{"id":2539,"date":"2018-11-12T21:11:00","date_gmt":"2018-11-12T23:11:00","guid":{"rendered":"http:\/\/acrj2020.profissional.ws\/?p=2539"},"modified":"2020-02-29T21:13:15","modified_gmt":"2020-03-01T00:13:15","slug":"acrj-discute-primeiro-ano-da-reforma-trabalhista-em-seminario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2018\/11\/12\/acrj-discute-primeiro-ano-da-reforma-trabalhista-em-seminario\/","title":{"rendered":"ACRJ discute primeiro ano da reforma trabalhista em semin\u00e1rio"},"content":{"rendered":"\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Comercial do Rio de Janeiro promoveu no dia 9 de novembro semin\u00e1rio para discutir o primeiro ano da reforma trabalhista, analisar os progressos, resist\u00eancias e quais as expectativas para o futuro. O evento reuniu importantes juristas que legislam na \u00e1rea e s\u00e3o profundos conhecedores do assunto como M\u00facio Nascimento Borges, titular da 33\u00aa Vara do Trabalho, a desembargadora Dalva Am\u00e9lia de Oliveira, do Tribunal Regional do Trabalho da 1\u00aa Regi\u00e3o, e Fernando Zorzenon, desembargador e presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 1\u00aa Regi\u00e3o. O professor do MBA em Direito Empresarial da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas, Carlos Zangrando, foi mediador do debate.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Zangrando, n\u00e3o havia como manter a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista nos moldes anteriores. \u201cEmbora estejamos num per\u00edodo em que poder\u00edamos ver os resultados dessa Reforma, a verdade \u00e9 que ela aconteceu num dos piores momentos da hist\u00f3ria da economia do pa\u00eds e, por isso, a amplitude das suas consequ\u00eancias ainda n\u00e3o foi de fato sentida. Vivemos com uma legisla\u00e7\u00e3o trabalhista criada em uma situa\u00e7\u00e3o social pr\u00e9-industrial, fundada em princ\u00edpios e ideias do s\u00e9culo 19, montada sobre a estrutura industrial do sistema fordista e nada disso corresponde mais \u00e0 realidade. Hoje aquela hierarquia vertical n\u00e3o existe mais e toda essa situa\u00e7\u00e3o clamava por uma revis\u00e3o\u201d, afirma o professor.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00facio Nascimento apresentou um levantamento feito pelo Tribunal Superior do Trabalho que mostra que n\u00famero de a\u00e7\u00f5es depois da Reforma caiu em 36%. \u201cAt\u00e9 a Reforma Trabalhista, o empregador n\u00e3o tinha seguran\u00e7a nenhuma quando mandava embora o empregado. A legisla\u00e7\u00e3o \u00e9 \u2013 e agora n\u00e3o tanto \u2013 uma lei que joga o empregado contra o empregador e vice-versa. Eu sou juiz h\u00e1 22 anos e j\u00e1 fiz 60 mil audi\u00eancias. A lei era muito protecionista. Se era boa, como era poss\u00edvel um n\u00famero t\u00e3o grande de a\u00e7\u00f5es? \u201d, questionou. Para o jurista, a lei n\u00e3o permitia nenhuma flexibiliza\u00e7\u00e3o no contrato de trabalho, sem levar em considera\u00e7\u00e3o que a tecnologia e as rela\u00e7\u00f5es empregat\u00edcias mudaram. \u201cEm 1943, talvez fosse necess\u00e1rio esse dirigismo contratual pelas caracter\u00edsticas da \u00e9poca. Hoje, por\u00e9m, como a legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o consegue acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o social, a jurisprud\u00eancia tenta suprir essa lacuna. Desta forma, ca\u00edmos num ciclo vicioso que n\u00e3o \u00e9 bom para ningu\u00e9m\u201d, refor\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a desembargadora Dalva Am\u00e9lia, a Reforma foi branda e poderia ter revisto outros pontos mais sens\u00edveis e mais profundos. \u201cO bom \u00e9 que tudo foi feito dentro do que apregoa a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho em rela\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios que devem regular as rela\u00e7\u00f5es entre capital e trabalho\u201d, afirmou. \u201cOs nossos pol\u00edticos devem garantir os canais de negocia\u00e7\u00e3o, oferecer informa\u00e7\u00e3o, boa gest\u00e3o e os balan\u00e7os das empresas para que as rela\u00e7\u00f5es sejam transparentes\u201d, completou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Associa\u00e7\u00e3o Comercial do Rio de Janeiro promoveu no dia 9 de novembro semin\u00e1rio para discutir o primeiro ano da reforma trabalhista, analisar os progressos,&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2540,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-2539","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2539","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2539"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2539\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2540"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2539"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2539"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2539"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}