{"id":14962,"date":"2023-03-14T11:00:14","date_gmt":"2023-03-14T14:00:14","guid":{"rendered":"https:\/\/acrj.org.br\/?p=14962"},"modified":"2023-07-14T11:42:40","modified_gmt":"2023-07-14T14:42:40","slug":"mulheres-na-agenda-esg-uma-busca-por-progresso-e-igualdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/2023\/03\/14\/mulheres-na-agenda-esg-uma-busca-por-progresso-e-igualdade\/","title":{"rendered":"<strong>Mulheres na agenda ESG: uma busca por progresso e igualdade<\/strong>"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Michelle Novaes &#8211; vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Comercial do Rio de Janeiro<\/p>\n\n\n\n<p>O mercado de trabalho sempre foi marcado pela predomin\u00e2ncia dos homens na linha de frente. Eles ainda ocupam a maioria dos postos, mas h\u00e1 \u00e1reas onde essa propor\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo alterada, como na lideran\u00e7a ESG. Quando se fala de sustentabilidade, inclus\u00e3o e diversidade, s\u00e3o as mulheres que come\u00e7am a dar as ordens no mundo dos neg\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p>Um recente estudo conduzido pela Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV) comprovou que elas t\u00eam liderado, majoritariamente, a implementa\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas relacionadas ao ESG nas organiza\u00e7\u00f5es. Nas empresas brasileiras com alto desempenho na agenda, 72% t\u00eam uma ou mais mulheres em seus conselhos administrativos, e 52% contam com diretoras femininas.<\/p>\n\n\n\n<p>As mulheres t\u00eam se destacado por serem mais humanistas e afetivas. No centro dessas transforma\u00e7\u00f5es est\u00e1 o inexor\u00e1vel aumento da emancipa\u00e7\u00e3o feminina, com a conquista cada vez mais acelerada de direitos at\u00e9 a chegada \u00e0s esferas de poder e de tomadas de decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o foi por acaso que o empoderamento das mulheres tornou-se um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) da ONU \u2013 tais como erradicar a pobreza, a fome e assegurar educa\u00e7\u00e3o inclusiva \u2013 que devem ser implementados por todos os pa\u00edses do mundo at\u00e9 2030.<\/p>\n\n\n\n<p>Alcan\u00e7ar o 5\u00b0 Objetivo, que diz respeito \u00e0 igualdade de g\u00eanero, \u00e9 primordial para que todos os outros sejam alcan\u00e7ados. Uma vez que a perspectiva de g\u00eanero \u00e9 considerada transversal \u00e0 toda Agenda 2030 e evidencia que a igualdade de g\u00eanero tem efeitos multiplicadores no desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>As mulheres fazem parte do grupo mais vulner\u00e1vel em termos de pobreza monet\u00e1ria, tempo, sobrecarga de trabalho n\u00e3o remunerado e de cuidados e inser\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria no mercado de oportunidades. Dadas essas desigualdades estruturais, elas tamb\u00e9m s\u00e3o mais suscet\u00edveis do que os homens, de um modo geral, ao sofrimento provocado pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas t\u00eam impactos diretos sobre os recursos naturais essenciais para a vida di\u00e1ria, como \u00e1gua, peixes, fontes de energia dispon\u00edveis etc. Quando esses recursos s\u00e3o escassos, a responsabilidade cai em geral sobre as mulheres. Hoje, na maioria das sociedades, incluindo a brasileira, elas gastam o dobro do&nbsp; tempo dos homens realizando atividades dom\u00e9sticas e de cuidado n\u00e3o remuneradas.<\/p>\n\n\n\n<p>As mulheres est\u00e3o inegavelmente presentes em todos os aspectos da dimens\u00e3o ESG. Elas administram neg\u00f3cios socialmente respons\u00e1veis, investem em fundos que refletem seus valores e emprestam dinheiro para apoiar causas nas quais acreditam.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9, portanto, vital que as discuss\u00f5es sobre o futuro do ESG n\u00e3o apenas apliquem um olhar e experi\u00eancia de g\u00eanero, mas garantam que a busca por essa equidade seja compreendida como um componente central para as solu\u00e7\u00f5es propostas pela ONU.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante saber onde estamos agora. Apesar de a mulher constituir grande parte da for\u00e7a de trabalho, principalmente nos pa\u00edses desenvolvidos, segue muito baixo seu percentual em cargos de alta lideran\u00e7a e gest\u00e3o das empresas, como CEOs e diretorias. Essa \u00e9 uma quest\u00e3o estrat\u00e9gica importante, pois a falta de diversidade na sala de reuni\u00f5es pode resultar em decis\u00f5es inadequadas.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, onde as mulheres s\u00e3o maioria na popula\u00e7\u00e3o, sua remunera\u00e7\u00e3o \u00e9 20,5% menor do que a masculina, segundo o IBGE. Na esfera p\u00fablica, elas ocupam 16,8% das vagas, nas Assembleias Legislativas 18% e, na C\u00e2mara Federal, 17,7% das cadeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>As mulheres em cargos de lideran\u00e7a t\u00eam uma miss\u00e3o muito importante, e n\u00e3o raramente \u00e1rdua. Elas assumem fun\u00e7\u00f5es para proteger sua posi\u00e7\u00e3o no mundo, desde a promo\u00e7\u00e3o de uma nova cultura na empresa at\u00e9 a defesa de pol\u00edticas governamentais. Est\u00e1 na vis\u00e3o das mulheres parte das pautas sociais no pa\u00eds. Elas sabem, mais do que os homens, que o Brasil precisa avan\u00e7ar em solu\u00e7\u00f5es para problemas como desigualdade de sal\u00e1rios, viol\u00eancia dom\u00e9stica, falta de acesso a direitos reprodutivos e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. S\u00e3o temas que impactam diretamente a vida das brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<p>O sucesso do investimento em ESG &#8211; com o tremendo papel que as mulheres conseguiram &#8211; impacta muito. Mostra, acima de tudo, que o potencial do p\u00fablico feminino \u00e9 ilimitado em sua capacidade para reconstruir, em bases muito mais saud\u00e1veis e felizes, o futuro da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Michelle Novaes \u00e9 tabeli\u00e3 substituta e CEO do 15\u00ba Of\u00edcio de Notas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Artigo publicado no Estad\u00e3o.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Michelle Novaes &#8211; vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Comercial do Rio de Janeiro<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":14968,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-14962","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14962","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14962"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14962\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14968"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14962"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14962"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acrj.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14962"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}