{"id":2297,"date":"2019-03-28T14:46:00","date_gmt":"2019-03-28T17:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/acrj2020.profissional.ws\/?p=2297"},"modified":"2020-02-29T14:47:18","modified_gmt":"2020-02-29T17:47:18","slug":"questionario-sobre-violencia-contra-mulher-e-lancado-pela-secretaria-de-desenvolvimento-social-e-direitos-humanos-e-vice-presidente-do-ce-de-esporte-da-acrj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2019\/03\/28\/questionario-sobre-violencia-contra-mulher-e-lancado-pela-secretaria-de-desenvolvimento-social-e-direitos-humanos-e-vice-presidente-do-ce-de-esporte-da-acrj\/","title":{"rendered":"Question\u00e1rio sobre viol\u00eancia contra mulher \u00e9 lan\u00e7ado pela Secret\u00e1ria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos e Vice-Presidente do CE de Esporte da ACRJ"},"content":{"rendered":"\n<p>Com o aumento de den\u00fancias de viol\u00eancia sexual contra mulheres no local de trabalho nos \u00faltimos anos, se tornou inadi\u00e1vel uma discuss\u00e3o mais s\u00e9ria sobre o assunto. Para atacar esse problema, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro lan\u00e7ou um question\u00e1rio eletr\u00f4nico, com o objetivo de estudar a frequ\u00eancia desses abusos, al\u00e9m de avaliar a capacidade das mulheres em identificar esse tipo de situa\u00e7\u00e3o. Chefiando essa iniciativa est\u00e1 a Vice-Presidente do Conselho Empresarial de Esporte da Associa\u00e7\u00e3o Comercial do Rio de Janeiro, Fabiana Bentes, que \u00e9 Secret\u00e1ria da pasta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQueremos come\u00e7ar a mapear a quest\u00e3o da viol\u00eancia contra a mulher no local de trabalho e verificar se elas entendem de fato as situa\u00e7\u00f5es que caracterizam ass\u00e9dio e viol\u00eancia. Temos a tend\u00eancia de considerar naturais comportamentos abusivos\u201d, afirmou Bentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s an\u00e1lise dos dados, a inten\u00e7\u00e3o da Secretaria de Estado \u00e9 de desenvolver pol\u00edticas p\u00fablicas e dar suporte \u00e0s empresas, a partir desse diagn\u00f3stico inicial. \u201cPrecisamos efetivamente buscar o entendimento desse quadro e apresentar propostas de pol\u00edtica interna nas empresas privadas. Pol\u00edticas que tamb\u00e9m dialoguem com o estado, pois \u00e0s vezes essa mulher tamb\u00e9m sofre viol\u00eancia dom\u00e9stica, tem um p\u00e9ssimo rendimento profissional como consequ\u00eancia, sendo que a empresa at\u00e9 poderia ajudar, mas n\u00e3o sabe como\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Bentes, o intuito \u00e9 criar canais de comunica\u00e7\u00e3o, ouvidorias, al\u00e9m de planejar formas de acolher essas mulheres. \u201cQuando a gente realiza a\u00e7\u00f5es nesse sentido n\u00e3o estamos s\u00f3 protegendo a mulher, mas tamb\u00e9m a empresa que a contrata\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O question\u00e1rio busca obter 500 respostas em 45 dias, e os primeiros resultados j\u00e1 come\u00e7aram a aparecer. De acordo com a Secret\u00e1ria, os primeiros resultados s\u00e3o \u201cassustadores\u201d. Entre as mulheres que responderam o question\u00e1rio, 30% j\u00e1 solicitaram aux\u00edlio. \u201cN\u00e3o imagin\u00e1vamos que isso aconteceria, mas 30% j\u00e1 querem nosso contato, j\u00e1 est\u00e3o pedindo socorro. Ao mesmo tempo, j\u00e1 pudemos observar que mais de 70% das mulheres j\u00e1 sofrem diversos tipos de viol\u00eancia, dentro do ambiente do trabalho.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente, os dados apresentados nos primeiros dias da pesquisa refletem a realidade de muitas profissionais. De acordo com a Consultoria Protiviti, foram registradas mais de 160 mil den\u00fancias de viol\u00eancia contra mulheres no local de trabalho entre os anos de 2007 e 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros, no entanto, podem ser muito maiores. Dados da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade revelam que pelo menos 20% de mulheres violentadas no mundo permanecem em sil\u00eancio. S\u00f3 no Brasil, em m\u00e9dia, foram registradas 630 notifica\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia contra mulheres por dia no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) em 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>O question\u00e1rio, que pode ser encontrado&nbsp;<a href=\"https:\/\/goo.gl\/forms\/l1QZKXE8CCWzQxWj1\">aqui<\/a>, ser\u00e1 enviado \u00e0s empresas associadas \u00e0 ACRJ. A ideia \u00e9 criar um banco de dados para mapear o tema, tendo como objetivo principal a cria\u00e7\u00e3o de um ambiente de trabalho saud\u00e1vel para a mulher. O question\u00e1rio \u00e9 confidencial, n\u00e3o exige identifica\u00e7\u00e3o da pessoa ou empresa, e ser\u00e1 tratado de forma coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Fabiana Bentes ressaltou a import\u00e2ncia desse tipo de iniciativa, lembrando a afirma\u00e7\u00e3o de uma major da Pol\u00edcia Militar. \u201cA major Claudia Moraes fala: \u2018O feminic\u00eddio muitas vezes \u00e9 uma mulher morta, um homem preso e uma crian\u00e7a \u00f3rf\u00e3. A gente precisa evitar isso\u2019.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o aumento de den\u00fancias de viol\u00eancia sexual contra mulheres no local de trabalho nos \u00faltimos anos, se tornou inadi\u00e1vel uma discuss\u00e3o mais s\u00e9ria sobre&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2298,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-2297","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2297","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2297"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2297\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2298"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2297"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2297"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2297"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}