{"id":2999,"date":"2019-05-17T17:56:00","date_gmt":"2019-05-17T20:56:00","guid":{"rendered":"http:\/\/acrj2020.profissional.ws\/?p=2999"},"modified":"2020-03-01T17:59:13","modified_gmt":"2020-03-01T20:59:13","slug":"governantes-compromissados-cidades-planejadas-cidadaos-saudaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2019\/05\/17\/governantes-compromissados-cidades-planejadas-cidadaos-saudaveis\/","title":{"rendered":"Governantes compromissados, cidades planejadas, cidad\u00e3os saud\u00e1veis"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Afinal, todo prefeito \u00e9 respons\u00e1vel pelo destino de sua cidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 respons\u00e1vel tamb\u00e9m pelo bem-estar da popula\u00e7\u00e3o. Conceito vasto em que est\u00e3o inseridos sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, meio ambiente, seguran\u00e7a e outros tantos elementos fundamentais e necess\u00e1rios para o equil\u00edbrio de vida do cidad\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por raz\u00f5es pessoais, a sa\u00fade \u00e9 o nosso foco, embora o tema seja enormemente transversal com outras \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o de uma prefeitura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No s\u00e9culo 19, D. Pedro II, preocupado com as milhares de mortes por febre amarela que ocorriam durante os ver\u00f5es do Rio de Janeiro, foi \u00e0 Paris convidar seu amigo Louis Pasteur para se instalar no Brasil, a fim de ajudar no combate \u00e0 essa doen\u00e7a. Naquela ocasi\u00e3o Louis Pasteur apresentava \u00e0 Academia de Ci\u00eancias os resultados de suas pesquisas sobre a transmissibilidade de doen\u00e7as atrav\u00e9s do sangue.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Envolvido em outras pesquisas que culminaram com o desenvolvimento da vacina contra a raiva e, com a idade avan\u00e7ada, Louis Pasteur declinou do convite.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dois s\u00e9culos se passaram. Que vergonha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, ainda, em nossa Cidade, quantas pessoas perdem suas vidas, infectadas por v\u00edrus da dengue, zika, chicungunha? At\u00e9 mesmo o v\u00edrus respons\u00e1vel pela febre amarela recrudesceu em algumas \u00e1reas de nossa cidade, tendo o mesmo mosquito \u2013 Aedes Aegypti &#8211; como ve\u00edculo de transmiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Falta de higiene, saneamento, \u00e1guas paradas, ac\u00famulo de lixo&#8230; alimentam a prolifera\u00e7\u00e3o do mosquito assassino. O que, de forma eficaz, est\u00e1 em curso na nossa cidade para erradicar esse mal?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sa\u00fade p\u00fablica encontra-se em fase terminal, em CTIs que n\u00e3o possuem equipamentos, instala\u00e7\u00f5es, m\u00e9dicos e medicamentos. N\u00e3o existe suporte de sa\u00fade \u00e0 popula\u00e7\u00e3o carente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sa\u00fade privada pede socorro. Nosso prefeito insiste em praticar os maiores impostos municipais (ISS) do Brasil, para as cl\u00ednicas e hospitais privados de nossa cidade. Mais de 3.000 cl\u00ednicas fecharam as portas ou mudaram de munic\u00edpios no Rio de Janeiro nos \u00faltimos 5 anos. Claro que diante desse cen\u00e1rio aumenta-se ainda mais a procura pelo falido servi\u00e7o p\u00fablico, com aumento de gastos para o setor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os respons\u00e1veis por grandes cidades no mundo atual buscam reduzir impostos para atrair novos investimentos, a fim de aumentar a base de contribuintes e, consequentemente, arrecadar mais. Aqui no Rio de Janeiro, \u00e9 o contr\u00e1rio. E o povo clama por sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo estudos da Universidade de Stanford, 73% das mortes ocorridas nos centros urbanos mundiais t\u00eam como causa o estilo de vida pouco saud\u00e1vel empreendido pela popula\u00e7\u00e3o. E o que est\u00e1 por tr\u00e1s disso? O vetor para o estilo de vida inadequado \u00e9 o estresse vivido pelas pessoas no cotidiano. Muita adrenalina e cortisol (os horm\u00f4nios gerados pelo estresse) circulam no sangue, as portas do corpo se abrem sempre para as mais diversas doen\u00e7as, sempre de forma individual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para combater esse mal, algumas a\u00e7\u00f5es simples (entre outras) deveriam ser empreendidas por nossos governantes:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na educa\u00e7\u00e3o: desde a tenra idade os jovens precisam ser educados \u00e0 se alimentar