e7\u00e3o o fato do Porto do Rio movimentar importantes volumes de cargas, especialmente aquelas de alto valor agregado, com m\u00e9dia da ordem de US$ 1.606 por tonelada, em 2018, o maior valor por tonelada entre todos os grandes portos nacionais. Isso significa que se trata de um porto de qualidade, posi\u00e7\u00e3o refor\u00e7ada pelo fato de abrigar a maior e mais importante base de apoio mar\u00edtimo \u201coffshore\u201d do pa\u00eds, imprescind\u00edvel a explora\u00e7\u00e3o da Bacia Petrol\u00edfera de Santos, com servi\u00e7os altamente especializados.<\/p>\n\n\n\n<p>Paradoxalmente a tal import\u00e2ncia, a cidade e seus habitantes em seu dia a dia n\u00e3o percebem o papel do Porto como forte irradiador de atividade econ\u00f4mica. Este descompasso certamente tem in\u00fameras explica\u00e7\u00f5es para ocorrer, mas, talvez, possa ser ilustrado pela escassez de estudos acad\u00eamicos e profissionais sobre os impactos econ\u00f4micos decorrentes de sua exist\u00eancia. Al\u00e9m disso, a reduzida divulga\u00e7\u00e3o de seus n\u00fameros e vantagens mais evidentes, pontos que associados ao aspecto externo n\u00e3o convidativo com que o Porto apresenta suas fachadas urbanas aos cidad\u00e3os, formam um imagin\u00e1rio coletivo de desinteresse pela regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem querer polemizar, \u00e9 louv\u00e1vel a inten\u00e7\u00e3o de melhor qualificar a rede gastron\u00f4mica do Rio, o que entendemos que pode ser feito com \u00eaxito, mas n\u00e3o usando os armaz\u00e9ns. Seria mais inteligente apoiar o Porto do Rio a ampliar suas atividades regulares, afinal somos todos parceiros pelo desenvolvimento do Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Publicado no jornal O Dia, nesta quinta-feira, 28 de mar\u00e7o de 2019.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-medium-font-size\"><strong>Delmo Pinho<\/strong><br>Engenheiro e Presidente do Conselho Empresarial de Log\u00edstica e Transportes<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recentemente, a Prefeitura do Rio revelou sua inten\u00e7\u00e3o de criar um centro gastron\u00f4mico na \u00e1rea do Porto do Rio de Janeiro na Gamboa, utilizando os&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3012,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-3011","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3011","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3011"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3011\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3012"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3011"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3011"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3011"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}