{"id":1771,"date":"2019-10-28T18:59:00","date_gmt":"2019-10-28T21:59:00","guid":{"rendered":"http:\/\/acrj2020.profissional.ws\/?p=1771"},"modified":"2020-02-27T19:01:44","modified_gmt":"2020-02-27T22:01:44","slug":"relacoes-internacionais-sao-extremamente-delicadas-afirma-embaixadora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2019\/10\/28\/relacoes-internacionais-sao-extremamente-delicadas-afirma-embaixadora\/","title":{"rendered":"\u201cRela\u00e7\u00f5es internacionais s\u00e3o extremamente delicadas\u201d, afirma embaixadora"},"content":{"rendered":"\n<p>Com o conhecimento de quem foi embaixadora do Brasil junto \u00e0s Comunidades Europeias por mais de tr\u00eas anos (2005-2008), al\u00e9m de ter sido c\u00f4nsul-geral do Brasil na Fran\u00e7a at\u00e9 2012, Maria Celina de Azevedo Rodrigues fez uma leitura sobre o acordo entre Mercosul e Uni\u00e3o Europeia, assinado em junho, durante a reuni\u00e3o do Conselho Empresarial de Pol\u00edtica e Com\u00e9rcio Exterior da ACRJ, dia 23. \u201cDevo dizer que eu estava l\u00e1 h\u00e1 20 anos, quando a ideia come\u00e7ou. A China enquanto economia n\u00e3o existia, o foco era a liga\u00e7\u00e3o do Mercosul e Uni\u00e3o Europeia, principal destino de nossas exporta\u00e7\u00f5es, na \u00e9poca\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ela, a principal barreira nas negocia\u00e7\u00f5es foram as press\u00f5es dentro dos estados europeus, e n\u00e3o no Mercosul. \u201cO acordo foi uma vit\u00f3ria de anos. O obst\u00e1culo sempre foi a Europa. Eles s\u00e3o extremamente exigentes. Certa vez, o negociador titular da UE disse que negociar com o Brasil n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil. Dif\u00edcil \u00e9 negociar com os 30 estados do bloco europeu\u201d, lembrou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O lobby de produtores agropecu\u00e1rios europeus teria sido um dos principais entraves para o acordo, de acordo com ela, e essa press\u00e3o ainda poderia atrapalhar a continuidade das negocia\u00e7\u00f5es. No entanto, a embaixadora acredita que o acordo ainda vai passar, mas com uma vers\u00e3o mais \u201ca\u00e7ucarada\u201d, e alertou: \u201cRela\u00e7\u00f5es internacionais s\u00e3o extremamente delicadas. \u00c9 dif\u00edcil construir, mas f\u00e1cil destruir. Eventuais falhas nas rela\u00e7\u00f5es internacionais s\u00e3o como manchas de \u00f3leo na praia. Dif\u00edceis de limpar\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p>A embaixadora Maria Celina, que hoje \u00e9 presidente da Associa\u00e7\u00e3o e Sindicato dos Diplomatas Brasileiros, tamb\u00e9m falou sobre as rela\u00e7\u00f5es do Brasil com a Col\u00f4mbia. Ela relatou sua experi\u00eancia no pa\u00eds, onde por muito tempo houve um conflito entre um governo enfraquecido e as For\u00e7as Armadas Revolucion\u00e1rias da Col\u00f4mbia (Farc), grupo paramilitar criado em 1964, conhecido pelo sequestro de embaixadores estrangeiros e figuras locais importantes. \u201cEu n\u00e3o podia caminhar pelo jardim da embaixada sem que os seguran\u00e7as me abordassem preocupados com atiradores\u201d, lembrou.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o da embaixadora, esse conflito, que se arrastou por 53 anos, impediu o desenvolvimento do pa\u00eds e levou muitas pessoas a morarem na Europa e nos EUA. \u201cObviamente isso era uma perda de c\u00e9rebros que impactaria o futuro do pa\u00eds. A Col\u00f4mbia era um estado com potencial e riquezas, um grande destino tur\u00edstico e de investimentos que n\u00e3o despertava o interesse de ningu\u00e9m, pois n\u00e3o era governado. A guerrilha n\u00e3o tinha o menor medo do poder constitu\u00eddo\u201d, relatou. Segundo ela, o Brasil teve papel fundamental durante a negocia\u00e7\u00e3o de paz entre o estado colombiano e as Farc, assinado em 2016. Por\u00e9m, n\u00e3o houve uma continuidade efetiva na integra\u00e7\u00e3o das for\u00e7as revolucion\u00e1rias \u00e0 pol\u00edtica nacional, o que vem acarretando uma deteriora\u00e7\u00e3o nas fr\u00e1geis rela\u00e7\u00f5es constru\u00eddas recentemente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o conhecimento de quem foi embaixadora do Brasil junto \u00e0s Comunidades Europeias por mais de tr\u00eas anos (2005-2008), al\u00e9m de ter sido c\u00f4nsul-geral do&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1772,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-1771","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1771","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1771"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1771\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1772"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1771"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1771"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1771"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}