corretamente. Nas cantinas escolares, deve-se evitar o uso de a\u00e7ucarados, bebidas que contenham estimulantes, excesso de sal e de farin\u00e1ceos, al\u00e9m de outros produtos que estimulam a obesidade infantil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Escolas, pra\u00e7as p\u00fablicas, ruas, avenidas, devem ser dotadas de espa\u00e7os para quadras esportivas, ciclovias, piscinas coletivas&#8230; A atividade f\u00edsica deve ser estimulada e praticada pela popula\u00e7\u00e3o. Em contrapartida, ser\u00e3o observadas grandes economias na sa\u00fade p\u00fablica, al\u00e9m do aumento da qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pais devem ser orientados a limitar o uso de equipamentos eletr\u00f4nicos (celular, tablets, computadores&#8230;) por seus filhos. V\u00e1rias adic\u00e7\u00f5es come\u00e7am a chamar a aten\u00e7\u00e3o dos profissionais de sa\u00fade, com consequ\u00eancias graves para a forma\u00e7\u00e3o dos jovens. O despertar para a criatividade deveria integrar a agenda de jovens pais. M\u00fasica, canto, esporte, pintura, dan\u00e7a&#8230; ajudar\u00e3o seus filhos, libertando-os das amarras do mundo virtual. Assim, a pr\u00e1tica das a\u00e7\u00f5es acima citadas poder\u00e3o contribuir para a boa gest\u00e3o do estresse dos indiv\u00edduos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como dizia Da Vinci, no s\u00e9culo XVI, o homem \u00e9 corpo e alma, f\u00edsico e emo\u00e7\u00e3o. N\u00e3o podemos dissociar o corpo da mente. E, o que podemos falar do emocional de nossa popula\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O povo carioca sempre foi alegre, extrovertido, simp\u00e1tico e at\u00e9 mesmo irreverente. Segundo Darwin (s\u00e9culo 19), existem seis emo\u00e7\u00f5es que s\u00e3o comuns a toda humanidade, independente da cultura: alegria, tristeza, surpresa, medo, desgosto e raiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, contrariando seu DNA, o carioca atual s\u00f3 n\u00e3o convive com a alegria. Depress\u00e3o, ansiedade, p\u00e2nico e ins\u00f4nia substitu\u00edram nossa alegria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E, as demais emo\u00e7\u00f5es citadas por Darwin passaram a preencher a alma das pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante do cen\u00e1rio acima, as doen\u00e7as cr\u00f4nicas (hipertens\u00e3o arterial, diabetes, obesidade, c\u00e2ncer&#8230;) encontram espa\u00e7o para progredir na nossa popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora n\u00e3o tenhamos dados estat\u00edsticos confi\u00e1veis em rela\u00e7\u00e3o aos percentuais de causa mortis na cidade do Rio de Janeiro, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil estimar que infartos do mioc\u00e1rdio, acidentes vasculares cerebrais e c\u00e2ncer liderariam, com n\u00fameros expressivos, qualquer estudo que venha a ser realizado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Artigo publicado no jornal O Globo em 7 de maio de 2019.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-medium-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Gilberto Ururahy<\/strong><br>Presidente do Conselho de Medicina e Sa\u00fade da ACRJ<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Afinal, todo prefeito \u00e9 respons\u00e1vel pelo destino de sua cidade. \u00c9 respons\u00e1vel tamb\u00e9m pelo bem-estar da popula\u00e7\u00e3o. Conceito vasto em que est\u00e3o inseridos sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o,&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2914,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"_customify_content_layout":"","_customify_sidebar":"","_customify_page_header_display":"default","_customify_disable_header":"","_customify_disable_header_top":"","_customify_disable_header_main":"","_customify_disable_header_bottom":"","_customify_disable_page_title":"","_customify_disable_content_vertical_padding":"","_customify_disable_footer_top":"","_customify_disable_footer_main":"","_customify_disable_footer_bottom":"","_customify_breadcrumb_display":"","_customify_header_transparent_display":"","footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-2999","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2999","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2999"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2999\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2914"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2999"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2999"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2999"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}