{"id":2187,"date":"2019-06-24T12:56:00","date_gmt":"2019-06-24T15:56:00","guid":{"rendered":"http:\/\/acrj2020.profissional.ws\/?p=2187"},"modified":"2020-03-02T20:42:05","modified_gmt":"2020-03-02T23:42:05","slug":"ce-de-politica-e-comercio-exterior-recebe-renato-galvao-flores-junior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2019\/06\/24\/ce-de-politica-e-comercio-exterior-recebe-renato-galvao-flores-junior\/","title":{"rendered":"CE de Pol\u00edtica e Com\u00e9rcio Exterior recebe Renato Galv\u00e3o Fl\u00f4res Junior"},"content":{"rendered":"\n<p>\u201cState of Flux\u201d. O termo em ingl\u00eas representa um estado de incerteza sobre o que deveria ser feito, normalmente ap\u00f3s algum evento importante, e precede o estabelecimento de uma nova dire\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00e3o. Para o Diretor do N\u00facleo de Prospec\u00e7\u00e3o e Intelig\u00eancia Internacional da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), Renato Galv\u00e3o Fl\u00f4res Junior, em palestra para o Conselho de Pol\u00edtica e Com\u00e9rcio Exterior da ACRJ, nesta quarta-feira, 19 de junho, o termo ilustra adequadamente o momento de incerteza pelo qual atravessa os BRICS, o bloco internacional que inclui Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia, China e \u00c1frica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs BRICS se trata de algo inusitado, uma surpresa\u201d, afirmou no come\u00e7o de sua palestra, na qual contou a hist\u00f3ria de forma\u00e7\u00e3o do bloco, desde a fagulha da ideia, ainda com o conceito de \u201cpa\u00edses-baleia\u201d em 2001, e com a cria\u00e7\u00e3o do \u201cBRIC\u201d, at\u00e9 a entrada da \u00c1frica do Sul no bloco em 2010, quando o acr\u00f4nimo atual foi adotado: BRICS.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00d3timo de Pareto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Todos os pa\u00edses do grupo est\u00e3o contentes por estar no Brics\u201d, afirma Fl\u00f4res Junior. De acordo com ele, a rela\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses com o bloco poderia ser definida como um \u201c\u00d3timo de Pareto\u201d. O conceito, desenvolvido pelo italiano Vilfredo Pareto, define um estado de aloca\u00e7\u00e3o de recursos no qual \u00e9 imposs\u00edvel realoc\u00e1-los tal que a situa\u00e7\u00e3o de qualquer participante seja melhorada sem piorar a situa\u00e7\u00e3o individual de outro participante.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA R\u00fassia, normalmente relegada nas rela\u00e7\u00f5es internacionais, \u00e9 totalmente integrada no bloco. A China adora o grupo pois ainda pode se dar ao luxo de se posicionar como pa\u00eds em desenvolvimento. Ela pode tratar de seus problemas sociais que ainda a associam com essas economias, como o crescimento das favelas, por exemplo. O Brics \u00e9 como uma alavanca para a \u00cdndia\u201d, enumerou.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o caso do Brasil, segundo Fl\u00f4res Junior, o pa\u00eds \u201ccresce em import\u00e2ncia, ao integrar um bloco no qual tr\u00eas pa\u00edses t\u00eam a bomba\u201d. O mesmo motivo contempla a \u00c1frica do Sul, o \u00fanico pa\u00eds africano do bloco. \u201cEssa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das for\u00e7as do bloco.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ele delineou o papel atual do Brasil em rela\u00e7\u00e3o ao bloco internacional. \u201cA meu ver, nossa pol\u00edtica externa ainda n\u00e3o est\u00e1 completamente definida. Temos algumas coisas, como o realinhamento aos EUA. Ainda n\u00e3o sei o qu\u00e3o incondicional \u00e9 essa posi\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de identificar o receio entre as economias ocidentais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ascens\u00e3o chinesa, Fl\u00f4res Junior afirma n\u00e3o compartilhar desse temor. \u201cH\u00e1 espa\u00e7o para melhoras das rela\u00e7\u00f5es com o pa\u00eds\u201d, diz, complementando que parcerias de alta tecnologia com a China s\u00e3o desej\u00e1veis. No caso da R\u00fassia, apesar de n\u00e3o representar um papel de investidor, como a China, ela est\u00e1 configurada como \u201cum enorme mercado\u201da ser explorado pelo Brasil. \u201cA R\u00fassia \u00e9 um mercado muito interessante para n\u00f3s. Acho que at\u00e9 agora desprezamos\u201d. Segundo ele, troca de tecnologia em setores espec\u00edficos, como no setor militar, s\u00e3o estrat\u00e9gicas. J\u00e1 a \u00cdndia pode ser um parceiro importante para a penetra\u00e7\u00e3o maior do Brasil na \u00c1sia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>C\u00fapula dos BRICS \u00e9 momento em que diferen\u00e7as s\u00e3o deixadas de lado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Outro aspecto importante, de acordo com o professor, \u00e9 que as contendas entre os pa\u00edses \u2013 principalmente entre China, R\u00fassia e \u00cdndia \u2013 s\u00e3o deixados de lado na c\u00fapula do BRICS, em troca de debates e negocia\u00e7\u00f5es amig\u00e1veis entre os pa\u00edses. \u201cEstamos, dessa forma, em um \u2018\u00d3timo de Pareto\u2019, n\u00e3o vamos atrapalhar esta festa\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra vis\u00e3o, segundo ele, \u00e9 de que os BRICS s\u00e3o uma potencial for\u00e7a de lobby no contexto internacional. \u201cH\u00e1 um esfor\u00e7o no grupo para se livrar da influ\u00eancia do d\u00f3lar e do euro. A R\u00fassia quer, por exemplo, desenvolver um cart\u00e3o de cr\u00e9dito para ser usado entre os pa\u00edses do Brics\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Fl\u00f4res Junior acredita que, apesar do momento econ\u00f4mico dos pa\u00edses do bloco ser diferente da \u00e9poca de sua funda\u00e7\u00e3o, com pa\u00edses como o Brasil em baixa e outros como a \u00cdndia em alta, o bloco possui peculiaridades e potenciais exclusivos. \u201cEsse \u00e9 um bloco \u00fanico nas rela\u00e7\u00f5es internacionais, pois une pa\u00edses n\u00e3o conectados geograficamente, e totalmente diferentes\u201d, concluiu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cState of Flux\u201d. 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