{"id":25573,"date":"2024-05-03T07:16:01","date_gmt":"2024-05-03T10:16:01","guid":{"rendered":"https:\/\/acrj.org.br\/?p=25573"},"modified":"2026-04-07T12:14:27","modified_gmt":"2026-04-07T15:14:27","slug":"as-criminosas-des-calcadas-das-cidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2024\/05\/03\/as-criminosas-des-calcadas-das-cidades\/","title":{"rendered":"As criminosas (des) cal\u00e7adas das cidades"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Josier Vilar, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Comercial do Rio de Janeiro &#8211; ACRJ. Artigo publicado no Jornal O Dia<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio do s\u00e9culo 20, o ent\u00e3o prefeito do Rio de Janeiro Paulo de Frontin, inspirado na pra\u00e7a do Rocio, em Lisboa, fez o 1\u00ba cal\u00e7amento da avenida Atl\u00e2ntica com pedras portuguesas pretas e brancas. J\u00e1 na d\u00e9cada de 1970, o paisagista Burle Marx refez o desenho original que dura at\u00e9 os dias atuais. A partir da\u00ed as pedras ganharam as cal\u00e7adas do Rio e de in\u00fameras cidades brasileiras. A bela hist\u00f3ria das pedras portuguesas decorando as cal\u00e7adas da cidade, cart\u00e3o postal de Copacabana para o mundo, termina aqui, neste curta metragem. <\/p>\n\n\n\n<p>A quase totalidade de nossas cal\u00e7adas \u00e9 criminosa. Com ou sem pedras portuguesas, elas ferem, matam, hospitalizam, envergonham e dificultam a vida de milhares de brasileiros diariamente. Os desmandos e a falta de conserva\u00e7\u00e3o das cal\u00e7adas do Rio e da maioria das grandes cidades brasileiras tornaram-se uma verdadeira arma contra todos os cidad\u00e3os, especialmente aqueles que t\u00eam dificuldade de locomo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Cal\u00e7adas desniveladas, sujas, cheias de buracos, com ocupa\u00e7\u00e3o irregular, bicicletas de aplicativos e motos circulando em alta velocidade, obstru\u00e7\u00f5es por vasos de plantas que impedem cadeirantes e deficientes visuais transitarem em seguran\u00e7a, ra\u00edzes de \u00e1rvores inadequadamente plantadas afloram como perigosas barreiras para pedestres, especialmente os idosos. Tudo isso faz parte desse inadmiss\u00edvel e inaceit\u00e1vel cotidiano carioca e de v\u00e1rias outras cidades brasileiras, que destroem o turismo, o com\u00e9rcio, a economia de nossa cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Se fossem medidos, certamente os gastos com sa\u00fade ocasionados pelos milhares de atendimentos m\u00e9dico-hospitalares de emerg\u00eancia \u00e0s v\u00edtimas das cal\u00e7adas, medicamentos e equipamentos de apoio a acidentados, os dias de inatividade do trabalho seriam suficientes para custear uma manuten\u00e7\u00e3o adequada dessas verdadeiras armadilhas de nosso cotidiano.<\/p>\n\n\n\n<p>A simples justificativa de que cabe ao propriet\u00e1rio do im\u00f3vel a manuten\u00e7\u00e3o da cal\u00e7ada em frente a sua propriedade n\u00e3o \u00e9 aceit\u00e1vel, pela simples raz\u00e3o de n\u00e3o existir efetiva fiscaliza\u00e7\u00e3o quanto a isso. E o que \u00e9 pior, uma grande parte dos danos \u00e9 causada pelas concession\u00e1rias de servi\u00e7os p\u00fablicos, como telefonia, internet, \u00e1gua, esgoto e outros, que danificam as cal\u00e7adas e fazem reparos (quando fazem) totalmente fora dos padr\u00f5es de qualidade e usabilidade.<br>Embutir no IPTU uma taxa de manuten\u00e7\u00e3o das cal\u00e7adas, e transferir para as administra\u00e7\u00f5es regionais os recursos, e a responsabilidade de manter \u00edntegro um espa\u00e7o p\u00fablico, e cobrar das concession\u00e1rias uma taxa de recupera\u00e7\u00e3o das cal\u00e7adas pelos estragos, no momento em que solicitam licen\u00e7a para obra de reparos ou instala\u00e7\u00f5es de seus equipamentos, podem ser solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>As cal\u00e7adas do Rio n\u00e3o podem continuar a ser cal\u00e7adas assassinas.<br>A cidadania pede passagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Artigo publicado no <strong><a href=\"https:\/\/odia.ig.com.br\/opiniao\/2024\/05\/6838531-as-criminosas-des-calcadas-das-cidades.html\">Jornal O Dia<\/a><\/strong> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Josier Vilar, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Comercial do Rio de Janeiro \u2013 ACRJ. Artigo publicado no Jornal O Dia.<br \/>\n03\/05\/2024<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":23751,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[12,79],"tags":[],"class_list":["post-25573","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-fala_presidente"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25573","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25573"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25573\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42548,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25573\/revisions\/42548"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23751"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25573"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25573"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25573"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}