{"id":2986,"date":"2019-07-05T17:43:00","date_gmt":"2019-07-05T20:43:00","guid":{"rendered":"http:\/\/acrj2020.profissional.ws\/?p=2986"},"modified":"2020-03-01T17:45:58","modified_gmt":"2020-03-01T20:45:58","slug":"valores-que-fazem-a-diferenca-contra-o-assedio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2019\/07\/05\/valores-que-fazem-a-diferenca-contra-o-assedio\/","title":{"rendered":"Valores que fazem a diferen\u00e7a contra o ass\u00e9dio"},"content":{"rendered":"\n<p>Os sinais s\u00e3o inequ\u00edvocos. Come\u00e7am com elogios inoportunos, convites fora de hora ou brincadeiras \u201cinofensivas\u201d. Na sequ\u00eancia, v\u00eam abusos ainda piores. Todos provocam estragos, por vezes, devastadores. Mas os tempos come\u00e7am a mudar. Condutas impr\u00f3prias no ambiente de trabalho deixaram de ser um assunto restrito \u00e0s discuss\u00f5es internas nas empresas. Hoje den\u00fancias de funcion\u00e1rias contra colegas e superiores, por conta de ass\u00e9dio e pr\u00e1ticas abusivas, t\u00eam repercuss\u00e3o em escala global. E n\u00e3o estamos falando apenas de movimentos como&nbsp;<strong>Time\u2019s Up<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Me Too<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho, 52% das mulheres j\u00e1 sofreram ass\u00e9dio sexual, moral ou psicol\u00f3gico em algum momento de suas carreiras. As v\u00edtimas, no entanto, t\u00eam sa\u00eddo da redoma de sil\u00eancio que as mantinham aprisionadas. A comprova\u00e7\u00e3o dos abusos pode custar n\u00e3o s\u00f3 a carreira dos assediadores, como a pr\u00f3pria reputa\u00e7\u00e3o da empresa. Em resposta, uma importante ferramenta de combate a esse tipo de conduta tem sido cada vez mais utilizada pelas corpora\u00e7\u00f5es, ajudando a transformar o ambiente de trabalho: a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o-Violenta (CNV).<\/p>\n\n\n\n<p>Desenvolvida pelo psic\u00f3logo norte-americano Marshall Rosenberg, a CNV ajuda a reduzir conflitos e a estimular compaix\u00e3o, respeito e empatia, valores essenciais nas empresas. Nas palavras de Rosenberg, a mudan\u00e7a come\u00e7a por assumir que somos todos compassivos por natureza e que estrat\u00e9gias violentas \u2013 se verbais ou f\u00edsicas \u2013 s\u00e3o aprendidas, ensinadas e apoiadas pela cultura dominante. Ou seja, em um ambiente que estimule a competitividade, a domina\u00e7\u00e3o e a agressividade, tendemos a nos comportar violentamente. Na outra ponta, em ambientes acolhedores e cooperativos, as pessoas tendem a agir com generosidade e respeito.<\/p>\n\n\n\n<p>Diversidade \u00e9 uma das quest\u00f5es mais dif\u00edceis hoje no ambiente corporativo e a capacidade de lidar com a complexidade e com a diversidade humana \u00e9 fator fundamental para evitar esses conflitos e resolver situa\u00e7\u00f5es. Mesmo com os avan\u00e7os conquistados nos \u00faltimos anos, em diversos \u00e2mbitos da vida social, a mulher \u00e9 ainda hoje o principal alvo de ass\u00e9dio em ambientes de trabalho, e isso porque o machismo ainda \u00e9 muito enraizado nos espa\u00e7os corporativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a CNV pode ser uma ferramenta de transforma\u00e7\u00e3o e de aux\u00edlio para pessoas e organiza\u00e7\u00f5es. Trata-se de um processo de humaniza\u00e7\u00e3o composto de quatro passos: observa\u00e7\u00e3o, sentimento, necessidade e pedido. Em vez de rotular os colegas com express\u00f5es depreciativas, funcion\u00e1rios aprendem a empregar valores como toler\u00e2ncia e respeito. A Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o-Violenta tem mudado os padr\u00f5es de relacionamentos em mais de 100 pa\u00edses, tanto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua utilidade individual quanto nos ambientes corporativos e institucionais, como em governos e at\u00e9 na ONU.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos principais agentes dessa transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 o n\u00edvel interno de confian\u00e7a. Pesquisa feita pelo especialista em Neuroci\u00eancia e Neuroeconomia Paul Zak \u2013 publicada na revista Harvard Business Review&nbsp; \u2013 mostra que funcion\u00e1rios das empresas que estimulam a confian\u00e7a no trabalho s\u00e3o 50% mais produtivos, 74% menos estressados e 76% mais engajados.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o Instituto Gallup revela que organiza\u00e7\u00f5es nas quais o comprometimento de pessoas \u00e9 maior s\u00e3o 22% mais lucrativas, 21% mais produtivas e t\u00eam \u00edndice de absente\u00edsmo 37% menor em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s que t\u00eam menor \u00edndice de engajamento. Mas, para tanto, \u00e9 preciso um bom ambiente de trabalho. Empatia, parceria e comunica\u00e7\u00e3o eficaz s\u00e3o capazes de evitar muitos desses problemas, segundo os princ\u00edpios da CNV.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, a CNV \u00e9 t\u00e3o importante, pois auxilia as pessoas a lidar com o outro, com o diferente e com as diferen\u00e7as. \u00c9 uma t\u00e9cnica fundamental para trazer n\u00edveis de consci\u00eancia para quem pratica o ass\u00e9dio e com isso colocar fim a esta pr\u00e1tica e tamb\u00e9m para quem sofre, poder identificar e sair desta situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-medium-font-size\"><strong>Marie Bendelac Ururahy<\/strong><br>S\u00f3cia-diretora e cofundadora da Be Coaching Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os sinais s\u00e3o inequ\u00edvocos. Come\u00e7am com elogios inoportunos, convites fora de hora ou brincadeiras \u201cinofensivas\u201d. Na sequ\u00eancia, v\u00eam abusos ainda piores. 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