{"id":27274,"date":"2024-07-10T08:00:00","date_gmt":"2024-07-10T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/acrj.org.br\/?p=27274"},"modified":"2024-07-09T16:56:52","modified_gmt":"2024-07-09T19:56:52","slug":"nem-tudo-acaba-em-pizza-10-de-julho-dia-mundial-da-pizza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2024\/07\/10\/nem-tudo-acaba-em-pizza-10-de-julho-dia-mundial-da-pizza\/","title":{"rendered":"Nem tudo acaba em pizza! (10 de julho Dia Mundial da Pizza)"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Reinaldo Paes Barreto, membro do Conselho Empresarial de Cultura da ACRJ<\/p>\n\n\n\n<p>Confirmo: nem tudo acaba em pizza. E, \u00e0s vezes, at\u00e9 ocorre o oposto: uma pizza bem feita recupera uma grande harmonia entre os humanos. Ent\u00e3o, por que essa pacha? Por que, segundo uma \u201clenda urbana\u201d, esta express\u00e3o vem da linguagem do futebol e nasceu a partir do seguinte epis\u00f3dio: na d\u00e9cada de 60, alguns cartolas do Palmeiras se reuniram para resolver problemas do clube (em S\u00e3o Paulo, \u00e9 claro) e passaram 14h seguidas discutindo. Por fim, exaustos e famintos&nbsp;(\u201c\u00f4rra, meu\u201d) resolveram interromper as elucubra\u00e7\u00f5es e foram \u00e0 pizzaria mais pr\u00f3xima, matar a fome. E pediram 18 pizzas gigantes &#8212; e muito chope. N\u00e3o deu outra: as brigas e alterca\u00e7\u00f5es de antes cederam lugar \u00e0 gargalhadas, tapinhas no ombro e demonstra\u00e7\u00f5es de grande camaradagem. O rep\u00f3rter Milton Peruzzi, da Gazeta Esportiva, cravou ent\u00e3o a seguinte manchete no dia seguinte: \u201ccrise no Palmeiras acaba em pizza!\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Bom, mas e a pizza mais famosa do mundo, a Margherita? Quem nos esclarece \u00e9 o mestre J. A. Dias, em um livro com este t\u00edtulo. A hist\u00f3ria eu conto: por volta de 1889, o rei Umberto de Savoia e sua mulher, a sofisticada rainha Margherita, foram veranear em N\u00e1poles, como sempre faziam no m\u00eas de julho, e quiseram provar o famoso prato de massa que viam ser servido nas ruas e devorado com \u201clamber de bei\u00e7os\u201d pela popula\u00e7\u00e3o. Mas como n\u00e3o ficava bem a um casal real descer da carruagem e se servir com as m\u00e3os, como fazia \u201ci ragazzi\u201d, encomendaram ao cozinheiro do pal\u00e1cio uma r\u00e9plica da iguaria. E o pr\u00f3prio, que conhecia um pizzaiolo bom de forno \u2013 Raffaele Esposito \u2013 repassou a encomenda. E o dito Esposito, talvez para se candidatar a um upgrade na Corte, em Roma, preparou uma pizza tradicional, mas cobriu a massa com mu\u00e7arela, tomate e manjeric\u00e3o, ou seja, o branco, o vermelho e o verde da bandeira da It\u00e1lia!<\/p>\n\n\n\n<p>Bingo! A pizza \u00e9 hoje um dos pratos mais vendidos no mundo e em novembro do ano passado realizou-se em Madri o World Pizza Summit, o maior congresso global do setor.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 origem do nome \u201cpizza\u201d, e como quase sempre acontece com o batismo dos pratos e drinques, h\u00e1 sempre mais de uma vers\u00e3o. Para alguns pesquisadores, a palavra&nbsp;\u201cpizza\u201d&nbsp;procede&nbsp;do alem\u00e3o \u201cbizoo\u201d, que significa peda\u00e7o de p\u00e3o. J\u00e1 para outros, deriva da palavra grega \u201cpitta\u201d, que significa bolacha. Gosto mais dessa vers\u00e3o hel\u00eanica, porque h\u00e1 tr\u00eas s\u00e9culos antes de Cristo j\u00e1 os gregos costumavam acrescentar ao p\u00e3o coberturas como queijo e tomate. E como o p\u00e3o deles era parecido com o p\u00e3o s\u00edrio que conhecemos hoje, redondo e chato como um disco, faz sentido ser chamado de bolacha.<\/p>\n\n\n\n<p>Apogeu: em 2017 a Pizza Margherita foi tombada pela Unesco como patrim\u00f4nio da humanidade e as suas caracter\u00edsticas t\u00eam que obedecer ao seguinte protocolo: quatro ingredientes b\u00e1sicos para a massa e quatro para o recheio. Farinha, \u00e1gua, sal e fermento no preparo e mu\u00e7arela, tomate, manjeric\u00e3o fresco e \u00f3leo (azeite) de oliva para a cobertura. Tem, tamb\u00e9m, que ser assada em forno \u00e0 lenha e o seu di\u00e2metro s\u00f3 pode variar entre 28 e 31cm.<\/p>\n\n\n\n<p>Meu recado: salvo como rem\u00e9dio para os portadores de anorexia, por favor n\u00e3o harmonizem a sua pizza com chope ou cerveja, a n\u00e3o ser que esteja na roda uma costureira para alargar a sua roupa l\u00e1 mesmo. Pefira vinhos tintos leves ou, de prefer\u00eancia, vinhos brancos ou espumantes, porque a acidez destes \u00faltimos ajuda a digerir a gordura do queijo e da massa. E, depois, depois agrade\u00e7a a S\u00e3o Benedito, padroeiro dos cozinheiros, estar vivo \u2013 e com bom paladar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5005\" style=\"width:350px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-600x400.jpg 600w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-300x200.jpg 300w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto-768x512.jpg 768w, https:\/\/acrj.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Assuntos-culturais_vice-Reinaldo-Paes-Barreto.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Reinaldo Paes Barreto \u00e9 assessor da diretoria do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI)<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Reinaldo Paes Barreto, membro do Conselho Empresarial de Cultura da ACRJ<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":27275,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-27274","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27274","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27274"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27274\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27275"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27274"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27274"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27274"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}